Essa saudade que mora aqui dentro
Tão certa como o fim
Tão velha como o tempo
Saudade do lado de dentro
Que mora em mim
Intensa como a chuva
Tão forte como o vento
Ele olhava de um lado para o outro
Ele olhava... e pensava
Ele olhava de um lado para o outro
Ansioso... mas esperava
Ele pegava o celular...
Na esperança que tivesse um sms dela novo
Mas não havia nada
Desanimado ele ficava um pouco
Mas logo ele olharia o celular de novo
Olha como o dia é cinza, e as folhas estão secas
Olha como a grama é molhada, e o sol nem aparece
Olha como o vento é gelado, e a melancolia mora ao lado
Olha como o poema é triste, mas compartilhado
Uma xicara café, na companhia de um coração solitário
E depois do ultimo gole, é outro sonho que se foi mal explicado
Que diferença faz se a chuva cai ou é dia de sol
Que diferença faz se o céu é cinza ou azul
Se ela cai e não leva esse meu desejo
E o azul não é da mesma cor que eu vejo
Não sei aonde estou ou de que lado fica
Não sei chove ou faz sol
Não sei se estou triste ou feliz
Não sei se é noite ou dia
Não sei se é real ou fantasia
Não sei se estou vivo ou já morri
Não sei se são pessoas ou gnomos
Não sei se me lembro ou já esqueci
Não sei se ainda existimos ou já se fomos
Não sei que horas são ou que dia é
Mas se for minha imaginação pelo menos escrevi
As arvores cobrem o céu nublado
Folhas caiem sobre o chão molhado
Eu sou como uma sombra que caminha pela rua
E se penso, logo escrevo, na noite escura
Ela é a musica que ouço chegando
É o infinito que vejo se misturando
Ela é o sabor da vida que se precisa sentir
É a melodia perfeita para deitar e dormir
O que ele queria, não podia ter
O que tinha, já não importava mais
O sol, o vento, os dias
Ele tinha pouco tempo, e não sabia
Era uma terça feira de sol, flores e sorrisos naquele belo jardim
Enquanto ele escrevia, a vida passava, tão simples assim
Mas ele jamais imaginava, que aquele era, dois dias antes do fim
O poeta pensa de mais...
Pensa tanto que chega a pensar que é tristeza
O poeta inventa...
Inventa seu próprio mundo, e faz de conta
O poeta tenta...
Tenta mostrar o que dentro dele existe
O poeta sente...
Sente tanto que nem sabe o que é
O poeta inverte...
Inverte a poesia, se é tristeza no poema ele sorri
O poeta escreve...
Escreve aquilo e isso, escreve do lado de lá e do lado de dentro
O poeta escreve ele mesmo...
O poeta pensa de mais!
A chuva desce do céu tentando me molhar
Procura um lugar para entrar, mas na minha casa não tem goteira
Então ela vai desiludida...
Para se perder na imensidão do mar
Eu acho que ele enlouqueceu
Naquela madrugada, colocou um casaco e saiu
Pisando na geada, enquanto tremia de frio
Lentamente no nevoeiro ele sumiu
Patrick... Aonde tu esta, que não sou mais eu?
Nunca mais vi ele, não lembro quando se foi
Um ano ou mais, uma vida. Ah tanto faz
Me deixou aqui, nem um ultimo abraço deu
Se foi...
Sem dizer adeus
Saudade de ti meu velho amigo
Patrick... Aonde tu esta, que não sou mais eu?
E quase sempre eu fico, sem saber o que fazer...
Permaneço calado, quando só queria dizer eu te amo
E tudo é tão assim, eu fico sem me entender
Com essa mania de pensar tanto
Em cada gota um pensamento
Algumas caem no chão, outras se dissolvem no vento
O céu e o lápis são da mesma cor
Cinca como o lápis de escrever do lado interior
Aqui a vida sempre para no tempo
Ouvindo o silêncio de um dia cinzento
O problema é que ninguém me entende...
Não é preciso motivos para definir o lado de dentro da gente...
Amor não se compreende... Amor se sente!
O importante é amar, mesmo não sendo amado!
(Depoimento de um coração apaixonado)
O dia é cinza... O vento passa como uma sombra sem deixar rastros
A chuva é fria... Os sentimentos vagam no subconsciente a pensar
O silêncio é nostalgia... As palavras guardadas num pequeno espaço
A tarde é vazia... Como a melancolia solta no ar