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AS PORTAS DA TERRA.
(O fim do Mundo)
Márcio Souza
Na imensa natureza toda beleza se encerra,
Os cantos dos pássaros ao amanhecer o dia,
O cheiro das plantas, das flores e da terra,
Numa alegria perfeita de pura harmonia.
Para cada dia, nova fé, nova luta,
Novas perspectivas de vida e uma nova missão,
A realizar na incansável e árdua labuta,
Desejados sonhos da imaginação.
Passam-se as horas, dias, semanas e anos,
Contando com o tempo e é só o tempo quem diz,
Lutando na vida e as rotinas mudando,
Buscando no tempo nosso espaço feliz.
E de sonhos em sonhos, inteiros ou pedaços,
Dedicando-se de almas de guerreiros soldados,
Com sucessos plenos ou pequenos fracassos,
Dos planos de Deus, a nós confiados.
Ao fim da missão, ao longo da vida,
De uma estrada tão longa, com retas e curvas,
De tantos ventos, tempestades e chuvas,
A Natureza em lágrimas, destruída grita.
Dessa Natureza tão bela, da vida que se encerra,
Numa destruição sem fim, entre os gritos e ais,
Não sobrará nesse mundo, quaisquer vidas ou animais,
Nem plantas, nem nada, sobre a santa terra.
Não haverá pássaros cantando, ao amanhecer o dia,
Não restarão mais nada, só misérias e fome, muito gelo ou calor,
Não haverá mais sonhos, muito menos alegria,
Tudo destruído pelo homem, herança maldita, que a Natureza criou.
Serão restos e cinzas, restará um mundo estranho,
Pela ganância à riqueza, que a humanidade consome,
A destruição profunda, sem medidas ou tamanho,
Provocada pelas mãos do pecado da ignorância do HOMEM.
Alegando progresso para o mundo moderno ou moderna nação,
Arrebentam-se com a terra, com a Natureza e os seus,
Disfarçando inocência e falsa pretensão,
E com desnuda mentira, se diz ser filho de Deus.
E tudo que de início foi tão lindo e tão foi belo,
Do ar puro que havia, da chuva caída e tudo existia, virou absurdo,
E o que foi Paraíso virou inferno de fogo e eterno flagelo,
Cerrando-se as portas da terra, por cobiça e ganância, acabou-se o Mundo.
Márcio Souza