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Frases de Lori Damm

127 frases

⁠"Às vezes isso acontece E não é nem dor, nem castigo Vivo num mundo à parte
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⁠"Às vezes isso acontece E não é nem dor, nem castigo Vivo num mundo à parte Faço de mim meu abrigo... Quando você se retrai Fecho este mundo e nem ligo Faço poesia da ausência E nas entrelinhas confesso O amor que jamais te digo." Lori Damm

⁠AMOR DESATENTO (O Alecrim e a Estrelinha) "Pintei um céu
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⁠AMOR DESATENTO (O Alecrim e a Estrelinha) "Pintei um céu Para nós dois Um quadro azul Em tom pastel. Morreu meu sonho Quando amanheceu Você, indiferente, Nem me notou No vale ficou Sem olhar para o céu. Acenei meu amor Como flor te beijei, E a noite era instante Gravura em papel Mas um beijo de amor Não foi o bastante Veio o sol e encontrou Teu olhar infiel Perdido no vale Espreitando outros beijos Sem olhar para o céu. Por te amar insisti E jurando que vinhas Esculpi o teu nome Na luz das estrelas Com doce cinzel... Mas olhei para baixo E chorei a verdade: Você tão cruel No vale bailava Junto às borboletas Sem olhar para o céu." Lori Damm, 02/03/2022

⁠DESENCONTRO Pintei um céu Para nós dois
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⁠DESENCONTRO Pintei um céu Para nós dois Um quadro azul Em tom pastel. Morreu meu sonho quando amanheceu Você, indiferente, Não me reconheceu E no vale ficou Sem olhar para o céu. Eu te acenei amor Amorosa te beijei, E o dia era instante Sereno, constante, Gravura em papel Mas um beijo de amor Não foi o bastante. Despedaçada, Abandonei os teus olhos Perdidos no vale Sondando ilusões Sem olhar para o céu. Enveredei nas alturas Carregando teu nome Um punhado de estrelas E um doce pincel. Estava certa que vinhas Porque tinha que ser Mas olhei para baixo E chorei a verdade: Você tão cruel No vale voejava Junto às borboletas Sem olhar para o céu.

⁠Um dia ela desperta no alto, Vê que cumpriu a promessa E em júbilo joga-se ao chão...
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⁠Um dia ela desperta no alto, Vê que cumpriu a promessa E em júbilo joga-se ao chão... Vê que as armas que portava, Foram sua proteção: A espada era a coragem O escudo o seu coração! Ontem havia um monte Muros, pontes, a menina, E um desejo em desatino: Conquistar Vida pra si... Hoje, do alto do monte, A mulher olha o horizonte e murmura: - Vida, venci!...

⁠E de repente era noite, Onde ficou o meu dia? - Olá! disse o céu em cores
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⁠E de repente era noite, Onde ficou o meu dia? - Olá! disse o céu em cores À medida que esmaecia - Adeus, respondi baixinho Enquanto também me ia E fomos os dois pela estrada Eu e o céu na noite fria Um casal feito do avesso Inconciliável romaria: Eu o sol, ele as estrelas, Ele a noite, eu o dia. (Lori Damm (DESENCONTROS)

⁠Viver é chorar, muitas e tantas vezes! - e desesperar-se também.
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⁠Viver é chorar, muitas e tantas vezes! - e desesperar-se também. Ainda assim você pode Mover as mãos no Bem Ajudar o Outro Ser o anjo de alguém! Você pode. E acredite: Pode ir além E estender os braços E chorar o pranto Que do outro vem Pois no Céu só entra Quem já chorou por alguém. Lori Damm 20/01/2019

⁠"Lá pelos anos 60, os finais de semana eram sempre ansiosamente aguardados e o almoço de domingo, ah, este sim, era sempre um acontecimento! O cardápio era escolhido a dedo durante a semana e, na sexta-feira começavam os seus preparativos, com idas ao mercado e visitas à horta…
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⁠"Lá pelos anos 60, os finais de semana eram sempre ansiosamente aguardados e o almoço de domingo, ah, este sim, era sempre um acontecimento! O cardápio era escolhido a dedo durante a semana e, na sexta-feira começavam os seus preparativos, com idas ao mercado e visitas à horta caseira para a seleção de saladas e temperos. Importante também era o trato nas roupas que seriam usadas pela família no culto ou na missa do domingo de manhã. Depois, após o alimento preparado e algumas reinações infantis, vinha o melhor do dia e de todo o fim de semana: o almoço que era um verdadeiro banquete, mesmo que com pouca coisa, mas sempre muito caprichado. Dependia das posses dos donos da casa, mas sempre especial porque era o "almoço de domingo"! Naquela hora mágica se conversava de tudo, com pais, filhos, tios, avós e quem mais estivesse ali colocando as novidades em dia, num interminável zum-zum feliz se sobrepondo ao barulho dos copos, pratos e talheres em uso. Era dia que casal não brigava e criança não apanhava. Olhando de fora, lembravam passarinhos contentes, reunidos em delicioso alvoroço no ninho. Após o almoço vinha a sobremesa aguardada igualmente com ansiedade por todos. Eram pudins, pavês, tortas e cassatas deliciosamente caseiras, feitas pelas mulheres da casa e sempre dignas de muitos elogios! Também compareciam no pós almoço o sagu e a compota. Sagu cozido no vinho feito das parreiras próprias, e compotas com as frutas do quintal, pêssego, pera, maçã e outras. O que tivesse. O que vinha depois? Ah, a sensação de fim de semana bem usufruído, de descanso regado a boa comida e atenção. Isso sem falar nas brincadeiras infantis que iam até o anoitecer, na conversa dos adultos e nos assuntos colocados em dia. Problemas? Haviam sim, muitos até, já naquele tempo futebol, política e fofoca geravam confusão, mas o domingo era a trégua, o dia de relaxar e aproveitar, dia de esquecer as diferenças e ser feliz. Não tive vida fácil, a vida familiar enfrentou turbulências, escassez, brigas, vícios, separações e problemas inúmeros, mas a lembrança boa daqueles domingos é e será sempre maior que tudo. Acima de qualquer tristeza ou desconforto, era o dia em que a família se reunia mais estreitamente para celebrar o maior e mais belo motivo de estarem todos ali: o amor. Hoje vejo pais e filhos perambulando pelos shoppings, sérios e indiferentes uns aos outros, comendo qualquer coisa, fazendo compras aleatórias e, quando param um pouco, se separam, mesmo juntos, mergulhando cada um em seus exigentes celulares. Fico me perguntando então, entre tristeza e decepção, onde foi que erramos, em que ponto da estrada deixamos para lá os doces rituais do fim de semana da infância. Por que o domingo, com suas missas e cultos, com os seus almoços deliciosos e a reunião familiar barulhenta e encantadora, deixou de ser importante? O trabalho fora das mães? A correria de hoje? A falta de tempo? A ausência de motivos para um almoço especial? Cansaço? Seja lá o que for, eu lamento. Lamento principalmente pelas crianças, que não terão, assim como eu tive, e acima de todos os problemas, um domingo para levar na memória, comprovando que sim, sempre há um dia feliz para se recordar na vida, um dia mágico onde boa comida e beijo e abraço de mãe e pai, de vô e vó, são coisas que o coração, aconteça o que acontecer, jamais esquecerá." (Instituto André Luiz, "Relato de uma idosa", autoria Lori Damm)

⁠Na hora pagã Dos soluços meus Deslizo em silêncio
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⁠Na hora pagã Dos soluços meus Deslizo em silêncio Dos olhos de Deus. Esta dor não é Dele. Esta dor não é minha É dor que não cabe É uma dor que não sabe Da dor que eu já tinha. Na hora pagã Do acerto de contas Dou as costas à vida - Ela sempre me encontra. Esta dor não é dela Esta dor é sozinha É dor que tem raiva E por raiva não caiba Nas noites sem sono Da vida que é minha. Lori Damm, "Hora Pagã"

⁠"Sou linfa a escorrer dos olhos E mesmo assim não me vês. Me entristeço,
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⁠"Sou linfa a escorrer dos olhos E mesmo assim não me vês. Me entristeço, Mas não saberás quem eu sou Pois nada em mim é visível Ao teu olhar comum. Antes de compreender a chuva e o sol, Antes de me saber e de me amar, Não permitirei que me conheças Porque sou linfa a escorrer dos olhos E mesmo assim não me crês." Lori Damm ("Enigma")

⁠E assim que raiou o dia Pôs-se a caminho, apressado Buscava um não sei quê de lembrança
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⁠E assim que raiou o dia Pôs-se a caminho, apressado Buscava um não sei quê de lembrança Ou algo com que havia sonhado Encontrou o dia na esquina E o sol há muito raiado Voltou sobre os passos depressa Até hoje ainda dorme, o coitado Esperando rever no sonho O que não encontrou acordado. Lori Damm 11/07/2022 (Confused)