Eu arrisco. Sou ousada. Dou minha cara à tapa. Sou menina. Sou mulher. Faço o que bem quiser. Choro, mas também dou gargalhada. Sou taxada de metida. Mas também sou querida. Mas nunca me dou por vencida. Posso ser tudo. E posso ser nada. Depende o caminho na estrada. Sou loucura e razão num destino sem noção.
O que faço aqui então? Pois é, é tudo que eu queria saber, mas nem você tem a resposta pra me dizer. Sigo em frente sem nada a perder. Tento me desprender em fragmentos de palavras num rebuliço.O que é isso? Parece uma convulsão uma rebeldia de letras desconexas dentro do meu ser mas que eu precisava escrever pra você que me lê, que o tempo está passando nessa insanidade caótica onde nada nesse mundo tem lógica nessa vida que é morta, mas é reavivada na tua fé e isso que importa.
Já percorri metade de minha vida
entre os escombros e os percalços...
atalhos e reversos do sepulcro...
as marcas dos meus pés descalços...
suor misturado com o sangue rubro
Prossigo no caminho do manto sacro...
O Acalento...
Descansam em paz os que foram libertos e encontra-se em custódia anímica por essa onda vibratória de teu pensamento onde o ar que respiras é álacre e a minha presença efêmera é tão nublada como o dia de hoje nesse teu pensamento de solidão, mas tão extraordinária como o pulsar de teu coração onde meu último suspiro foi abafado pela terra. Nessa vida nem tudo se acerta, mas também nem tudo se erra. Aguarda no tempo do Pai que te espera.
A única certeza que eu tenho é essa força que me impulsiona a seguir em frente e que me mostra um caminho o qual eu nunca habitei antes mas que a verdade me será revelada e a luz no fim do túnel resplandecerá numa nova vida embrionária que estás prestes a nascer pois adormeceu para me salvar e agora desperta em mim o salvador do mundo...