INSANIDADE
Meu coração mandou e através dele estou direcionando o leme do meu barco que estava à deriva em alto mar e como açoite raios, trovões e tempestades intrépidas me tirando a força para que meu corpo fosse sugado pela fúria avassaladora dos ventos e naufragasse minha alma no fundo do mar. Viajores e seres disformes do tempo e fantasiados de anjos incólumes com asas quebradas e coladas pela sombra da escuridão, onde estão vocês? Pois eu estou aqui!
-Estou pronta para sepultar os demônios e fantasmas que me impediam nessa insanidade de prosseguir. Me liberto agora da camisa de forças que prendiam meus braços e sufocavam meu grito me impedindo de gritar. Pois eu grito pro mundo inteiro ouvir:
- Ninguém vai mais me deter. Estou livre e liberta de ti!
O TEMPO NÃO PARA...
A vida anda e aos poucos vai perdendo o vigor, vai desbotando e rasga…Mas a gente vai vivendo entre um remendo e outro e se a nossa história não deixar marca, ela simplesmente em branco passa… O tempo não para…então o que tiver que ser feito, simplesmente faça!
MANTENHA O EQUILIBRIO...
Excesso de empolgação pode gerar frustração…
Portanto, mantenha o equilíbrio porque as pedras
ainda continuam embaixo das águas que fluem do rio…
SOPRO DA ALMA...
Desconcentro-me toda quando sopras ao meu ouvido…
Quando diz que me quer e que ainda vai ficar comigo…
Saio do corpo físico e viajo para um lugar distante contigo…
E aí minha inspiração fica totalmente sem nexo e sem sentido…
COLCHA DE RETALHOS...
Pensamentos, recordações oscilam
num destino desfiado de renúncias
grilhões que me prendem num exílio
enleada em ti a tua e a minha vida.
indeléveis cicatrizes em minha memória
em carretéis e linhas opacas e sem cor
na caixa de costura toda nossa história
alfinetes agulhas ludibriando nosso amor.
cerzindo versos, exalando nossa essência
assim vou tecendo estática nossos pedaços
entre gotículas de lágrimas em reticências…
vozes, murmúrios, sem viços e transparências
bordando prolixa nossa colcha de retalhos…
Aguardando o tempo esvair nossa existência.
VAZIO...
Queria escrever algo, mas acordei com o pensamento solto e disperso de mim…
Quanto sinto esse silêncio fugidio, não consigo escrever nada, fico oca por dentro e bate um vazio…
É sempre assim!
BARQUINHO DE PAPEL...
Desilusões e emoções subalternas que vem e vão.
Como ondas?
– Sim! E navegam em pensamentos loucos e oscilantes…
Onde?
- Em alto mar onde meu coração é o barquinho de papel sem comandante…
E se naufragar?
- Não vai! Minha alma é o leme dessa minha vida errante…
CORPO VAZIO...
Sinto o vazio do tempo que vagueia dentro de mim
em círculos ébrios dentro de um campo verdejante…
e procuro minha alma para despertar dessa
inconsciência anunciada que faz minha vida errante…