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Frases de Letícia Del Rio

642 frases

Constância, O puro do coração de uma criança, Todas as alegrias da infância,
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Constância, O puro do coração de uma criança, Todas as alegrias da infância, Misturada à sabedoria da idade, Ah! Mas, que saudade... Quando a morte bate na porta, Já não se sente mais a aorta, Em minhas mãos se foi, Como a última partida da nossa escopa de quinze, As brincadeiras de madrugada de caixa, Nossa lanchonete, Pesqueiro no teu tanque... Tanta coisa, Coisa de Vó, No teu último suspiro, Em mim foi quase um tiro, A saudade aperta, A lágrima é certa, Nunca irá existir outra como a Senhora, Apavora... Nossas idas à praia, As caminhadas pegando as conchinhas enquanto o sol ainda preguiçoso raiava, E você lá comigo, Meu abrigo, Só pra me fazer sorrir, Me ensinou o que é o sentir, E sinto você na minha estrada, Seus pezinhos marcados na areia, Unhas sempre feitas, Vermelhas, Me dizia que eu era seu ouro, Um tesouro, Porque ela tem coração de criança, Ela é minha Avó, Ela é Constância, Essa foi a minha infância.

⁠⁠Eu nunca fui cilada, Só nunca fui amada, Por isso, acordava com você na madrugada,
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⁠⁠Eu nunca fui cilada, Só nunca fui amada, Por isso, acordava com você na madrugada, O seu amor, De cara me salvou, Me rompeu, Em mim extravasou, E de repente pôs em mim tanto terror, Botou minha vida num liquidificador, Eu não estava errada, Só nunca fui amada, Por isso, acordava com você na madrugada, Eu não desisti, Só não consegui, Por cima dos meus princípios se esvair, Fugi, Cansei, Eu já te falei, Nem só de amor sobrevive minha lei, Eu não estava errada, Só nunca fui amada, Por isso, acordava com você na madrugada. Me desculpe você era minha gata, Eu sei, Só lamento, Eu te avisei que haveria rompimento.

⁠Tia Ci, Sinto sua falta, Sinto saudades,
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⁠Tia Ci, Sinto sua falta, Sinto saudades, O que mais odeio no pai, foi o que mais herdei, A covardia... Sinto saudades das tardes de domingo, Do carinho no pé, Na sua barriga, Onde nem a Kelly já tinha nascido, E já amava como melhor amiga, Te amo, Em todo raiar do dia, Lembro de você, Dos jogos com o Lê, De vídeo game ou até o jogo roubado no par ou ímpar da foto... Estou chorando hoje , Como chorei naquele dia de reação errada no elevador em São Paulo, Sou omissa, Mas, Te amo muito. Você é mãe pra mim também, tenho medo de te perder e tô perdendo, por omissão... Você, o Lê, a Kelynha desde sua barriga, saudades de ser chamada de Gui... Por vocês... Amo demais, Me perdoa, Mas, tô morrendo de saudades.

⁠Sou o tempo, Sou o vento, Posso ser a lenta brisa da sua janela em tarde ensolarada de primavera,
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⁠Sou o tempo, Sou o vento, Posso ser a lenta brisa da sua janela em tarde ensolarada de primavera, Posso ser o tempestuoso, O céu mais azul de Floripa, O mais cinza de Curitiba, Meus relâmpagos, São a marca do cronológico, Entre dores e amores, Minha dualidade me distrai, Corrói como ácido das entranhas do meu ventre, Ultrapassa, Leva tudo embora, Ciclone extra tropical, Frangalhos, Retalhos, Do não sei quem sou, Mas, sei quem quero ser, Sua, Em teus braços de mar do sul, No verde dos teus olhos de lagoa da conceição, Meu coração se expande, Amantes, Amadas, Reciprocidade, Água em fogo, Furacão, Isso é, Câncer e Escorpião. Letícia Del Rio.

⁠Monólogo do vazio. Tudo desmorona, quando o ego vem à tona, Minha Alma em estilhaços,
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⁠Monólogo do vazio. Tudo desmorona, quando o ego vem à tona, Minha Alma em estilhaços, Lábios se fecham, Se calam, No escuro da dor do vazio, Sozinho, Sou escrava de mim, Dos meus pensamentos, Lamentos, Tormentos, Não me aguento mais, Não sei como correr atrás, Só queria fugir, Desse mundo insípido, Insosso, Covarde, Vadio, Miserável, Intragável Que me esmaga todo dia, Sem alegria, Minha única companhia, Canta e papel... Como sempre, Um nada.

⁠Charadas em letras, Codinomes, Borboletas,
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⁠Charadas em letras, Codinomes, Borboletas, Sinais de um Amor criptográfico, A resistência existe, Ultrapassa o prazer, De te ter, Mas, não poder, Segundo a lei dos outros, Jogando a culpa em si mesmo, Sem ter, Só de ser, Simples de entender.

⁠Meu só se dá na insuficiência da presença, Sinto falta de um vocabulário mais rebuscado, Me trava,
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⁠Meu só se dá na insuficiência da presença, Sinto falta de um vocabulário mais rebuscado, Me trava, Prefiro a ausência, Muitas vezes, Me apego à pessoas, Coloco-me no bolso, Não ouço, Dor ao sentir, Só vai, Tudo e todos, Eu continuo só, Dentro dos meus pensamentos, Só lamento me sobra.

⁠A vida me passa, Como corte de estilete, Estilhaço,
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⁠A vida me passa, Como corte de estilete, Estilhaço, Fere, Sangra, Dói, Machuca, Mas, não mata, Cicatriz, Falta o ar, Nesse mar que teimo em me afogar, Enquanto a vida passa, A passos de formiga naquilo que corrói, Trem bala naquilo que constrói, Preciso de chão, Fixação, Boia, Salva-vidas, Vivo perdida, Na mente um caos, No dia bagunça, Arrependimento dos dias não vividos, Dos cursos inacabados, Das oportunidades perdidas, Queria voar feito pipa, Sei bem voar, Mas, toda pipa tem alguém à quem puxar, Queria ser eu à dominar esse fio do asfalto.

⁠Eu não gostaria de ter nascido assim, Absoluta em dores, Preferia ter me fartado em amores, Não consigo fugir do meu eu, Minha intensidade me corrói,
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⁠Eu não gostaria de ter nascido assim, Absoluta em dores, Preferia ter me fartado em amores, Não consigo fugir do meu eu, Minha intensidade me corrói, Ácida que sou, Preciso do neutro, Caminho do meio, Centro, Necessito de alento, Aquietando a alma no silêncio, O meu próprio, Meu Mundo, Desacelero, Aí acerto, Vida que quero. Letícia Del Rio.

⁠O que acontece? Quando o mundo dos sonhos se mistura com o real? Mas, o que seria natural?
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⁠O que acontece? Quando o mundo dos sonhos se mistura com o real? Mas, o que seria natural? Talvez o mundo dos sonhos não seja assim tão desconexo, Alelo, Um paralelo, Um paradoxo do Multiverso chamado subconsciente, Nossa Intrínseca caixa de pandora, Que aflora, Vem pra fora, De maneira exuberante, Irritante, Complexa demais, Sem mais, Na bagunça do ser um Ser.

⁠Nostalgia. Mar, Quando ouço tua voz,
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⁠Nostalgia. Mar, Quando ouço tua voz, Sinto teu cheiro, O barulho do silêncio, Imensidão, Vasto azul, Oceano, Nuvens rabiscadas, Pincel rebuscado do Criador, Aliás, Lá não existe dor, Prazer e brisa são comparsas, Presença que marca, Os pelos arrepiam ao calor como um abraço, Sinto-me Tua, Nada sou,, Embora seja Tua, Partícula, Particularidade, Tua. Universo. 1 ago.21

⁠Não acredito em verdades absolutas, Acredito sim, Em projeções,
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⁠Não acredito em verdades absolutas, Acredito sim, Em projeções, Aquilo que vês em mim é apenas uma projeção do que sou... Vice e versa, Nenhum mal,. Nenhum anormal, As diferenças são o que nos torna humanos, E isso me fascina, Entendo, Amo, Mas, Sou melhor com palavras escritas... Não ditas, Digo mal, Escrevo bem, Gostaria que as pessoas fossem feitas de palavras.

⁠Monólogo do eu. Porquê? Nunca, do nunca há satisfação?
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⁠Monólogo do eu. Porquê? Nunca, do nunca há satisfação? Meu eu é implícito no ser... Tropeço em qualquer distração, Ímpeto do meu ser, Só sei que nada sei... Fazer é meu eu em metáforas, Incomplexão do incomplexo, Intrínseco, Foda. Né? Mato ou desmato? No mato! Incomplexão do ser. Eu mesmo no mesmo... Desconexo, Do ímpeto do ser.

⁠Eu amo, Mas, Como ama o Amor?
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⁠Eu amo, Mas, Como ama o Amor? Do tipo sem dor? Descubro agora, O que é ser feliz? Se não entender aquilo que me faz assim? Todos as nuances, Os aromas, Até mesmo os hematomas da vida, Sabores, Dores, Amores, Histórias, Explodem... Dentro de mim, Aprendizado, Crescimento, Esse é meu alento.

⁠Incansavelmente. Perfume no ar, Tua pele branca,
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⁠Incansavelmente. Perfume no ar, Tua pele branca, Macia, Me incendeia, Em teus seios meu abrigo, Acalento em meio às tuas pernas, Me delicio com o sabor do teu prazer na minha boca, Enquanto ouço teu gemido como música aos meus ouvidos, Com você quero tudo, E ao mesmo tempo fazer nada, Em nosso leito quente de amor, Carícias e suspiros, Tuas mão em meu cabelo, Meus dentes na tua nuca que descem pelas tuas costas, Os pelos arrepiam enquanto puxo teus cabelos, Me vejo dentro de ti no espelho dos teus olhos verdes, Me encanto no teu sorriso farto, Te amo incansavelmente.

⁠Almejo aquele dia de sol, A brisa quente que encosta na pele como o calor de um abraço, O gosto do sal no corpo,
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⁠Almejo aquele dia de sol, A brisa quente que encosta na pele como o calor de um abraço, O gosto do sal no corpo, O azul do céu encontrando o mar, Do nascer do sol, Até o alaranjar do entardecer, E quando ele se pôr, A lua cresce imponente, Seu reflexo clareia aquele barquinho atracado na ilha, Serenidade e paz, Todo o bem que isso trás, Coração quente, Mãos dadas, Nosso vinho, um violão, Isso sim é um dia bom.

⁠Um bloqueio absurdo me contém, Não que seja refém de outrem, O tempo me abstrai do gosto,
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⁠Um bloqueio absurdo me contém, Não que seja refém de outrem, O tempo me abstrai do gosto, Não gosto, Sinto falta do ócio, Que nunca mais vem, Deitar na grama, Esquecer que se precisa de grana, Não se obrigar e sorrir, Sem cronômetro para sentir, Presa num aquário de gente, O futuro me observa, Sem reserva, Sem respiro, Apenas um tiro, Direto para o que interessa, A pressa de poder ter uma vida melhor, Na dualidade de dar meu tempo para no futuro ter mais tempo, Hora essa... Faz sentido essa peça?

⁠Minhas memórias são coloridas, Nem preto nem brancas, Tampouco cinzas,
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⁠Minhas memórias são coloridas, Nem preto nem brancas, Tampouco cinzas, Adormecer é meu rememorar em sonhos, Nunca opacos, Sempre lúcidos, Me enlouquecem, Me destroem, Me enaltecem, Alertam, Ensinam por osmose, Citose, Cresço ou desapareço, Amortece, Adoeço em insônia do saber, Sem querer sofrer, Por ser, Por não ser, Na cobrança que é viver, Sendo eu, Sendo você, Qual é que vai prevalecer?

⁠Novamente digo, A ignorância é uma dádiva, Quanto mais sei,
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⁠Novamente digo, A ignorância é uma dádiva, Quanto mais sei, Mais almejo, Isso me sufoca, A ponto de eu desejar nunca ter estudado nada para me acomodar com aquilo que já tenho, Mas, não dá, Saber é um incomodo diário, Desnecessário, A caixa pronta era mais fácil, Porém cresci a ponto de não mais pertencer a ela.

⁠Monólogo da ausência. A verdade é que não sei viver, O mais fácil mesmo é se esconder,
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⁠Monólogo da ausência. A verdade é que não sei viver, O mais fácil mesmo é se esconder, De mim, Dos outros, Viver vestida de sorrisos vastos, Assim como as incertezas são, Trocando sim pelos nãos, Porque? A vida acontece sem a gente querer? A maior parte das escolhas, Independem realmente das nossas próprias, Vivemos numa algema de dinheiro, De sociedade... Sei que nem tudo é maldade, Mas, Ensurdecidamente, Ela envaidece, Os seres humanos, Como semente plantada, Cresce e floresce em dor, No coração de outras pessoas, Tão humanas quanto ela... Então, porque isso acontece? Essa verdade me entristece, Muita gente padece, Adoece, Enquanto a esperança permanece, Quero ser a mudança, Permanecer em Constância, Escopa de quinze. Alegria em viver, Prazer em conhecer.