Perder, partir são palavras que mostram a distância de uma pessoa. Memória, lembranças e amor são as pontes que nos conectam com os entes queridos que partiram. Mesmo indo, algo fica: fica o amor que, ao fecharmos os olhos, nos faz lembrar da voz, do cheiro, do abraço e do sor…
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Perder, partir são palavras que mostram a distância de uma pessoa. Memória, lembranças e amor são as pontes que nos conectam com os entes queridos que partiram. Mesmo indo, algo fica: fica o amor que, ao fecharmos os olhos, nos faz lembrar da voz, do cheiro, do abraço e do sorriso. Quando agimos no mundo, lembramos dos ensinamentos do pai, Da presença que ele deixou em nós, da personalidade aos traços físicos. Em nossos descendentes, também é possível notar a presença do nosso pai, do avô. É certo que a partida nos faz carregar o peso da saudade e a sorte da boa memória. Celebramos a sorte do bom cuidado, do elo forte construído com amor no tempo que a vida oportunizou, no bom encontro que nos gerou a vida como uma linha que se move no tempo, não apenas como nascimento. A morte do corpo é inevitável, Mas o espírito se manifesta na energia que nos deu vida, na conexão amorosa que é forte e delicada ao mesmo tempo. A partida é inevitável, mas a força que gerou nossa vida, os ensinamentos e o amor devem nos fortalecer e conectar, para que a saudade possa ser acalmada em nosso coração. A memória dos bons momentos é uma máquina que nos faz viajar no tempo da existência física presente. Aproveitemos a vida enquanto ela pulsa. Aproveitemos a memória como essa máquina que nos transporta e conecta com a existência que fisicamente sumiu. Que o amor e os ensinamentos sigam nos ligando nesta existência que nos resta, nesses encontros que nos afetam, moldando quem somos.