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Frases de Marcia lailin

153 frases

Metanol é fogo que arde sem se ver Hanseníase é ferida que doí e não se sente Bipolaridade é um contentamento descontente
Qual é o teu cheiro? Enquanto caminho lembro do jovem português com cidadania americana... Steve é o seu nome. Estava eu sentada na grama do congestionado Porto... Sem sapatos... Ele se aproximou tirou os seus sapatos e sentou do lado. Adorei isso. São raríssimos esses seres que…
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Qual é o teu cheiro? Enquanto caminho lembro do jovem português com cidadania americana... Steve é o seu nome. Estava eu sentada na grama do congestionado Porto... Sem sapatos... Ele se aproximou tirou os seus sapatos e sentou do lado. Adorei isso. São raríssimos esses seres que estão escondidos em casulos ou trincheiras, pois acabam sendo marginalizados. Falou um pouco de si, de onde veio e onde mora hoje: Viana do Castelo. Falamos sobre o mundo trágico em que vivemos e depois ele seguiu em direção ao metro, antes deixou comigo umas folhas de alfazema. Perguntei onde ele tinha encontrado essa preciosidade. Ele disse e eu mantenho o segredo Tantas coisas passaram em minha mente... A casa quadrada modelo moderno em construção se tornando uma aberração no meio do verde que logo se tornara uma raridade. Um pé de hortelã na estrada. E a profecia da minha mãe se cumprindo: “Quando você arranca uma flor arranca o pé”. Uma rua sem saída e um senhor avisa que se eu seguir morro acima por uma trilha encontrarei uma vila, mas isso levaria uns três quilômetros. O que são três quilômetros? Sempre tive dificuldade em entender distâncias... Ver é reparar não é a mesma coisa. Ver e reparar exige meditação. Medita Lai... Em que ano foi abolida a escravidão em Portugal? Fui lentamente caminhando sem entender a estrada de concreto e a falta da terra para acalentar meus pés. No Ponto de autocarros uma propaganda: “Aberta às inscrições para utentes. (As empresas da cura) São eles: médicos, enfermagem, fisioterapia, psicologia, nutrição, banho vichy, massagem, jardim sensorial, animação, bio ginásio...” Li a relação, entendi e pedi: “Me livre de todas elas” Agora na manhã ensolarada no jardim dando várias voltas pela grama molhada lembrava-me deles, os engomados versados em anos de entendimentos da natureza humana dentro de uma faculdade agora formados a sorrirem com uma pele tão translucida misturado ao branco da roupa não fosse os cifrões nauseantes dos olhos acreditaria nos padecimentos ali expostos e criados de acordo com aquilo que o utente criou para si mesmo, somos maus o suficiente. Será que conseguimos ver as cores por acaso? E entender o nosso corpo? As abelhas precisam do pólen e as flores precisam das abelhas... Na casa ao lado uma criança canta... ia ia o... Márcia Lai lin

Tão longe, tão perto... Ontem encontrei uma senhora em um café na cidade de Braga. Brasileira do Rio de Janeiro. Logo mais estaria pegando o comboio para Famalicão ia visitar a filha. Olhei para seu rosto marcado e depois para seu corpo e perguntei: “Há quantos anos esta morand…
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Tão longe, tão perto... Ontem encontrei uma senhora em um café na cidade de Braga. Brasileira do Rio de Janeiro. Logo mais estaria pegando o comboio para Famalicão ia visitar a filha. Olhei para seu rosto marcado e depois para seu corpo e perguntei: “Há quantos anos esta morando neste país” - Há trinta anos – disse-me ela Trinta anos... Pensei atônita Levei um choque ao retornar lentamente no tempo de trinta anos... Novamente olhei para seu rosto, suas mãos enquanto pegava a xícara de café e com a outra mão procurava um lanche, pão com queijo, na carteira (bolsa) que trazia no braço... Devo dizer que fiquei chocada. Trinta anos de angústia... É claro que não iria perguntar a ela como se sente hoje como se sentiu dia a dia, ano após ano. Claro que não. Pois já sabia o que iria dizer, iria mentir e dizer o quanto foi feliz e hoje vitoriosa... Sentia a verdade em seus olhos escuros e em seu sorriso triste. Do seu coração ainda se podia ouvir gritos de socorro durante aqueles trinta anos.... Esse fato me levou a outro... Ano passado em frente à igreja de Cedofeita encontrei aqueles dois portugueses que tomavam um lanche e bebiam um vinho em um muro espécie de banco... Ao me verem ali do lado perguntaram se eu estava servida. É claro que sim. Providenciaram um copo e me ofereceram. O mais falante perguntou se eu era brasileira. Disse que sim. Respondeu que seu avô há muitos anos foi para o Brasil, deixando a família, avó, netos, filhos e tudo o mais. Um belo dia com uma desculpa qualquer se foi. Falou sobre o fato com grande mágoa com um olhar que não me desfitava e com cólera. Quando terminou perguntei a ele se alguma vez ele voltou ou se alguém foi visita-lo. Ele disse que não... Que nunca mais voltou... Abandonou tudo. No Brasil viveu, no Brasil morreu... A angústia e a saudade daquele senhor que se foi e nunca mais voltou se abateu sobre mim, disfarcei olhando a igreja, o chão, o vento balançando as folhas das árvores ele me olhava com o olhar parado esperando uma resposta e tive vontade de dizer ao homem ali parado na minha frente que seu avô se tornou um morto-vivo. Dizer algo seria pedir demais a minha coragem, só porque eu era corajosa. Olhando-o, desanimei: Faltava-me a coragem de desiludi-lo. O que ele queria? Que seu avô voltasse e de joelhos pedisse perdão? Ou que a tortura eterna fosse a sua punição? Furtivamente olhei-o de lado e recuei deixando que o vinho fizesse a sua parte. Era cedo demais para eu ver tanto.

Do Direito.... Quando dona Maria Rosa uma simplória e inteligente senhora foi despejada de seu apartamento na rua das Condominhas no Porto/Portugal e precisou voltar a casa dos seus pais já falecidos, cujo irmão o mais esperto de todos ja tinha se apropriado, eu Lai com meu rest…
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Do Direito.... Quando dona Maria Rosa uma simplória e inteligente senhora foi despejada de seu apartamento na rua das Condominhas no Porto/Portugal e precisou voltar a casa dos seus pais já falecidos, cujo irmão o mais esperto de todos ja tinha se apropriado, eu Lai com meu restrito e sagaz conhecimento de leis, disse a ela sobre seus direitos como herdeira. Ela me olhava com um brilho feliz nos olhos e depois de pensar sobre o caso disse: - Vou falar tudo o que me disse ao meu filho mas não diga a ele que estudou direito no Brasil Só não gargalhei na sua frente porque tive aula de cinismo. Mas ando eu pelos cantos pelas ruas da Alegria, da Firmeza, Cedofeita, Aliados e até na Diogo Cão, rindo até não mais aguentar e correndo Rápido, por favor, Tenho pedido nas confeitarias, padarias e mukifos afins, um banheiro.... ops... uma casa de banho.... please Lai

Meus tipos inesquecíveis Estava pensando nisso sr. facebook... Aliás vivo pensando neles. Naquela gente do bem que nasceram para deixar um exemplo a ser seguido.
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Meus tipos inesquecíveis Estava pensando nisso sr. facebook... Aliás vivo pensando neles. Naquela gente do bem que nasceram para deixar um exemplo a ser seguido. No começo tinha por alvo gente famosa, tipo: Gandhi, Jesus, Maria Curie.... Depois fui conhecendo na minha vida, face a face... louvado sejam eles. Infelizmente dá pra contar nos dedos. Gente como o Professor Miguel Costa Júnior dono de uma sabedoria rara, que serviu a ele para deixar latente sua bondade. Em outros a arrogância. Era uma pedra preciosa. Quando ligava para ele, o que fazia todas as manhãs, perguntava como estava e ele dizia: "maravilhosamente bem" Não entendia como um senhor de 90 anos num sociedade podre dizia isso. Quando ele morreu em 2000, aquela biblioteca alexandrina deixou uma lacuna muito grande em minha vida que nunca mais foi preenchida e hoje quando amanhece sou eu quem diz para mim mesma "Estou maravilhosamente bem" Uns quinze anos depois conheci Luciana Maria Fracalanza Pimentel pessoa que trata todos por igual, desde o empregado ao Dr. Honoris causa. E quando seu pai atingiu uma idade em que a maioria é abandonado a míngua ela cuidou com muito afeto, muito mesmo e seu Fracalanza ultrapassou os 100 anos rodeado de carinho e bondade. São meus tipos inesquecíveis. Quando me sinto amargurada lembro do sorriso escancarado do professor Miguel. Ou do telefonema e da presença da filha todos os dias perguntando: "Pai você está bem?". E assim sigo perguntando em empatia de maneira prática.

Lai a procura de Agustina Bessa-Luís Já tinha escrito uma vez como conheci Agustina. Foi no museu da Língua portuguesa. Foi em um sábado, eu e as moscas. Nunca vou em exposição, a única exposição que frequento com prazer, sem tédio, tipo: me tirem daqui! É das flores, das gaivot…
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Lai a procura de Agustina Bessa-Luís Já tinha escrito uma vez como conheci Agustina. Foi no museu da Língua portuguesa. Foi em um sábado, eu e as moscas. Nunca vou em exposição, a única exposição que frequento com prazer, sem tédio, tipo: me tirem daqui! É das flores, das gaivotas, dos patos, das gramas e do mar... Foi um amigo que tive aqui no facebook que um dia me perguntou: Terá uma exposição da Agustina Bessa no museu da língua portuguesa ai em SP, você vai? Sabedor que era do meu fascínio por essa mulher, fez por bem me avisar. É claro que fui. O que me deixou furiosa não foi ter sido eu a única visitante naquele dia e não duvido nada que em todos os outros dias também. O que me incomodou foi não ter nenhum livro dela ali exposto ou alguém contando a sua história. Só havia fotos dela e nada mais. Olha, sei que vocês devem estar desconfiados, mas tempo depois aquilo lá pegou fogo e juro que não tenho nada com isso. Ai um dia me deu na telha: vou para o Porto. Porque o Porto e não Lisboa? Por causa do vinho. Todo mundo na minha vizinhança fala desse vinho e eu pensava com meus botões: que raios tem esse vinho que os outros não tem? E também queria só de raiva conhecer Agustina Bessa e dizer a ela onde já se viu uma exposição daquelas. Pedi para um amigo bem informado que mora no facebook, um advogado de nome... melhor esquecer o nome, se ele saberia dizer onde morava a Agustina. Respondeu que iria confirmar e depois de me fazer esperar uma semana e alguns dias, passou o endereço e eu anotei. Para quem não sabe o esposo da Agustina é advogado e foi encontrado por ela nos classificados. Sorte grande teve o estudante de direito Alberto Luís ao responder o anúncio. Não sei por que digo isso, talvez pelo mesmo motivo que a malta portuguesa tem de dizer séculos depois que o pobre do Camilo esteve preso na cadeia da relação por adultério. Um belo dia entrei naquele avião sem medo e sem asas e atravessei o oceano. Somente vim a descobrir a grandiosidade e a delicia que é esse oceano Atlântico na Vila do Conde, quando em uma bela manhã calma e ensolarada eu vi com esses olhos que a terra não há de comer a nau (uma miniatura tamanho gigante) de Cabral e meus olhos se encheram de lágrimas diante de tanta coragem daquele homem teimoso como uma mula. Hoje quando penso nisso meu coração ainda pula. Por causa de Cabral? Não mais, agora é por causa de mim mesma. E aqui, fiquei saracoteando por ai. Conheci Camilo Castelo Branco, sua última morada e fiquei estarrecida com seu paradeiro. Os dias passando... Até aquela tarde em que eu caminhava feliz como uma noviça pela Rua Campo Alegre, e então a surpresa. Foi como se alguém tivesse segurado meu pescoço e dito: Olha! E fiquei assim tipo estatua olhando para aquela placa com o nome de uma rua. Sabe quando você vê algo que queria e não esperava, fiquei ali olhando, dando voltas sobre ela, parecendo um altar de adoração. Como fiz para chegar até a casa contei isso no verão passado. E contei também da moça que estava no andar de baixo e eu olhei... E a chamei e ela veio e me mandou ir ate o portão de entrada e eu fui... A empregada atendeu. Empregadas são treinadas para serem muralhas... Mas eu pedi a ela e ela disse que iria levar meu livro para ser autografado. Não era isso que eu queria. Mas entre isso ou o nada. Preferi isso. Foi e quase não voltava mais. É que o Dr. Alberto Luís deve ter levado longo tempo lendo a crônica da Agustina no livro de vários autores que eu tinha. Ou estava ocupado sei lá, não me disseram... Sei que ela voltou com seu passo apressado, não sei o que deixa essas mulheres assim tão pesadas. Entregou-me o livro que carregava nas mãos como se fosse um empecilho dos seus afazeres e fechou o portão. Ali estava a dedicatória... Não era isso...Não era isso sua mula. Quem era mula? Eu ou ela? Não sei quanto tempo fiquei ali parada na porta de ferro verde. Minha mão batia no nada e eu dizia: Não é isso, não é isso... volta aqui! Tentei encontrar um buraco de ferrugem onde eu pudesse olhar... Dei uns passos atrás e sentei em um resto de muro. Ah, foi tão triste. Queria tanto dizer, queria tanto que sentissem o tamanho da minha tristeza naquele dia. Se soubessem viriam aqui e derrubariam todas as portas, abririam todas as trancas... Teria que fazer algo não podia ficar ali parada. Dei umas voltas pelos restos do que foi um dia uma aldeia e hoje esta cortado por uma rodovia dupla e rodopiei como se estivesse caindo em um labirinto. Toquei com os olhos e com as mãos cada pedaço daquela quinta. Olhei através das janelas e encontrei as nuvens e o céu azul, tão lindo. Fechei os olhos e imaginei como era a vida daquela mulher quando ali existia esperança e vida. Lai em a vida como ela é os poetas da sua vida

Quem são nossos inimigos? Não é esse ai jogado na linha de frente pode ter certeza que não!
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Quem são nossos inimigos? Não é esse ai jogado na linha de frente pode ter certeza que não! Esse É um laranja como dizem no linguajar malandrês COME bem nos dias atuais? Vive numa casa confortável? Tem rendimentos constantes? Se puder responder “Sim” a qualquer uma destas perguntas, então, é bem diferente da maioria das pessoas na terra. Por quê? Porque cerca de mais da metade da humanidade morrem de fome cada dia, dois terços sendo subnutridos. E a maioria das pessoas no mundo vivem na pobreza, em habitações inadequadas.

Lailin pelo mundo Amigos Tenho pensado aqui com meus botões: preciso justificar com alguns.
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Lailin pelo mundo Amigos Tenho pensado aqui com meus botões: preciso justificar com alguns. Afinal se deixar de fazer isso ficará a impressão que não tenho compromisso com aquilo que falo. Tai uma coisa que me enfeza, pessoas que dizem uma coisa e fazem outra completamente diferente. Esses, não quero nem papo. Aconteceu no final de dezembro. Um belo dia eu disse: - Lai, você precisa viajar! - Boa ideia - respondi - Eu mereço cruzar as fronteiras Só precisava de dois países para encher meus olhos de alegria. E como adquiri alguns amigos aqui no face que moram no primeiro país sonhado, comecei a interrogar alguns. E assim comecei a ir ate a sala de estar, embora não soubesse que horas eram por lá por conta do fuso horário, mas como sou impertinente, acredito que os visitava em horas improprias. No almoço, jantar, cagadeira, foda... Eles como pessoas civilizadas respondiam de forma brilhante todos os meus questionamentos. Comprei duas agendas, uma para fazer o roteiro, incluindo telefones de banco e da embaixada caso precisasse de socorro, o que não seria nenhuma novidade. A outra agenda denominei como sendo: Diário de bordo. Depois fui ao Youtube. Passei dois domingos inteiros vendo filmes que falavam sobre o país. Eram tão bem feitos, descreviam tão bem as ruas, os bairros, cidades, pessoas, a cultura, como viviam e a forma que tratavam umas as outras. Até pão aprendi a fazer. Um dia conversando com um amigo, ele disse que eu devia levar roupa de frio e roupa de calor. Não estranhei, pois aqui no Brasil é assim, um dia frio, um dia quente. Não demorou muito fui na rua Augusta atrás de mala. Os preços estavam pela hora da morte. Fui ate a 25 de março. Fiquei rodando, analisando as malas. Se era inverno e verão eu precisava de duas malas. Fui imaginando as coisas que colocaria dentro. Um casaco, um cachecol, uma bota, meias curtas, meias longas, espaço para a bolsa de maquiagem, espaço para o shampoo... Só um casaco? Impossível viver dias e dias com um casaco. Uma bota? Não, teria que levar mais uma... Foi ai que formei uma confusão mental e comecei a ver uma pobre mulher parecendo uma cigana, com fome, com sede, em um país estranho, com as pessoas passando e pouco se importando, carregando duas malas pesadas abarrotadas de inverno e verão... Sai rapidamente da loja quase em surto e não mais voltei. Na volta para casa fui respirando fundo e dizendo calma, calma... Esta com a passagem comprada? Não! Então relaxa. Ok! Voltei para a sala de estar e novamente bati na porta: - Ei, tem alguém ai? Apareceu um gentleman. Perguntei a ele se no país dele existia trem que me levasse até o outro país, seu vizinho. Disse que se tinha desconhecia, pois não era seu costume andar de comboios, mas existia avião e era tipo rap-dez! Eu fiquei meditando sobre o fato naquele momento e até hoje penso nisso. Cruzar um país a outro em meia hora? Uma hora? Se fosse um país tipo Brasil que não tem fim... Uma hora ou meia hora vendo somente nuvens, isso se eu não fosse colocada naquele assento onde só se vê a asa do avião e só se ouve o barulho do motor, sem poder observar as cores do mundo que se cruza. Sem árvores passando, crianças dando tchau, rostos diversos e uma infinidade de sorrisos para ver e escolher: Eu quero aquele! E depois parar na fronteira e alguém me analisando de cima a baixo pedindo meu passaporte. Não teria isso? Que horror seria! Foi ai que pensei: E seu eu fosse até a rodovia? É até a estrada com minhas malas. Duas? Nem me lembra! Pediria carona. Tem coragem? Claro! Onde pensam que estou? No jardim Ângela? Paraisópolis? Baixada fluminense? Estou na civilização. Civilização vem de civilizados e não de barbaridade. E sendo assim, seria tratada como convidada, como irmã, mãe, tia, avó... Até me pagariam um café. Duvidam? Eu não! A coisa não parou por ai. Tudo isso porque chega um dia em que todos terão que passar pelo cabo da boa esperança. Coisa terrível é passar pelo cabo da boa esperança. É um lugar, um tempo em que você começa a criar obsessão pelo pensar, a analisar muito o que vai fazer, TUDO, tim tim por tim tim e na maioria das vezes no final acaba dizendo: Deixa pra lá! Saudades que eu tenho da época em que não existia nada disso. Arrumava minhas tralhas em uma pequena maleta e quando alguém da família perguntava: - Aonde você vai ? - Ali - dizia já virando a esquina e voltava depois de três meses quando não, demorava anos

Lugar feliz Sabe aquele lugar feliz que você a duras penas encontrou?
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Lugar feliz Sabe aquele lugar feliz que você a duras penas encontrou? É nesta felicidade crucial que aparece alguém (1) e diz: por que você esta ali, tão distante da sua casa com tantos perigos na caminhada preenchendo um espaço de outro e umas coisitas mais Quando isso acontecer faça-se de desentendido. Não ouse em hipótese alguma dizer que se sente feliz ali Não coloque nenhum sentimento ruim (foda-se por exemplo) em sua mente para assim evitar o que os psicólogos chamam de transferência Olhe para o nada e deixe literalmente que aquela ventania entre por um ouvido e saia pelo outro (1) espirito de porco

Tentou contar-lhe tudo sobre si mesma Ele estava apenas a alguns passos dela Não era feliz?
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Tentou contar-lhe tudo sobre si mesma Ele estava apenas a alguns passos dela Não era feliz? Foi isso o que disse? estava vendo tudo deformado Era terrivelmente estranho - E se você começar a ver o mundo pela janela e não se olhar no espelho? Como você aceitaria o mundo? Aceitaria como seu mundo? - Eu estarei lá fora junto com as nuvens ou dentro de uma estrela. O mundo é cada pedaço de mim. - E se juntasse todos os pedaços? - Não caberia dentro de mim, tenho de partir. - Posso levar um pedaço dessa partilha? O que sobraria? - Uma imensa solidão.

Da dor A DOR implacável devasta a vida de uma pessoa. Rouba-lhe a paz,
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Da dor A DOR implacável devasta a vida de uma pessoa. Rouba-lhe a paz, a alegria e os meios de subsistência tornando a vida tão infeliz que alguns buscam alívio através do suicídio. O médico-missionário Albert Schweitzer disse: “Como tirano da humanidade, a dor é mais terrível do que a própria morte.” A dor crônica tem sido comparada a um “alarme falso” que simplesmente não desliga. É esta dor que leva as vítimas a gastar bilhões de dólares por ano na busca de alívio, e ela mutila a vida de milhões. Contrário à dor aguda, a dor crônica não é um sintoma; A dor crônica não é um sinal de alerta A dor crônica não tem finalidade alguma.

Rumo ao lugar de descanso Pode ser o nosso quarto A nossa cama
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Rumo ao lugar de descanso Pode ser o nosso quarto A nossa cama No meu caso é o meu rincão em Monte Verde Geograficamente esta longe de mim Embora visivelmente meus olhos veem e minhas mãos tocam ... A grama molhada pelo orvalho As nuvens que passam e se afastam ao sol Pássaros nas árvores em uma cantoria e eu na cama Mais um pouco de sono mais um pouco de silêncio mais um pouco de paz....

Singularidades de uma rapariga loira Ha-uns-zanos (leia-se tudo junto, é como se diz em sotaque carregado do Porto) significa: Há anos... Há anos que carrego comigo esse livro na relação de contos de Eça de Queiros em livros que devo ler
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Singularidades de uma rapariga loira Ha-uns-zanos (leia-se tudo junto, é como se diz em sotaque carregado do Porto) significa: Há anos... Há anos que carrego comigo esse livro na relação de contos de Eça de Queiros em livros que devo ler E somente agora nesses dias lentos, de tédio... encontrei ele no site 'baixar livros grátis' e pela primeira vez em minha vida baixei o livro que tenho em casa. E li... li de um folego só A história de Macário trabalhador virtuoso e sua paixão por Luísa... o flerte, o namoro o noivado e depois o rompimento e Macário indo embora maquinalmente como no fundo de um sonho.... E a rua estava cheia, ruidosa, viva, feliz e coberta de sol E Luisa inerte, aterrada, passiva, semimorta...no final de uma estrada...

Me chama de amor ... em pé ao luar Deixe meu coração satisfeito com o seu cheiro
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Me chama de amor ... em pé ao luar Deixe meu coração satisfeito com o seu cheiro Estou embriagada de luz fantasia e amor Posso ver a sua cama desfeita Posso sentir suas mãos segurando um livro Posso vê-lo no inicio de um sorriso Posso ver seus olhos fechando... dormindo... sonhando Posso ver seu corpo relaxando Posso vê-lo me amando