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Frases de Lucas Silveira

152 frases

* Que passe o tempo. Que ele escreva as linhas e deixe para mim somente a prazeirosa função de pontuar frases. Muitas exclamações, algumas interrogações e apenas um ponto final, que eu deixei reservado para ti. Faze o que quiseres com ele. É teu.
* Esses passos tímidos ecoam alto demais e, para quem não quer ser visto, isso não é nada apropriado. Esses corredores de azulejos brancos incomodam. Essas paredes frias que, mesmo que eu me mantenha longe delas, me privam do calor e do aconchego que tanto procuro, nessa noite.…
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* Esses passos tímidos ecoam alto demais e, para quem não quer ser visto, isso não é nada apropriado. Esses corredores de azulejos brancos incomodam. Essas paredes frias que, mesmo que eu me mantenha longe delas, me privam do calor e do aconchego que tanto procuro, nessa noite. * São esquinas que, sem alto-falantes, emitem sons de toda sorte, e muitos deles, infelizmente, são de uma voz familiar. São suspiros aos quais estou assutadoramente acostumado. Tenho uma permanente impressão de que esses sussuros já muito me esquentaram os ouvidos, em outros noites parecidas com a de hoje. Aí eu luto para não perder a concentração nesses sons, não me soltar da corda que me aponta a direção da saída mais próxima. Desconcentrado, tudo que cuidadosamente orbita meu coração sem bater nas minhas costelas perde o controle e aí tudo que sinto é uma dor interna intermitente que segue cada batida do bumbo de uma música triste qualquer. * Desconcentrado, agarro-me ao trinco da primeira porta que eu encontro. E sempre acabo no mesmo quarto, na frente do mesmo computador, ouvindo as mesmas músicas, ínsone. * Parece que eu tô reclamando, mas eu vejo beleza nisso tudo.

* A tua onipresença nos meus pensamentos parece ter feito o resto do mundo evanecer frente aos meus olhos. Eu consigo facilmente enxergar teu vulto sob a luz dos postes, bem como o teu reflexo ao lado do meu, nas vitrines das lojas. A TV tenta, mas não consegue abafar o som da tu…
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* A tua onipresença nos meus pensamentos parece ter feito o resto do mundo evanecer frente aos meus olhos. Eu consigo facilmente enxergar teu vulto sob a luz dos postes, bem como o teu reflexo ao lado do meu, nas vitrines das lojas. A TV tenta, mas não consegue abafar o som da tua voz, cujo calor provocado pela proximidade da tua boca me fez esquecer do frio que faz lá fora. No lugar de onde venho, sempre faz frio lá fora, e eu levo em alguma parte de mim a lembrança desse lugar. * A vontade de sanar esse frio me trouxe até você. E, agora, com teus passos ecoando junto aos meus, acho que não consigo mais andar sozinho. E, mesmo que eu consiga, não quero fazê-lo. Hoje eu sei como é a sensação de acordar e ver que aquele sonho antigo nada mais é do que a atual realidade. * Enfim, é mais ou menos por aí.

Você diz que não precisa de ninguém pra ser feliz. Você diz que cansou de acreditar, e de se decepcionar. Você diz, inclusive, que procurar é pros românticos bestas, pros ingênuos e pros alienados. Você se esquece que te foram dados dois braços justamente para que você tenha como…
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Você diz que não precisa de ninguém pra ser feliz. Você diz que cansou de acreditar, e de se decepcionar. Você diz, inclusive, que procurar é pros românticos bestas, pros ingênuos e pros alienados. Você se esquece que te foram dados dois braços justamente para que você tenha como carregar o escudo e a espada. Então o que é que você faz com dois escudos? E por quê essa armadura envolve teu corpo, e esse muro envolve tua casa? Saia para caminhar comigo e sinta o peso dos seus dois escudos. Tente equilibrar-se, lutando contra o forte vento que te quer levar com ele para onde quer que seja. Eu caminhei por tanto tempo com escudos iguais aos teus que, hoje, livre, meus passos são (des)cuidadosamente rápidos. Eu demorei, mas consegui me despir da armadura e me desprover dos escudos. Hoje eu aposto comigo mesmo quantos passos eu consigo dar com os olhos fechados. Isso me instiga. Na verdade, eu adoraria, de olhos fechados, me espatifar contra o teu muro. Já tentei uma vez, sim, aquela vez em que tomei uma rasteira. Mas vou tentar de novo e de novo, até que teu sono seja abruptamente interrompido pelo quebrar de meus ossos. E não vai ser só a sua armadura que eu vou tirar.

Sobre amor e libélulas Um dia desses estava escorado na janela de um hotel qualquer quando uma libélula pousou a poucos centímetros do meu braço. Na hora, eu não sabia ao certo se aquilo era uma libélula, ou uma cigarra, ou um inseto gigante qualquer. Nunca soube, e os poucos se…
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Sobre amor e libélulas Um dia desses estava escorado na janela de um hotel qualquer quando uma libélula pousou a poucos centímetros do meu braço. Na hora, eu não sabia ao certo se aquilo era uma libélula, ou uma cigarra, ou um inseto gigante qualquer. Nunca soube, e os poucos segundos que perdi tentando classificar o bicho foram suficientes para que ele sumisse. Bateu asas e escafedeu-se entre as árvores. Eu tenho uma ligação especial com libélulas. Foi correndo atrás de uma que eu me estabaquei no chão, fraturando uma costela, perfurando o baço e sofrendo uma hemorragia interna que por pouco não me matou. Tinha cinco anos e, desde então, convivo com uma cicatriz que me atravessa o abdome, lado a lado. Tudo que eu queria era vê-la de perto, justamente para me certificar se o bicho em questão era cigarra, libélula ou “seja-lá-o-que-fosse”. Se a necessidade de classificar uma libélula me rendeu duas semanas de internação, imagino o que me aconteceria se eu ficasse tentando classificar meus sentimentos. Inclusive, me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se é amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo… Não tenho a mínima idéia, e nem quero ter! São inúmeras as espécies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ás vezes, é simplesmente inclassificável pode resultar em muito mais do que um baço perfurado. Ás vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefônica pode ser a última, bem como aquela pessoa, de quem você ainda não sabe se gosta, pode ser o seu último romance. Lulu Santos pediu, a gente obedece: “Hoje o tempo voa, amor E escorre pelas mãos Mesmo sem se sentir E não há tempo que volte, amor Vamos viver tudo que há pra viver Vamos nos permitir!” O amor é uma libélula que pousa na nossa janela pouquíssimas vezes. Corra atrás da sua libélula, sem medo de se machucar. Viva o seu romance. Viva o seu último romance.

Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo con…
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Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê “sadio”. Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por ‘um pouco mais’.

Venho aqui falar de uma grande batalha, A batalha que ocorre em minha mente, Cujo prêmio é você.
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Venho aqui falar de uma grande batalha, A batalha que ocorre em minha mente, Cujo prêmio é você. De um lado, há soldados que veneram a razão, Do outro, soldados que querem te amar a qualquer preço. Talvez quando isso acabar já não exista mais você para mim Ou eu para você. Sei que sua presença já não posso ter, Nem seu aroma peculiar, Minha boca tem sede dos teus frutosos lábios. Mas meu amor, saiba que ainda te vivo, Em meus sonhos, poesias e canções. Você, exímia professora nas artes do amor, me dê uma solução para essa minha dor. Como hei de quebrar essa barreira invisível, Que não deixa você me pertençer? O amor será capaz de vencer a razão, Enfim?

E são raríssimos os momentos em que estou tão sozinho a ponto de ouvir meus batimentos cardíacos. Basta fechar os olhos. É na escuridão que eu tento encontrar tudo aquilo que eu perdi achando que, ao te encontrar, eu não precisaria de mais nada. É na mesma escuridão que eu tento…
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E são raríssimos os momentos em que estou tão sozinho a ponto de ouvir meus batimentos cardíacos. Basta fechar os olhos. É na escuridão que eu tento encontrar tudo aquilo que eu perdi achando que, ao te encontrar, eu não precisaria de mais nada. É na mesma escuridão que eu tento te ajudar.

Nem liga, guria Se eu já não sei disfarçar Se eu já cansei de esconder
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Nem liga, guria Se eu já não sei disfarçar Se eu já cansei de esconder O que era fácil de achar Nem liga, guria Se nos meus olhos não há mais, O brilho de quem vivia Com o coração em paz Se a gente já soubesse como vai ser a viagem Antes mesmo de comprar nossa passagem A gente já virava pro outro lado e dormia, tão só Se a gente entendesse que há um ciclo no amor Começa com a cura, mas termina com a dor A nossa cama pra sempre estaria vazia Nem liga, guria Se a minha voz acabar Sei que tu já me sacou, sem eu precisar falar Nem liga, guria Não vou poder te atender Tô encontrando em minha vida um canto só pra você Se a gente já soubesse como vai ser a viagem Não perderia tanto tempo com bobagem E o meu peito poderia muito bem ser a tua moradia Eu finjo que acredito no que dizem sobre o amor Eu finjo que é eterno, mas te peço por favor Esquece tudo e vem passar comigo essa madrugada tão fria Vê se não fica assustada quando eu digo Eu nunca fui daqueles que fazem sentido Tô em São Paulo, aqui o céu nunca é azul Eu tô aqui cantando um samba com sotaque do sul Amanheceu e eu deveria estar dormindo Mas estes versos são palavras explodindo E no teu colo um dia elas vão cair E aonde isso vai dar, não cabe a nós decidir.

Podem me derrubar, mas quantas vezes for preciso, eu vou me levantar novamente. Podem me matar, eu vou nascer ainda mais forte, no segundo seguinte, antes mesmo de que eles possam comemorar meu último suspiro. E essa volta não vai ser apenas forte, vai ser avassaladora, e vai ser…
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Podem me derrubar, mas quantas vezes for preciso, eu vou me levantar novamente. Podem me matar, eu vou nascer ainda mais forte, no segundo seguinte, antes mesmo de que eles possam comemorar meu último suspiro. E essa volta não vai ser apenas forte, vai ser avassaladora, e vai ser apenas páreo para a feiura da cara de susto daqueles que duvidavam de que eu seria capaz.