Se solta.
Te dou um beijo,
na boca...
sem dó,
na marra,
pra ver se algo acontece,
nesse corpo guardado e sem pecado pra mim.
Vai...
agora,
na hora do banho,
pelo menos tenta,
se atenta?
Pensa!
Deseja!
Quem sabe você goste...
quem sabe você goze.
Se riu,
se solta...
vá logo,
se toca.
Pense na minha vontade juvenil,
de seduzir você.
Tomara que consiga,
e que vire vicio...
pois meu vicio,
é atentar você!
Desejo contido
Meu desejo está preso.
Não sai na voz,
não sai na escrita...
mas está aqui,
ileso,
faminto
pra sussurrar-te aos ouvidos,
escrever-te tremido,
de tanto desejo contido.
Linda... mas ela era sim;
metida!
Passava por mim,
nem olhava.
...mas eu esperto,
disfarçava.
...mas meu coração
disparava.
...e meu olhar
entregava,
que ela,
era metida sim!!!
Em meu coração.
Quebrando o gelo.
Era quieta, tímida, sem muito papo.
Mas meu instinto me dizia,
que aquela timidez sumiria,
logo no primeiro tato.
Eu lia em seu olhar,
algo como:
- Não me descubra por favor.
- Me deixe aqui aonde estou.
- Olhando assim, vou me expor,
e ficarei a seu dispor.
...e era tudo que eu queria,
quebrar aquela barreira fria,
e me queimar em seu vulcão.
Então...? Saia logo debaixo dessa neve silenciosa,
vem, me abraça, aperta,
que eu te conto em verso e prosa,
como é bom colar
no calor de alguém.
Você me diz que sou fogo.
Mas e se eu fogo fosse e
realmente te incendiasse
e você me contasse,
coisas que imaginasse,
e enfim se deixasse
por mim incendiar?
Quem sabe a chama acalmasse,
e a brasa ficasse
para enfim,
o calor do amor ficar.
O cinza coloriu.
O dia estava nublado,
chuvoso,
sem cor...
De repente passa ela,
colorida, linda,
feito flor.
Meu dia ali clareou,
transformou,
iluminou.
E eu feito passarinho
voei pra ela,
ela me olhou,
conversou,
abraçou,
beijou.
Depois disso,
nunca mais deixei de ser,
seu Beija-Flor.
Então você reclama:
Do amor que nunca vem,
do amor que sempre desdém,
da dor que se tem,
do rancor quando se veem,
da claridade do dia,
da noite e a melancolia,
da música e melodia,
do choro claro de dor,
do riso fácil: - Que horror!
das amizades perdidas,
das falsidades queridas...
Mas nunca é grato:
Ao amor que se foi,
aquela dor que cessou,
ao rancor que findou,
a luz do sol que irradia,
a linda noite tranquila,
da música e poesia,
do choro libertador,
do riso contagiante,
das amizades de antes...
Seja grato, por favor.
Leve ando.
A vida tá aí...
e você vai sendo levado.
Eu, com meu legado,
leve ando,
nunca leviano,
mas vou levando,
não importando a idade,
sempre bem levado.
Presa ou preza?
Triste o ser
que preza o desprezo,
que no desgosto se apega
e vira presa,
de quem não o gosta.
Mesmo assim,
disputa o oposto,
como se gostasse do gosto,
de se prender
ao que lhe faz infeliz.
Confio no tempo!
Ele me conta,
tudo que sabe,
ele liberta,
toda verdade,
mesmo que as vezes,
tudo desabe,
prefiro que mostre
quem é por mim.
As vezes percebo
e até tenho medo,
de um tipo de gente
que mente sem medo,
pensando que a todos irá iludir.
Mas o tempo
vai se passando,
e as atitudes vão nos mostrando
que esse tipo de gente
se atola em si.
Depois,
se afogam no erro
e por orgulho e desespero,
mentem sem fim.
Por isso prefiro a verdade,
e o tempo me dará,
por lealdade e fidelidade,
o melhor dia a dia pra mim.
Posso?
Pois tudo que peço
te passa um sentimento
de posse.
Pois por mim,
passe dia após dia,
peça tudo que pode,
pois eu te faço
sem achar que é posse,
me peça,
se aposse.
Não fique aí
me enfeitiçando
com seu olhar
me perguntando
se por acaso
estou gostando
de seu jeito
ao passar.
Estou adorando
fico só admirando
o ir e vir
idolatrando
mas nem te conto
o meu pensar.
Tão bom poder te paquerar...
mas nem se incomode não,
é só admiração, flerte, cobiça,
eu nem degusto,
nem ao menos te toco.
Sou feito vira-lata
namorando a vitrine do açougue.
Gosto do gosto que dá
gostar de você.
Pensar no que penso que dá
pensar em você.
Sentir o sentido que dá
sentir você.
Gostar do que penso que sinto
que você me dá.