Ela não é perfeita, nem a melhor, mas tem foco no que faz e reconhece do que é capaz. Já superou dificuldades, tristezas, ausências e saudades, por isso a sua vida se resume na família, no trabalho e na incessante busca de autoconhecimento, no equilíbrio da sua satisfação pessoal e na paz do seu espírito.
Talvez nunca perdemos alguém num relacionamento e isso não é uma forma de confortarmos o nosso ego. Não podemos perder algo que nunca nos pertenceu e, sempre que uma porta se fecha, outra se abre, noutro lugar. As pessoas são livres para irem e virem e se quiserem, podem ficar. A única coisa que não podemos fazer é insistir numa porta que não quer abrir ou regar uma planta morta.
Ela que era falante,
emudece,
a pele antes viva,
empalidece,
seus gestos desaceleram,
o corpo estremece,
o olhar se perde
num imenso vazio,
quando ela aprecia
as borbulhas do vinho.
É fácil se encantar
pela aparência jovem e bela
e, pelo corpo, aparentemente,
perfeito. Difícil é enxergar
o outro como é, o seu
modo de agir, a sua conduta
e o seu jeito de ser.
Orgulhe-se de si mesma,
você sabe a sua trajetória,
os obstáculos que ultrapassou e,
de como colocou em prática
o que ouviu na infância:
"engole o choro e se vire!"
Você é única e insuperável
e não importa
a opinião contrária.
O silêncio, a ausência,
a demora, a desculpa,
a falta de tempo, o tanto faz
e o pouco caso são respostas, são sinais que, às vezes,
não queremos perceber.
Uma relação perene
carece do entendimento
do que é liberdade,
do sacrifício de alguns
vícios de comportamento,
em prol do respeito,
da permuta
e da reciprocidade.