Entre as quatro estações
Avistei uma linda flor
Em um dia de Primavera
Encantado fiquei
Por ver o quão bela era
Trocavamos olhares
Em um dia de verão
A cada encontro involuntário
Um calafrio no coração
Mas o tempo mudou
E no outono incolor
Avistei o mesmo brilho
Dessa vez com já sem ardor
Tão duro e tão frio
O inverno apareceu
Cobrindo toda a beleza
Que comigo assim morreu
De repente tudo muda e eu não tava preparado
Vejo mais longe o futuro, vejo mais perto o passado
Tento encontrar um caminho de uma forma consciente
Superar o medo, aniquilar a vergonha e viver o presente
Mas continuo cometendo os mesmos erros, sublinhando a mesmice
Espero o grito da força e da restauração um convite
Na verdade eu só busco a minha vontade de viver
Andar, correr, pular, gritar e não se importar com o que os outros vão dizer
Acho que todos precisam de um momento só para refletir
Rever os conceitos, quebrar as regras e parar de se iludir
Aprecio a natureza, pois és bela, tranquila e verdadeira
Descansar é tomar um banho na queda de uma cachoeira
Devemos ferver uma paixão e eternizar um amor
Devemos ser cego, deixar o coração fluir e banir a dor.
O passado é composto do desejo
Como a água sacia a sede
Como o tempo revela a verdade
Como fragmentos do perdão
De tudo ela faz um pouco
Te ama como um louco
Mas tudo ela que insiste
Sabe-se que não coexiste
Dentro do seu coração
Retrógrado é sua postura
Que afirma ser madura
Preso nesta rotina
Que nunca sai do chão
A morte é a solução dos fracos,
mas como medir o poder de um homem?
Nem mesmo um bilionário pode comprar a chave da mente.
No precipício ele caminha pro fim, mas um anônimo sussurra que o fim é o início do começo, e que o começo é um labirinto sem fim.
Sendo assim, voa!
Seguindo o rumo do seu rebanho
Eu sempre soube que era um engano
E nunca quis te iludir.
As quedas são detalhes
De um aconchego verdadeiro
De uma vida sem desfecho
Que não tecla o "decidir".
Eu nunca estou completo
E por isso ando cego
Tentando emudecer.
Pouco se faz tempestade
Se vivo atrás das grades
Buscando um novo alvorecer.
Devaneios ocupam minha mente
O mais insensato é o poder da decisão
Diante dos olhos um mundo pela frente
Diante dos fatos um labirinto de Albânia, que me leva a solidão.
Um novo dia amanhece
E novamente me encontro aqui
Perambulei pela madrugada
Por não conseguir dormir
Vejo o passado mais perto
Repleto de arrependimento
O coração apertado
Sofro porquê estou vivendo
Os dias são todos iguais
Somente os jogos para me distrair
Lá eu tenho uma nova vida
Diferente do que eu vivo aqui
Pensamentos negativos na mente
Que podem quem sabe livrar
Eu quero dormir essa tarde
E nunca mais acordar
As marcas que me causaram
Os problemas que eu enfrentei
As rosas despedaçadas
E o dia em que eu me afoguei
Em tuas águas eu fui renovado
Mesmo sem uma "cerimônia"
A minha alma que estava em sufoco
Foi protegida pelas tuas ondas
A "montanha" toda estremecida
Naqueles dias de profundeza
Acordei com o sol em minha pele
Respirando a tua natureza
A ferida que dói na alma
É a dor que destrói um guerreiro
É gostar de uma vida que mata
Andar de mãos dadas com o medo
É privar-se de tudo e de todos
É um pipa boiando no ar
É vê uma onda perfeita
Mas não ter força para remar