Soneto de encontros desafortunados
Dois corações que se encontram,
Mas não podem se unir.
Uma conexão forte,
Que só pode ser vivida em silêncio.
Um sentimento de perda,
E de saudade.
Um desejo de estar juntos,
Que nunca poderá ser realizado.
Sinto muito pelo nosso desencontro,
Pois gostaria de estar pronto para gente se encontrar.
Mas, continuo me recuperando,
Há muito ainda a superar.
Não seria justo com a gente,
Mergulhar nesse novo amor,
Sem estar maduro para amar de novo.
Nó na garganta
Estou sentindo um nó,
daqueles que surgem,
reto, sem dó,
lá, no fundo da garganta.
Parece ter sido bem feito,
na margem do anseio,
sobrevive o sacripanta.
Um calo na voz,
de uma voz que se cala,
segue faceiro,
sem galanteio, ganhando escala.
Globus faríngeo (é o nome do danado);
Assim foi batizado,
com a ansiedade mancomunado.
Me impedindo de respirar,
ofegante e desesperado,
devolva meu ar,
saia do meu canal,
sofrimento carnal,
coração despedaçado.
O que seria dos espertos,
se não fosse os otários?
Em certa feita,
já dizia Marinete
é uma frase certeira,
pressupõe marionetes
de gente que manipula
de quem se faz de tiete,
na malandragem,
enquanto existe mula
esperto dá carga,
ganha vantagem.
Mas no jogo da vida,
há mais que artimanhas,
Os otários se erguem
fazem façanha
Pois a verdadeira sabedoria
não reside na esperteza,
E sim na honestidade,
na virtude e na grandeza.
Eu te procurava
Logo eu, que trilhei tantos caminhos,
trocando o sossego do meu lar
pelas ventanias da doce vagabundagem.
sem saber se fugia de algo ou procurava por você.
Sobre escrever
Por vezes, ela (a escrita)
foi minha maior companhia
Em cada traço, um sentimento
A cada rascunho uma energia
palavra por palavra,
um sorriso no rosto,
uma lágrima no papel,
um teclado engordurado
preso a cada dedilhado
de infinitas histórias,
derrotas e glórias
do futuro, presente e passado.
18/03/2024