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Frases de Lina Marano

273 frases

A magia da poesia é o leitor se identificar com o sentimento do poeta como se as palavras tivessem sido adivinhadas.
- Vem cá minha gueixa. Gostei dessa mecha. - Agora não. Me deixa! - Eu sou o seu macho, me dá uma brecha.
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- Vem cá minha gueixa. Gostei dessa mecha. - Agora não. Me deixa! - Eu sou o seu macho, me dá uma brecha. - Me solta. Não mexa! - Mas do que que se queixa? - Não vê o inchaço? - E por isso se fecha? - Ih.. nem vem com essa pecha. - Tenho cara de tacho? - E eu lá sou ameixa? - Pode beijo na bochecha? - Hoje não. Abaixa seu facho. - Diacho! (Sem brecha)

Se eu fosse música. seria tango compositor,
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Se eu fosse música. seria tango compositor, seria chico, sentimento, seria amor Se fosse cor, seria preta, fosse bicho, borboleta, seu eu fosse, não voltava, virava doce, te lambuzava Se eu fosse boca, na tua seria corpo, no teu seria rosto sem véu fosse o que fosse, serias meu. (Lfosse o que fosse)

- Então Helen? - Eleven! - Não te perguntei quantos!
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- Então Helen? - Eleven! - Não te perguntei quantos! - Quantas! Foram as vezes que te amei. Você me eleva! - És um elevador, me levas ao paraíso, mas também ao inferno. - Inferno? Anda lendo muito o Levítico meu querido! - Continuas levando a vida na piada. Sua levada! - E você, nesse leva e traz. Levanta! - Tu me deixas lívido mulher! - Ah sabe! Agora ... já é "tu(e)leve"! (twelve)

Subiu-lhe o subalterno! A suburbana era sua droga subconsiente
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Subiu-lhe o subalterno! A suburbana era sua droga subconsiente de ingestão subcutânea, soberana e subserviente. Subitamente submissa na subversão dos sentidos, substantivava e subtraia-lhe o resto da sobriedade, adjetivando subjetivamente. Submersos, sublimavam à soberba, sobejando sobrais, sobretudo sobrecoxas, sobrevivendo de amor. (sobrevivendo de amor)

noites insones, insípidas de gentes insólitas,
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noites insones, insípidas de gentes insólitas, insanas trilham caminhos insertos, insinuantes instigam amores insalubres, insassiáveis em corações insulares, instáveis insidiosamente insultados insemináveis (Os Insipientes)

tanto me chama quanto difama como me almeija
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tanto me chama quanto difama como me almeija tanto me inflama quanto me cala como me beija tanto me acalma quanto me abala como me aleija tanto me inala quanto me entala como viceja tanto reclama quanto cabala como cerveja (Tanto quanto como)

inverga a corcunda minha querida atiça e confunda
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inverga a corcunda minha querida atiça e confunda o suicida abunda e inunda a sua vida, rotunda a Raimunda adormecida agora, imunda e convencida que afunda, profunda se esquecida de mim a fumaça disfarça, a despedida desfaça a mordaça homicida abraça e arregaça bem atrevida estilhaça a desgraça em contrapartida com graça e devassa de alma despida, bandida, me enlaça e fim (repe-titiva)

De roupa rota e mão limpa, de mente suja
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De roupa rota e mão limpa, de mente suja e alma pura, assim que te vejo, ainda que eu fuja, assim que te sinto, ainda que eu minta, que não quero teu bejo sujo de sonho, eu quero teu corpo, ainda que eu corra, cheio de vida, ainda que eu sofra assim eu me ponho, cheia de riso, assim eu me limpo, ainda que suja, é assim que vivo, ainda que eu morra. (Suja de sonho)

- Ouça meu desabafo ... - Não, assim eu desabo! - ... como me doem teus desabraços...
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- Ouça meu desabafo ... - Não, assim eu desabo! - ... como me doem teus desabraços... - Tu! Tu me baniste, me desabrigaste! - Amor, a minha alma, tu desabrochaste! - Pois com teus desacatos, me mataste! - Foram apenas desacelerações! - Não, foi tudo um desacerto. Ilusões! - Vem pro nosso leito, ainda em desalinho... - Disse-me meu médico: "totalmente desaconselhável"! - Não sejas deselegante! Te quero a todo instante! - Tu és meu desafeto! - Não creio! Te desafio: venha desafogar em mim! - Sabes bem que não desafino! - Sei. Adoro teus desaforos! - Desairosamente de acordo!