!Oco! Vi-me cercada, Sitiada e a mercê daquele falso amor.
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!Oco! Vi-me cercada, Sitiada e a mercê daquele falso amor. Aquelas lindas pessoas, que sentavam no meu colo, E em meus ouvidos pronunciavam palavras de amor, Com sorriso sem gosto, Beijavam-me o rosto e falavam de amor, Como se, fácil fosse amar. Sentimentalmente, Deixava me levar, Ignorando o pensar, Violentava minha consciência, Pela ausência, De um amor esquecido, Quase que perdido. Não sabia o que era amor. Amor se constrói com o tempo, Forjado em lamúrias e lamentos, Atitudes e contentamentos, Alegria, E média euforia, Sem agonia... Sem desespero, Com tempero, É estar contigo, mesmo que seja ao relento, Num dia cinzento, Ou até mesmo segurando um guarda-chuva em dia de sol, Sendo a sua sombra em segurança, Conquistando confiança. Estão banalizando o amor, Estão banalizando o beijo, Estão banalizando tudo! E aquilo que era bonito e maduro, Hoje se perde no escuro, Como casa sobre a areia, Que quando a maré sobe caí.