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Frases de Marcella Fernanda

279 frases

Aceitar um fim é aceitar um novo começo. Continuar numa relação onde as pessoas não mais se relacionam faz tanto sentido quanto ir patinar porque está com fome. Você perde tempo, pessoas, vida. Você ganha arranhões que poderiam ter sido evitados, ganha mágoas de alguém que poderi…
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Aceitar um fim é aceitar um novo começo. Continuar numa relação onde as pessoas não mais se relacionam faz tanto sentido quanto ir patinar porque está com fome. Você perde tempo, pessoas, vida. Você ganha arranhões que poderiam ter sido evitados, ganha mágoas de alguém que poderia ter sido sempre especial e só. Ninguém disse que iria ser fácil, ninguém disse que não iria doer. O costume grita e você pensa que é o amor ainda vivo em algum canto. Grande engano, grande perigo. Até que o costume mude de figura, tudo é vazio, lembrança, saudade, tudo é ele. Mesmo depois do fim, mesmo sem amor. É o velho vício de mexer na ferida, sentir fisgada só pra não ficar sem sentir nada. E você ouve muitas fórmulas pra fazer tudo isso passar mais rápido, muito atalho tentando driblar o tempo. Não vou dizer que nenhum funciona, assim como não digo que algum funcione a longo prazo ou definitivamente. Não importa quantos corpos você tenha no verão, no inverno você sente falta da história, da alma, das manias. Vai ser ele por um bom tempo o dono das saudades bobas, das carências mais fortes, do carinho. E não tem fórmula mágica pra isso. Agora, se acabou, com certeza teve um bom motivo, já deixou de ser bonito como nas lembranças preferidas, por mais difícil que seja lembrar dos fatos por esse ângulo. E pro costume tomar uma nova forma, você tem que usar novos moldes, sem recaídas, sem se fechar pro mundo. Você vai tentar substituir ele por outro, assim, como quem muda de manteiga no café da manhã. E pode dar muito certo por uns meses, depois o novo cara é só mais um anexo no arquivo de decepções e a saudade, de algum modo estranho, nem é do cara novo. Tantas promessas de tudo ser diferente e no fim tudo sempre tão igual. E o vazio só aumenta, uma bola de neve. Até o dia que você acordar de manhã, se olhar no espelho e entender que ali tem alguém inteiro e com tudo que você precisa pra ser feliz. E esse dia, anota aí, vale mais que anos. Não se cura um amor com um novo amor. Se cura com amor-próprio.

Vou te contar, foi difícil. Precisei revirar minha vida, pra te transferir pro quartinho de empregada. Me mudei por completo, por fora, cabelo, unha, roupa. Por dentro, jeito, pensamentos, coração. Precisei de outros caras andando pela casa e me enjoando, até um dia, um deles me…
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Vou te contar, foi difícil. Precisei revirar minha vida, pra te transferir pro quartinho de empregada. Me mudei por completo, por fora, cabelo, unha, roupa. Por dentro, jeito, pensamentos, coração. Precisei de outros caras andando pela casa e me enjoando, até um dia, um deles me fazer rir. Como você nunca tinha feito. E depois outro e você foi deixando de fazer falta. Só não quero que você me culpe. Sou outra, porque você me transformou, porque foi preciso. A mesma ia continuar sendo sua, de corpo e alma presa num nada. Você nunca foi embora, mas também nunca ficou. Pensava em mim, mas nunca se importou de verdade, nunca se esforçou pra dar certo. Sua ausência já me feriu muito, me fez pensar que eu nunca ia conseguir de fato partir e aceitar uma ausência definitiva. Mas hoje já não me importa, porque tua presença não compensa os dias de espera. Porque seu telefonema não me dá frio na barriga e sua voz não me deixa mais sem chão. Eu fechei meus olhos pro mundo pra só enxergar você e fiquei cega por muito tempo. Mas depois de olhar o mundo de novo, você já não tem mais cor, não se destaca. E tudo isso foi culpa sua, obrigada. Tantos conselhos de amiga que eu engoli pra continuar de olhos fechados, mas é assim, não é? Era você quem tinha que me fazer desistir, mais ninguém. E tá feito, tô feliz, sou outra e sou minha. Aprendi contigo mais do que havia aprendido toda a minha vida, voltei a ser minha com a mesma intensidade que fui sua um dia. Precisei de mil textos sobre você, distribuir essa loucura em linhas e hoje, vim te encerrar com as mesmas linhas que te deram início, continuidade e, agora, fim.

Pra não morrer de saudade, sempre a matei. Sempre. Mas, estranho, isso nunca me fez sentir viva mais do que algumas horas, pelo contrário. Então decidi matar a esperança e viver em paz comigo. Resolvi simplificar pra mim. Justo, não? Num mundo egoísta, quem não aprende a se prior…
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Pra não morrer de saudade, sempre a matei. Sempre. Mas, estranho, isso nunca me fez sentir viva mais do que algumas horas, pelo contrário. Então decidi matar a esperança e viver em paz comigo. Resolvi simplificar pra mim. Justo, não? Num mundo egoísta, quem não aprende a se priorizar nunca vira prioridade. E, ainda que a saudade aperte muito forte uma hora ou outra, nunca vai fazer metade do estrago que é acreditar em algo ou alguém. Tá entendido, era isso, sempre matei errado.

Fim é uma coisa muito complicada. Nosso compromisso acabou, digo, teoricamente falando. Mas nossa história mesmo tá longe do fim. Namoro não é estar em um relacionamento sério no facebook, amor é muito mais do que todas essas futilidades que as pessoas fazem tanta questão. Pra ge…
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Fim é uma coisa muito complicada. Nosso compromisso acabou, digo, teoricamente falando. Mas nossa história mesmo tá longe do fim. Namoro não é estar em um relacionamento sério no facebook, amor é muito mais do que todas essas futilidades que as pessoas fazem tanta questão. Pra gente não ter fim, rompemos o compromisso e nos livramos do peso que ele traz junto. Essas expectativas, cobranças, essa dor por nada. A gente sempre foi mais que isso, sempre foi superior a essas coisas pequenas, gente pequena, ao mundo que nunca quis nos ver juntos. Mesmo separados, estamos juntos. Se isso não é amor, o que mais pode ser? O maior e mais bonito que já ouvi falar. E é por isso que dá medo. Medo disso tudo enfraquecer por causa de um status, medo da gente perder as forças contra quem não consegue ver a gente feliz. Medo da gente se perder na própria história, de um jeito que não dê pra se achar mais. Medo de, no fim das contas, perder o presente mais bonito que a vida me deu, porque quis mostrar pro mundo, não soube o tempo de guardar só pra mim.

Tem gente que tem a sorte de ter quem ama por perto e ignora, se torna ausente por opção. Tem quem saiba dar valor e aproveita cada minuto. E tem eu, que daria tudo pra poder te ver mesmo que só nos fins de semana, mas a distância me faz dormir com a saudade no seu lugar. Que inj…
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Tem gente que tem a sorte de ter quem ama por perto e ignora, se torna ausente por opção. Tem quem saiba dar valor e aproveita cada minuto. E tem eu, que daria tudo pra poder te ver mesmo que só nos fins de semana, mas a distância me faz dormir com a saudade no seu lugar. Que injusto quem se gosta não poder se ver, com tanta gente evitando pessoas por aí. Que triste um sentimento tão bonito, ir se perdendo, cansado e desgastado, pelos quilômetros que nos separam. Não tem como dar certo, você sabe, eu sei. Sua vida acontece por aí, a minha também não para, e uma hora elas vão se desencontrar de vez. Dói, mas a vida não é fácil, nem tudo acontece conforme a nossa vontade. É uma pena, penso nisso todo dia e peço a Deus que, se for da vontade Dele, se for realmente pra acontecer, nossas vidas se cruzem um dia e permaneçam cruzadas. Que essa distância geográfica vire um laço, nos unindo, como deve ser. Era só o que eu queria. Ou então que você seja feliz, da forma mais linda que puder, do jeito que você merece, ainda que sem mim do lado. Se eu não puder ser sua felicidade, que nossa história sempre viva na memória, como uma boa lembrança, daquelas que faz sorrir antes de dormir. Daquelas que nem o tempo, nem a distância destrói.

Eu odeio não ser correspondida. No abraço, quando eu dou “Bom dia” pra alguém que finge não ter ouvido, quando eu amo, me entrego e não recebo nada ou quase isso. Não suporto e não sei lidar com a falta de reciprocidade. Quando eu considero e não sou considerada, respeito sozinha…
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Eu odeio não ser correspondida. No abraço, quando eu dou “Bom dia” pra alguém que finge não ter ouvido, quando eu amo, me entrego e não recebo nada ou quase isso. Não suporto e não sei lidar com a falta de reciprocidade. Quando eu considero e não sou considerada, respeito sozinha, quando eu vou falar com alguém, morta de saudade e sou ignorada ou tratada friamente. O que me deixa louca, inconformada, com raiva de mim, não é o pouco ou as coisas ruins que eu recebo em troca. É o desperdício de tudo que eu dou de bom, assim, de bandeja, pro cafajeste convicto, pro trocador mal humorado, pra tanta gente rasa e ingrata. E nada desfaz esse nó na garganta, só porque eu podia ter feito diferente, empatado o jogo e transformado tudo no clássico “chumbo trocado não dói”. Porque é isso e me alivia demais essa coisa de pagar na mesma moeda, receber seis e dar meia dúzia ou menos, só pra não arriscar o prejuízo. Eu volto pra casa com a sensação doce de dever cumprido, justiça. Como se eu tivesse gritado pro mundo “Meu bem, comigo não! Presta atenção.” Mas quando eu vejo, quase sempre e meio que automaticamente, tô dando “Bom dia” pra outro cobrador mal humorado e recomeça o ciclo, como uma bola de neve. Porque, mesmo que sem querer, por impulso, eu sou superior a eles e a isso. De verdade, do jeito mais puro que se pode ser superior, naturalmente, nada planejado. E deixo minhas esmolas de coisas boas por aí, porque não me faz falta, eu tenho de sobra e também tenho a certeza de que eles precisam bem mais do que eu. Podem ficar!

Saber sofrer é um dom que a gente adquire quando alcança um determinado nível de amadurecimento. Saber sofrer é lindo! Eu admiro muito quem admite que não, não tá nada bem, mas vai passar, deixa estar. Sem nenhum tipo de apelação na timeline. Bato palmas pra quem não pinta sua do…
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Saber sofrer é um dom que a gente adquire quando alcança um determinado nível de amadurecimento. Saber sofrer é lindo! Eu admiro muito quem admite que não, não tá nada bem, mas vai passar, deixa estar. Sem nenhum tipo de apelação na timeline. Bato palmas pra quem não pinta sua dor de cor-de-rosa e grita, repetidamente, pro mundo todo que tá feliz como nunca esteve em toda a vida. Mentira! Todo mundo vê e sente pena da lágrima pesada que você não deixa cair, enquanto conta vantagens de baladas vazias. São ridículas as fotos divertidas, com legendas provocantes, porque todo mundo tem certeza que a alegria passou longe dali. Todas as mulheres das suas redes sociais especulam sobre seu momento deprê no banheiro da boate e elas acertam, não é? É um papel patético, trash. E eu tenho plena consciência que todos nós nos prestamos a isso, alguma vez na vida. Mas tem gente que não cresce. Tem gente que não aprende a se respeitar. Respeitar seu próprio tempo, seu próprio sentimento, vontades, seu processo de luto. Gente que vive amargurada, porque não sabe deixar passar. Deixar o nó desatar. Moça, a gente sabe que você é maravilhosa, que tudo vai ficar bem e você vai viver coisas muito melhores. Mas a gente também sabe que chorar é a única coisa que te dá algum tipo de alívio, por enquanto. Seja numa festa maravilhosa ou debaixo do cobertor. Então se preocupa menos em provar alguma coisa pro mundo e se concentra em esgotar a dor. Vê se não se ridiculariza, nem banaliza o fim do amor.

Uma nova mulher. Tantas novas mulheres, depois de cada fim. Amadurecimento temperado com água e sal. Tanto choro engolido, que a gente termina um pouco salgada também. Males que vem pra bem. Tanto esforço tentando virar mulher demais pra ele, que a gente vira mulher demais pra me…
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Uma nova mulher. Tantas novas mulheres, depois de cada fim. Amadurecimento temperado com água e sal. Tanto choro engolido, que a gente termina um pouco salgada também. Males que vem pra bem. Tanto esforço tentando virar mulher demais pra ele, que a gente vira mulher demais pra meio mundo.

Não tô vivendo um dos momentos mais fáceis da minha vida e o meu reflexo é me isolar. Não ao extremo de ficar trancada no quarto, mas programas leves com amigas muito próximas é o máximo que o meu corpo tem pedido ultimamente. Preguiça de socializar, rir pra parecer simpática, di…
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Não tô vivendo um dos momentos mais fáceis da minha vida e o meu reflexo é me isolar. Não ao extremo de ficar trancada no quarto, mas programas leves com amigas muito próximas é o máximo que o meu corpo tem pedido ultimamente. Preguiça de socializar, rir pra parecer simpática, disfarçar a vontade constante de ir embora. Ando sem paciência até pras redes sociais, só queria deitar e esperar o mar ficar mais calmo. Não posso me dar a esse luxo de pausar a vida, tudo bem. É um processo tão interno, que eu nem estaria escrevendo esse texto se não fosse você no meio do caminho. Você que não é pedra, então foge imediatamente do perfil que eu costumo encontrar. Você que faz com que eu queira me isolar a dois e pense que as coisas nem andam tão ruins. Eu queria um jeito de bloquear os flashes da sua mão esquecida na minha coxa ou as lembranças em câmera lenta da sua risada gostosa. Porque ter tanta saudade de algo tão recém nascido me assusta e me parece algum tipo de aborto. Eu ouço sirenes soando e vejo uma faixa amarela em volta, sem saber se anuncia salvação ou perdição. E acho que, na verdade, não quero saber. É bom e basta. Não é assim? Tô quietinha, sem complicar, sem esperar, sem me desesperar calculando o fim. Todo e qualquer alarme é sufocado pelos suspiros de paz a cada mensagem e eu aceito a condição do risco, por todos esses sorrisos impossíveis que você arranca de mim.

Você devia ter depositado mais fé na gente. Mais fé em mim, principalmente. Você não tem absolutamente nada demais e eu via em você o melhor do mundo. Te valorizava e te tratava como se a Fernanda Lima tivesse azar, coitada, por estar com o Rodrigo Hilbert e não você. Eu era fiel…
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Você devia ter depositado mais fé na gente. Mais fé em mim, principalmente. Você não tem absolutamente nada demais e eu via em você o melhor do mundo. Te valorizava e te tratava como se a Fernanda Lima tivesse azar, coitada, por estar com o Rodrigo Hilbert e não você. Eu era fiel, de todas as maneiras possíveis, porque o meu corpo nem aceitava outra pessoa. Você devia ter se dado conta do quão raro e mágico é isso, principalmente hoje em dia. Fui sua amiga, sua parceira, sua confidente, seu ouvido e seu colo. Fui tudo que eu podia e não podia, fui do avesso e de todos os ângulos possíveis. E a gente poderia ter sido muito mais. Não sei se alguém vai se entregar pra você do jeito que eu me entreguei. Tão pura , tão descobrindo o amor. Acho muito difícil, sabe? Todo mundo anda todo remendado e desacreditado por aí. Difícil achar um coração zerado... o meu era teu e você não foi capaz de enxergar a imensidão disso. Sou grata a você, porque saí de nós pronta pra qualquer coisa. Qualquer dor. Sou grata também por ter me deixado tão solta, mas tão solta, que eu pude voar pra longe e descobrir que existe um mundo apesar de você e que esse mundo é incrível. Incrível a ponto de nem dar pra te enxergar aqui de cima. Parece uma formiguinha. Tá achando engraçado? Eu acho a coisa mais triste que poderia ter te acontecido. E sei que, se não hoje, um dia você vai achar também.