Eu vi o arco íris no céu!
O meu eu se atrelou a Terra e minha forma etérea decolou numa viagem astral. Encontrei-me numa linda nave espacial. Viajores do tempo eu vi e também o lindo e incomensurável arco íris no céu. Então eu a avistei a Deusa Ísis que me disse: - Veio buscar o tesouro? Mas não vais encontrar, pois ele está incrustado nas encostas mais íngremes do teu subconsciente. Atrelagem num pouso rasante. Sonho que desperta!
Eu vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos em forma de luz que brincavam com as nuvens feitas de algodão. Ouço vozes celestiais vindo em minha direção e me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo bordado nele respingos de um vermelho rubro. Olhos meus dedos e vejo tinta como fossem gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.
"Eu arrisco. Sou ousada. Dou minha cara à tapa. Sou menina. Sou mulher. Faço o que bem quiser. Choro, mas também dou gargalhada. Sou taxada de metida. Mas também sou querida. Mas nunca me dou por vencida. Posso ser tudo. E posso ser nada. Depende o caminho na estrada. Sou loucura e razão num destino sem noção.
O que faço aqui então? Pois é, é tudo que eu queria saber, mas nem você tem a resposta pra me dizer. Sigo em frente sem nada a perder. Tento me desprender em fragmentos de palavras num rebuliço.O que é isso? Parece uma convulsão uma rebeldia de letras desconexas dentro do meu ser mas que eu precisava escrever.
Quando a gente é criança nosso caminhar é leve e inocente pra chegar à adolescência, e quando chegamos lá começamos a acelerar os passos e quando chegamos à idade adulta começamos a desacelerar e nem notamos a velhice chegar e nossos passos ficam presos num tempo que ficou pra trás.