não tive coragem de entrar no salão... na recepção... nos lugares que passei durante o tempo em que ai fiquei. Não foi preciso pelo lado de fora revi os relógios antigos e os moveis trazidos do Embu das artes pelo seu pai... ainda trago comigo a fisionomia dele...
Continuar lendo
não tive coragem de entrar no salão... na recepção... nos lugares que passei durante o tempo em que ai fiquei. Não foi preciso pelo lado de fora revi os relógios antigos e os moveis trazidos do Embu das artes pelo seu pai... ainda trago comigo a fisionomia dele... Andreas ... na sala que parece ser hoje a recepção Ele perguntando de onde vinha e o que faria ali... Lembro da manhã ensolarada e os beija-flores na janela... você com seus longos cabelos encaracolados sorrindo perto dela, sua mãe Cristina, tão linda, nunca cansei de olhar para ela a senhora sua mãe ... teria você na época, quantos anos? Quinze? Dezoito? Por volta deles... embora minha mente teime em dizer: Era uma garotinha de oito anos... Tento lembrar do nome da família de caseiros tão achegados e leais aos patrões, o único nome que me vem a mente é Clarice... Muitos já se foram... Ficou em minha mente a mulher que chegou pela jardineira da tarde com duas malas e desceu a estrada de terra, a mesma de agora, quase nada mudou, tudo continua como antes, o cheiro nativo de pinheiros, ciprestes, araucárias... a terra vermelha, a grama molhada o alojamento dos funcionários... a capela... e a mulher parada em frente dela