Sinto tanta saudade antes da despedida
E tanto ciúme na sua ausência
Mesmo com seu cheiro em todo meu corpo e sua imagem dentro da minha cabeça
Morre na cadência, meu coração que bate ritmamente esperanto pelo seu retorno.
Bebo uma taça de vinho esperando o seu chegar
Mas em cada gole o tempo parece parar
Todos os afazeres do dia perdem o sentido
Por que deixou o seu não estar me deixar tão sozinho
De repente, você chega e tudo passa ...
Nada mais importa
Nossas vontades de pedem
Nos abraçamos com força
E tudo faz sentido
Abandonado no dia dos namorados
Parece filme de terror
Abandonado no dia dos namorados
Por que ela me deixou ?
E agora meio embriagado
Acho que entendi o recado ...
Ando nesta noite sem lua numa cidade sem muros
sem casas ou pessoas
há grutas, há deuses e um pouco de silêncio
a rua de pedra conta a lenda do sangue que pensava ser revolucionário mas era também nada...
era jovem e sonhava como jovem...
não pode sonhar mais
mortos e pedras só vivem em túmulos
onde mães desejosa negam à Deus
e lembram de pés pequenos e sujos que beijaram
essa cidade me assusta...
não que tenha feito mal aos jovens
porém esse silêncio toca nosso coração
como missa
como elegia
como o último gole daquela garrafa que jogamos no lago
nunca houve violência nem homens aqui
homens são criados por Deus
e nada que Deus criou faria o quê foi feito
não lave a rua , chuva
deixe assim ...
leio no vento uma súplica coloquial e e pesarosa
de um rosa nascida com espinhos por afrota
continuo a andar
agora como sempre sem passos ou destino
queria que meus olhos fossem teus
para ver se encontro em mim o homem que diz que sou
levo muitas almas comigo e nenhum amigo
muita estrada e pouco pouso
na certeza que paz existe no mundo que criou para nós dois no dia em que morremos adultos
nas ruas de pedra da cidade sem homens...
o sono não veio como de costume
talvez por que deixei a porta aberta ou por que estava cansado demais para o regalo
quem sabe ...
com lesividade os ponteiros mudandam de posição
e esse silêncio noturno me incomoda
já não há pessoas na rua
algumas nuvens no céu
a brasa do cigarro parece um sol
solitariamente, um gato busca no lixo um motivo
todos reviram lixo.
uns na rua outros na cabeça ...
tenho tantos pensamentos dos outros em mim que nem lembro quem sou
também não faz diferença
queria tanto um veneno diferente
uma dose lunar
ou um solidário sol na noite ...
acho que já falei de sol...
falei, entretanto o cigarro apagou
estou sem fósforos
acendo outro na minha cabeça
antes tivesse fogo no coração
não tenho mais ... choveu muito no meu peito
o gato foi embora ...
eu fiquei
podia chover lá fora
em vez de veraniar nesse outono
estou com fome
nesse mundo sem repasto
caia bem alguma poesia
e um cobertor
paúra demais
saúde de menos
talvez uns passos ou um banco na Praça
espero que a cama me receba como amante
pois os olhos estão pesados de tanto pensar
esperto foi gato que deixou seu lixo na rua
o lixo da minha cabeça eu continuo a levar
Quando chegou era todas as músicas ...
Tocava harmonicamente com seu olhar
Roubava o tempo
Mentia para as horas
E buscava leito sobre o meu corpo
Éramos amantes ...
Isso é fato
Mas não éramos eternidade
Então,
Na confusão que ela criou para fingir estar viva
Não me olhou mais
Esqueceu tanto de mim ...
Mas esqueceu tanto ...
Que perdeu meu nome em outro lugar
Não falou nada
Mas me fez ver
Somos a soma das escolhas que fazemos,
E para renascer temos que abrir mão de nós mesmos ...
Até daquilo que amamos
Quando chegou era todas as músicas ...
Tocava harmonicamente com seu olhar
Roubava o tempo por mim
Mentia para as horas
E buscava leito em mim
Éramos amantes ...
Isso é fato
Mas não éramos eternidade
Então,
Na confusão que ela criou para estar viva
Não me olhou mais
Esqueceu tanto de mim ...
Era prisioneira do tempo que achava não ter
E me fez partir
Há tantos pensamentos na minha cabeça...
Que parece que tenho uvas de mais e álcool de menos
Então lembrei de uma estória.
- Meu mundo ....
Ela disse ... Vem, é nosso.
Eu fui .
Nele fiquei
vivi
Amei
Mas então ela me olhou e disse :
- você é espelho
E sepulcrou ruidosamente
Esqueceu tanto de mim
que nem mais nome lembrou
Então, eu voltei e esqueci
Do mundo em que ela ficou
O que eu tenho para falar...
Quando tudo foi dito.
E o quê quer ouvir se fala em silêncio.
Um beijo é só um beijo
E faz o vazio presença
Observo-te em remanso
Você é todas as músicas
Nunca precisamos tanto do Natal
É tão necessário celebrar a vida que não se perdeu ...
Não precisamos de Lagrimas e, sim, de danças...
De sorrisos ...
Procura te em mim
Mesmo que eu não seja nada
Seja vazio e sem rumo
Procura te na minha pele
Nos meus olhos
Nas minhas mãos cansada
Nos dedos
Não te acharas
Pois habitas em
Meus pensamentos
Ela era árida como o deserto...
Em sua casa
Só sobrevivam cactus e eu.
Os cactus bebiam as lágrimas orvalhadas da noite
Eu me protegia das tempestades fingindo ser areia
Não quero vinte anos de rosas tumulares
Rosas sem raiz ou futuro ...
Rosas que falem em silêncio de algo que se foi
O amor não é lembrança.
Amor é aquela manhã chuvosa e quente quando o antigo era o sabor do toque de suas mãos no meu peito
E o profundamente é o buscar de olhares dentro de olhares espelhantes de dois
Amor é você que amanhece na noite que sou eu
É o não falar de ti na sinfônica rítmica do vento no mar
Ou, simplesmente, o nada
Por que sou mundo se ilha é mais ti?
Seja menos como são as flores e Deus e o amor...
Seja
Seja templo minha pagã devota de mim
Pois sou oraçao de seus lábios, tributo meu
Mas não paga me em rosas tumulares ...
Apenas aceita meu corpo como teu e minha alma em fidelidade
Mesmo que não haja mais nada em mim... você viverá em minha alma
A noite é como um mar turbulento dentro de nossa cabeça em pesar
o vento frio do dia passado sopra em nossos olhos motivos que roubam o descanso
busco em orações alento e bálsamo...
na prédica livro-me de mim e de ti
da corrente imposta entre o devaneio e a epifania,
profanos e livres, continuamos a nós afogar noctambulamente
sonambulamos somos em pensamentos
temos vida enleada dentro de nós
acossamos nossas Almas e mais
renascemos para ocultar nossa indiferença
somos filhos de alguém
rebentos de Deus
mentiras infantis
e fastio da velhice
quisera ter sido antes algo
do que atravessar a noite sem mim mesmo
em pensamentos e lembranças impostos pelos anos
queria, antes, ser tempestade no mundo do que calmaria em mim
mas sou a imagem de teu amor e com ele me consolo e em ti me reconheço
Temos menos cartas de amor
Poucas tardes na Urca e quase nenhum vinho
alguma poesia resta em nossos corpos
mais etilicas e menos coração
mas tenho a lembrança de teu olhar
amoroso e vivo
olhar de tanta devoção que, se lhe visse olhando um homem assim, esse seria mais que Deus...
e como segurava as pequenas mãos dela ...
vocês duas não são do mundo ou do universo
vocês são o universo e muito além
oniricidade do tempo
São o verdadeiro relicário da criação
Ela mais mãe
você mais menina ...
tão menina que sorrir só pelo sorriso
e que sorriso de perfeição
como seria feliz se aquele sorriso fosse para mim ...
mas não o quero ...
não por despeito ou por falta de ganância...
pois eu sou o defeito é a cobiça por inteiro ...
sou o homem inveja e voraz.
mesmo sendo esse desfigurado monstro de pecados capitais na pergunto :
quem pode desejar algo imortal e perfeito para si se só a beleza do instante vale uma vida
quero sim... a memória inteira do momento de vocês duas ...
e a ousadia de desejar que me vejas apenas e, discretamente, por um instante sem nunca tirar o olhar dela
A tarde recolhe o sol ...
o vento frio reza nas folhas caídas ao chão uma prece de despedida
e meu pensamento esta aos teus pés
pés vivos e oníricos ...
idilicamente, dança ao meu lado
meu abismo e espelho
te queria mulher é menos sonho.
sol ...
você amanhece em mim
com o movimento de teu corpo
faria nações em ti e por ti seria servo
escravo ...
menos ...
seria marido
não para desposar-te nas bodas e, sim, para ser-te no dia-a-dia
sê-lo na rotina sinfônica
e melancólica da vida
digo...
que em ti haveria mais e sempre mais
posso mudar teu nome
ou ser teu nome
te dar meu nome
ser homem ...
por ti seria
quero as noite te velando
os caminhos perdidos
as esperas sem fim por ti
te quero minha
para mim e para o mundo
fica esse noite por mim
e o resto da vida por nós
Quase Rapunzel,
Perdida nas estrelas e orientada pela lua ,
Necessariamente ...
Ela servia à todos
Tinha tantos temores em si
Que era escrava deles
Servia e servia
E tinha medos
Tantos medos que seus pensamentos eram confusos
Desperdiçava suas chance de liberdade
Ora com tarefas
Ora com soporíficos
Não podia nem amar
Tudo era fluído ...
Sua torre era de água
Não se defendia
Nem protegia quem dizia amar
Mas tinha uma coisa que ela não sabia ...
Nada disso era dela ou por ela
Os medos...
As tarefas ...
Eram de outra pessoa
Que tinha medos maiores
Ela era escrava
E eu ...
Tomei uma garrafa de vinho e coloquei meus pensamentos no lugar e descobri que mais importante que o tronco é a raíz
Aluaram-se
Antes do eclipse se completar
Ela era lua
Ele também
Não tinha sol nem ninguém na rua
Talvez um passante a testemunhar
O corpo deles a aluará
Ela lua dourada ... Estelar
Ele lua branca ... De altar
E naquele eclipse a história veio a mostrar
Do corpo dos dois nada
Uma lua irão virar
Para a eternidade nunca mais separar
Você se lembra
Quando a chuva caía
E você pensava que estava sozinha
Eu já está lá
Você dizia que precisava de um tempo
Mas não tinha tempo ...
Eu olhava para o mar
Você se acostumou com o medo
E te fizeram acreditar que ficaria triste
Eu eu cantava as músicas que te divertiam sozinho em algum lugar
Então você me aceitou
Mesmo sabendo que já éramos um do outro
Eu disse :
Não preciso lhe procurar
Você está em todo lugar