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Frases de Marcus Deminco

164 frases

##### ESCLARECIMENTO ##### Ao imbecil que saiu espalhando por aí ter me visto no carro, parado no meio de um engarrafamento enquanto gesticulava conversando sozinho, vou explicar: eu não falo, jamais falei, e nem pretendo falar sozinho. NO ENTANTO, apenas pela boa educação que t…
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##### ESCLARECIMENTO ##### Ao imbecil que saiu espalhando por aí ter me visto no carro, parado no meio de um engarrafamento enquanto gesticulava conversando sozinho, vou explicar: eu não falo, jamais falei, e nem pretendo falar sozinho. NO ENTANTO, apenas pela boa educação que tive, sempre que o porta-luvas ao lado me questiona alguma coisa eu respondo.

Barroqueira do Agreste – Bahia (Fevereiro de 1934) A grande distância da realidade dos centros urbanos, longe de qualquer vestígio de progresso e imensamente afastada de tudo aquilo que poderia ser compreendido como civilização, Lea Leopoldina era mais uma pobre cambembe empren…
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Barroqueira do Agreste – Bahia (Fevereiro de 1934) A grande distância da realidade dos centros urbanos, longe de qualquer vestígio de progresso e imensamente afastada de tudo aquilo que poderia ser compreendido como civilização, Lea Leopoldina era mais uma pobre cambembe emprenhada, prestes a parir mais um predestinado sertanejo azarento. À sua volta, pouquíssima história para ser contada e nenhum tipo de adornos para enfeitar o seu xexelento pardieiro de barro batido: três cuias de água salobra, brotos de palmas estorricadas e um saco de farinha de mandioca dividiam o apertado espaço na mesa de madeira crua com sabão de sapomina, folhas de macambira e um desusado pilão emborcado numa arredondada bacineta de pedra, guardando ainda as raspas das rapaduras trazidas pelos mascates dos canaviais das circunvizinhanças. Acima dos caibros e das varas que faziam a parede engradada de taipa, o maljeitoso telhado de ripas, com uma tira grossa de embira amarrada ao centro da cumeeira, segurava num só laço de nó um leocádio apagado bem na direção do velho fogão de lenha. E presa na memória dos seus parcos pertences espalhados naqueles quatro cantos de extrema vileza, a triste lembrança de seu companheiro: Nestor a tivera abandonado, inexplicavelmente, após tomar conhecimento da sua inesperada gravidez. Do lado de fora, onde fumaça manava em vez de flores e onde nada germinava pelas estreitas fendas cravadas na superfície do chão estéril, pouca coisa sobrevivia da crueldade de uma duradoura estiagem. Rodeados por xiquexiques, quipás, seixos, pederneiras, juazeiros e mandacarus, formigas, besouros, calangos e lagartos escondiam-se num devastado matagal pálido e amortecido. Ao redor deles, pedregosas areias de rios secos, cisternas vazias, lavouras abolidas e ossos de animais mortos eram sobrevoados por outros tantos insetos invictos e descorados. Caia mais um fim de tarde e o céu avermelhava-se por inteiro, levando consigo as minguadas sombras dos resistentes pés de umbu, jataí e jericó. Parecia mais um entardecer inexpressivo – como todos os outros marasmados e silentes daquele lugarejo fosco – não fossem aquelas repentinas vozes cantarolando mais alto que os cadenciados apitos das cigarras entocadas nos calhaus dos roçados e trauteando mais modestas que os finos gorjeios dos cinzentos pássaros que voavam rumo ao infindo horizonte de mato desbotado: "Nós somos as parteiras tradicionais que em grupo vamos trabalhar! Todas juntas sempre unidas, muitas vidas vamos salvar..." (Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector (Capítulo 3).

Helen Palmer - uma Sombra de Clarice Lispector (PREFÁCIO) Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977 – dez e meia da manhã. Quando – em decorrência de um câncer e apenas um dia antes de completar o seu quinquagésimo sétimo aniversário – a prodigiosa escritora Clarice Lispector partia…
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Helen Palmer - uma Sombra de Clarice Lispector (PREFÁCIO) Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977 – dez e meia da manhã. Quando – em decorrência de um câncer e apenas um dia antes de completar o seu quinquagésimo sétimo aniversário – a prodigiosa escritora Clarice Lispector partia do transitório universo dos humanos, para perpetuar sua existência através das preciosas letras que transbordavam da sua complexa alma feminina, os inúmeros apreciadores daquela intrépida força de natureza sensível e pulsante ficavam órfãos das suas epifânicas palavras, enquanto o mundo literário, embora enriquecido pelos imorredouros legados que permaneceriam em seus contos, crônicas e romances, ficaria incompleto por não mais partilhar – nem mesmo através das obras póstumas – das histórias inéditas que desvaneciam junto com ela. Entretanto, tempos depois da sua morte, inúmeras polêmicas concernentes a sua vida privada vieram ao conhecimento público. Sobretudo, após ter sido inaugurado o Arquivo Clarice Lispector do Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) – constituído por diversos documentos pessoais da escritora – doados por um de seus filhos. E diante de correspondências trocadas com amigos e parentes, trechos rabiscados de produções literárias, e algumas declarações escritas sobre fatos e acontecimentos, a confirmação de que entre agosto de 1959 a fevereiro de 1961, era ela quem assinava uma coluna no jornal Correio da Manhã sob o pseudônimo de Helen Palmer. Decerto aquilo não seria um dos seus maiores segredos. Aliás, nem era algo tão ignoto assim. Muitos – principalmente os mais próximos – sabiam até mesmo que, no período de maio a outubro de 1952, a convite do cronista Rubem Braga ela havia usado a identidade falsa de Tereza Quadros para assinar uma coluna no tabloide Comício. Assim como já se conscientizavam também, que a partir de abril de 1960, a coluna intitulada Só para Mulheres, do Diário da Noite, era escrita por ela como Ghost writer da modelo e atriz Ilka Soares. Mas, indubitavelmente, Clarice guardava algo bem mais adiante do que o seu lirismo introspectivo. Algo que fugiria da interpretação dos seus textos herméticos, e da revelação de seus pseudos. Um mistério que a própria lógica desconheceria. Um enigma que persistiria afora dos seus oblíquos olhos melancólicos. Dizem, inclusive, que em agosto de 1975, ela somente aceitou participar do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria – em Bogotá, Colômbia – porque já estava convencida de que aquela cíclica capacidade de renovação que lhe acompanhava, viria de um poder supremo ao seu domínio e bem mais intricado que os seus conflitos religiosos. Talvez seja mesmo verdade. Talvez não. Quem sabe descobriríamos mais a respeito, se nessa mesma ocasião, sob o pretexto de súbito um mal-estar ela não tivesse, inexplicavelmente, desistido de ler o verdadeiro texto sobre magia que havia preparado cuidadosamente para o instante da sua apresentação. Em deferência aos costumes judaicos quanto ao Shabat, Clarice só pode ser sepultada no dia 11, domingo. Sabe-se hoje que o seu corpo repousa no túmulo 123 da fila G do Cemitério Comunal Israelita no bairro do Caju, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Coincidentemente, próximo ao local onde a sua personagem Macabéa gastava as horas vagas. No entanto, como quase todos os extraordinários que fazem da vida um passeio de aprendizado, deduz-se que Clarice tenha mesmo levado consigo uma fração de ensinamentos irreveláveis. Certamente, os casos mais obscuros, tais como os episódios mais sigilosos, partiram pegados ao seu acervo incriado, e sem dúvida alguma, muita coisa envolta às suas sombras não seriam confidenciadas. Como por exemplo, o verdadeiro motivo que lhe inspirou a adotar um daqueles pseudônimos (...)

CERTA MANHÃ enquanto caminhava ao lado do seu mestre o jovem discípulo o perguntou: – Como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas… Sofro com as que caluniam… – Viva como as flores! – aconselho…
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CERTA MANHÃ enquanto caminhava ao lado do seu mestre o jovem discípulo o perguntou: – Como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas… Sofro com as que caluniam… – Viva como as flores! – aconselhou o mestre. – Como é viver como as flores? – questionava o discípulo. – Repare nestas flores – continuou o mestre – apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas… NÃO É SÁBIO permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles, são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora… Não se deixe contaminar por tudo aquilo que o rodeia… Assim, você estará vivendo como as flores!

SENHOR! ABENÇOA A NOSSA SEMANA. Enchei nossos corações com esperança, e de doçura os nossos lábios para sermos mais afáveis. Põe em nossos olhos a luz divina que purifica, para que possamos iluminar a escuridão de quem precise, e em nossas mãos mantenha sempre a capacidade seren…
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SENHOR! ABENÇOA A NOSSA SEMANA. Enchei nossos corações com esperança, e de doçura os nossos lábios para sermos mais afáveis. Põe em nossos olhos a luz divina que purifica, para que possamos iluminar a escuridão de quem precise, e em nossas mãos mantenha sempre a capacidade serena do perdão ou a presteza de um amparo. Proteja-nos das maldades silenciosas dos dissimulados, dos risos falsos dos rancorosos, e das invejas fantasiadas de simpatias. Dai-nos valentia para a luta, compaixão para as injúrias, e misericórdia para a ingratidão. Livrai-nos dos perigos que não nos ensinam, assim como de todo o mal que não nos fortalece. E QUE SOMENTE A TUA VONTADE PREVALEÇA... QUE ASSIM SEJA. AMÉM! (Oração de Marcus Deminco)

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, no entanto, descobriram que era inocente. Ele então foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, decidiu processar o vizinho. No tribunal, o vizinho disse ao juiz…
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Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, no entanto, descobriram que era inocente. Ele então foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, decidiu processar o vizinho. No tribunal, o vizinho disse ao juiz: – Mas os comentários não causam tanto mal assim… E o juiz logo ordenou: – Escreva agora num pedaço de papel todos os comentários que você fez sobre ele. Em seguida, pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho até a sua casa. Amanhã cedo você volta para ouvir sua sentença! Sem pestanejar, o vizinho obedeceu e voltou tranquilo no dia seguinte. Quando o juiz continuou a sua ordem: – Antes da sentença, você terá ainda que catar todos os pedaços de papel que espalhou ontem! – Mas eu não posso fazer isso, meritíssimo! – respondeu o homem. – O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei mais onde estão! Ao que o juiz respondeu-lhe como lição: – Pois, é dessa mesma maneira que um simples comentário pode destruir a honra de um homem. Muitas vezes as calúnias se espalham tanto a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.

Que eu mantenha o meu otimismo sempre vivo, mesmo quando todos já tiverem desistido de acreditar. Que eu não me perca do destino, por mais caminhos desvirtuados que eu escolha andar. Que a minha fé permanece acima, de todas as minhas promessas solidificadas no desquerer do acaso.…
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Que eu mantenha o meu otimismo sempre vivo, mesmo quando todos já tiverem desistido de acreditar. Que eu não me perca do destino, por mais caminhos desvirtuados que eu escolha andar. Que a minha fé permanece acima, de todas as minhas promessas solidificadas no desquerer do acaso. Que eu possa aprender tanto com os meus erros, a ponto de evitar que outros passem pelos mesmos sofrimentos. Que eu possa sentir as dores alheias e seja capaz de dilui-las em aflições pelo meu simples desejo de querer-lhes bem. Que eu compreenda que nem todas as Verdades cabem em todos os ouvidos. Que diante de todas as razões para abandonar uma pessoa, eu procure apenas por uma única para não deixá-la. Que eu acredite em meus maiores sonhos, mesmo quando dormindo todos disserem que será impossível. Que eu consiga sempre enxergar a luz, nas noites de maiores escuridão. Que em todo tempo, e diante de qualquer situação, a minha esperança seja superior as minhas desilusões. Que a minha crença supere todas as duvidas intermitentes da vida. Que eu compreenda que nem tudo pode, ou deve ser explicado, algumas coisas apenas no silêncio de senti-las ultrapassam todo e qualquer entendimento. Que a minha alegria seja maior que apenas para mim, e que o meu desejo de ser feliz seja infinitamente maior que qualquer receio de me machucar novamente. > QUE ASSIM SEJA <