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Frases de Lu Lena

1.243 frases

FENDA DO TEMPO Fui parar num porão empoeirado de emoções e sentimentos lacrados em baús pesados… onde vejo um redemoinho de pássaros rompendo os grilhões em busca da liberdade… no meu pensamento que foge por entre a fenda do tempo e do espaço compactado…
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FENDA DO TEMPO Fui parar num porão empoeirado de emoções e sentimentos lacrados em baús pesados… onde vejo um redemoinho de pássaros rompendo os grilhões em busca da liberdade… no meu pensamento que foge por entre a fenda do tempo e do espaço compactado… sobrevoando um coração que bate condescendente, cansado, mas com saudade… cheirando mofo e decompondo-se em lembranças mortas sepultadas na vida que ri e chora da minha sina ególatra que serve de farol numa luz que ofusca meu olhar nublado…

MÃE... Aprecio a paisagem translúcida no espaço Ouço o bater de sinos na capela distante
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MÃE... Aprecio a paisagem translúcida no espaço Ouço o bater de sinos na capela distante Vento varre a cabeleira dos verdes matos No céu, vejo cortejo d’espíritos viajantes. Balanços das folhas, vultos acenam pra mim Dogmas infundados entre a vida e a morte Sopram ao meu ouvido, que isso não tem fim Círculo vicioso e simbiótico lançado a sorte. Prolixa e moribunda divago sem entender Na oculta inflorescência a busca do amor Lágrimas gotejantes, doridas de um sofrer. Na lápide, vejo um poço árido que secou Nas flores silvestres, o toque de teu ser Saudade mórbida foi apenas o que restou.

SOLIDÃO INTERNA É quando a gente imergi dentro de si mesmo e enxerga um corredor longilíneo e afunilado
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SOLIDÃO INTERNA É quando a gente imergi dentro de si mesmo e enxerga um corredor longilíneo e afunilado Nas paredes rebocadas de cal esmaecido… Sonhos crivados em retratos amarelados em nossa memória em forma de mosaico. Em sintonia com ruídos de nossos passos Seguimos em atos como uma peça de teatro…

PAIXÃO PETRIFICADA... Insana nessa aventura fugaz e transitória sigo nessa trilha desventurada… Vejo revérberos de tua imagem desfragmentando toda nossa história já sepultada…
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PAIXÃO PETRIFICADA... Insana nessa aventura fugaz e transitória sigo nessa trilha desventurada… Vejo revérberos de tua imagem desfragmentando toda nossa história já sepultada… Lágrimas que borbulham dessa alucinação caótica e sinto que vai se deteriorando essa minha capa tormentória carnal… e febril ouço murmúrios deletérios e sussurros inaudíveis em minha memória…desfigurada sinto frio… Minha alma por segundos levita ébria perene manchada em gotículas no sangue rubro que corta e congela… Num transe anímico é feito o registro e o coração intangível e ao mesmo sinistro pulsa descompassado uno em nossos corpos pesados como pedra.

A ESPERA Horas infindáveis… estacionam no relógio do tempo fico a espera de ti, num semblante opaco e oprimido
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A ESPERA Horas infindáveis… estacionam no relógio do tempo fico a espera de ti, num semblante opaco e oprimido lágrimas e acenos em lenços brancos cintilam ao vento despedidas e chegadas, cada qual seguindo seu destino… nessa espera crucial fico estática sem teto e sem chão ao longe o apito do trem que se aproxima da ferrovia… vazio de mim, esculpido por ti, como ânfora o meu coração recordações do passado, guardadas na bagagem da minha vida gelando todos os meus sonhos em ópios e ócios de meu viver Passam-se noites e dias, meus pés não conseguem se mover vagueio e arranco as ervas daninhas que nasceram nos trilhos enfeito com flores silvestres perfumando nossos caminhos… na esperança de te ver desembarcando dessa viagem pra mim e no meu último suspiro, dizer:- AMO-TE, até que enfim!