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Frases de Letícia Del Rio

642 frases

⁠Sempre remédio, Despejar a Alma em versos, Doses homeopáticas do meu eu,
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⁠Sempre remédio, Despejar a Alma em versos, Doses homeopáticas do meu eu, Derramadas em papel e caneta, Como quem segura a calda de um cometa, Viajando em Universo intrínseco, Transformando palavras em cores, Se esvaziando de todas as dores, Transbordando de si.

⁠É pedir demais? Querer alguém que se ponha no seu lugar? Que não grite,
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⁠É pedir demais? Querer alguém que se ponha no seu lugar? Que não grite, Que não imponha limites tentando mudar quem se é, Que receba de braços abertos, Porque eu tenho assim os meus, Que nos dias mais tempestuosos seja abrigo, Não mais um motivo de solidão, A pior solidão que se dá na companhia, Na má interpretação de palavras, A tristeza que vem da alma, Da ferida de uma palavra mal dita, Estou cansada de ausências, De tomates que se fazem de maçã, Da dor das escolhas erradas, Dessa falta de paz, Aliás... Não sou boa com escolhas, Gostaria de me colocar numa bolha, E poder viver em paz, Sem leva e traz, Sem gritos, Sem ruídos de palavras Mal Ditas, Mal escolhidas, Vazias e em vão, Me dando vontade de ir... Sem insistir, Falta coragem, E eu deveria seguir.

⁠Relacionamentos sempre são conturbados eu sei, Mas, logo ela, Que me dizia que eu nunca soube o que é ter um relacionamento normal, me fazer o tal...
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⁠Relacionamentos sempre são conturbados eu sei, Mas, logo ela, Que me dizia que eu nunca soube o que é ter um relacionamento normal, me fazer o tal... Não sei, Não sei o que esperar da vida, Rasga, Feito feridas, Abertas, Nunca há cicatrização, Nem vitimismo, Incidem, Revivem, Em outras histórias, Os mesmos lamentos, Do dia em que te pedi em casamento, E você não aceitou ser amada.

⁠Sinto saudade, Do tempo da liberdade, Parece que foi ontem,
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⁠Sinto saudade, Do tempo da liberdade, Parece que foi ontem, Num hoje tão diferente, Sinto falta de gente, Como diria Vinícius: "A vida é a arte do encontro, ainda que haja tantos desencontros pela vida" Essa pandemia trouxe o desencontro, Mas, a vida ainda insiste, E vamos nos encontrar, Pois, a vida é essa arte, Do encontro, Dos abraços apertados, Dos beijos ainda não dados, E das noites mal dormidas de reencontro de saudade, Saudade essa daquilo que ainda nem vivi, Foi interrompido, Mas, creio que um dia será cumprido.

Lembrei-me de ti, Lembrei-me de nós, De nossos planos,
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Lembrei-me de ti, Lembrei-me de nós, De nossos planos, Do desejo mais profundo, Desejo de mudar o mundo, Usando formato de letras, As mais belas canções, Nosso motorhome, Viajando o planeta, Em paisagens mais lindas, Inimagináveis, Respirando à cada segundo, A doce flagrância da paz, Entre nós, Nossa arte, Enchendo os pulmões, Não existiria sorte, Seria Amor, Em todo beijo de bom dia, No cheiro do café coado, Nos pés descalços na areia, Com o céu mais azul do mundo em beira do mar... Consegue imaginar? Um pedaço de Amor contido num todo de paz? Então, Pinto nosso Amor nesse verso, Pro céu endereço, Num desejo mais profundo, Que a cada segundo e num piscar de olhos, Que possamos estar juntos, Como nessa pintura, Com a tinta em versos.

A saudade me aperta, Como a inversão de um abraço, O abraço aquece,
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A saudade me aperta, Como a inversão de um abraço, O abraço aquece, Me conforto em teu braços, Sinto teu toque, Tua pele, O cheiro doce, Me envolve delicadamente, Enquanto nossas bocas se tocam, De leve, Sutilmente, Involvemo-nos mutuamente, Embriagando-nos em oxitocina, Assim, cresce o amor, Como semente, Que aquele dia você me plantou, Em sorriso, Gesto, E hoje a saudade aperta, Como um abraço invertido, Não aquece, Esfria, Esvazia, Não sabe a falta que me faz.

Quero deitar-me contigo, Arrancar-te suspiros, No balanço de nossos corpos entrelaçados,
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Quero deitar-me contigo, Arrancar-te suspiros, No balanço de nossos corpos entrelaçados, Ser seu melhor cobertor, Até que adormeças em meu peito, Derramando-me seus longos cabelos sob meu corpo nú, Amo seus cabelos longos, Invadindo meu rosto, Descendo delicadamente em cada partícula do meu ser, Enquanto tua boca desliza pela pele, Como brisa leve de primavera, Calor do sol, Envolve-me como um abraço apertado, Cheiro das flores revoam o ar, Você é a mais bela, Entre elas, Eu seu jardim, Eu junto à ti, Você junto à mim.

Monólogo do Amor incompreensível... O Amor é sofredor? Pode acaso esse sofrimento?
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Monólogo do Amor incompreensível... O Amor é sofredor? Pode acaso esse sofrimento? O Amor se tornar em lamento? O peito hora cheio de magia, Se tornar em agonia? Como pode o verdadeiro Amor se acabar? Seria mesmo esse verdadeiro? Ou uma simples dança? De duas crianças aprendendo à caminhar? Onde caindo, tenta o outro levantar, Não faz sentido, Procuro abrigo, Não faz sentido, Talvez eu não seja esse abrigo, Então, como posso almejar o que não sou, Mas, afinal, Quem sou? Além de um poema inacabado? Compreensão não é minha razão, Sou um ser em movimento, Querendo o bem, Fugindo do tormento, Amando, Sem saber amar, Vivendo sem saber viver, Invisível como o vento, Mas, se pode me sentir a presença, Leve como brisa, Ou intensa como uma tempestade, Eu sou a própria tempestade, Por isso, necessito descansar nos braços da calmaria, Da paz, A pressão me faz implodir intrínseca, Explodindo em fuga, Então, Recomeço, Refaço, Faço estrago, Por onde passo, Mesmo sem querer, Um lamento, Um aviso, Um momento.

Se eu tivesse meu violão, Sobre a solidão cantaria, Como uma noite escura,
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Se eu tivesse meu violão, Sobre a solidão cantaria, Como uma noite escura, Candieiro apagado, O frio invade o coração, O corpo, A Alma, Meu sobrenome se torna vazio, O interruptor das idéias, Foi interrompido, Não tenho controle, Apenas derreto, Em lágrimas, Em saudade, Sem chances e sem possibilidades, A incerteza toma conta, É uma conta a ser cobrada, Num mundo sem destino, Sou clandestino, Peito aberto, Tiro da vida, Sem saída, Buraco negro, Solidão.

Os acordes que brotavam dos dedos daquela moça, Me faziam esquecer de todas as dores do mundo, Sua voz,
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Os acordes que brotavam dos dedos daquela moça, Me faziam esquecer de todas as dores do mundo, Sua voz, Como num canto de um anjo, Arrepia o corpo todo, Faz chorar, De alegria, Uma sensação profunda, Um clamor, Uma oração, Me leva ao profundo, Ao hipnótico, Ao fazer dançar a Alma, Doce e suave, Levitar.

Penso em você, Como ponteiro de relógio, Voraz,
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Penso em você, Como ponteiro de relógio, Voraz, Bateria infinita, Onde cada segundo suspira tua ausência, Lembro do gosto, Cheiro, Textura, Ainda do que não tocado, Estado hipnótico, Loucura Platônica, No calor do teu Corpo, Teu Amor em arrepios, Calafrios e sensações inéditas, Mesmo com a minha idade, Com você é tudo novidade, É voraz, Devora, Tipo Chapeuzinho x Lobo Mau, Intensidade, Me submerge no oceano que é você, Às alturas, Na astronave do teu Amor.

Sei, Bem sei, Perfeição não mora em mim,
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Sei, Bem sei, Perfeição não mora em mim, Eu calo demais, Tenho minha paz, Mesmo em meio o caos, Nada tenho à oferecer, Além do meu viver calmo, Que te acalma, Além da Alma, Eu vim trazer-te um pouco de silêncio, Ao seu grito de socorro, Um jeito, De mudar seu jeito, Cheio, Em meio ao vazio, Do Universo do seu ser, Onde eu admiro cada estrela, No planeta do seu corpo, Em forma de pintas, Aprecio cada uma delas, Cada toque, Cada pedaço, Todo seu cheiro, Que me entorpece, Enaltece, Mergulhando-me, Cada dia mais no teu Universo, Universo de Alma, Universo paralelo, Psicodélicamente em cores, Sabores, Suspiros, Entre gritos, silêncio, beijos, suspiros e defeitos, A gente se embala, Se orienta, Se aguenta, Até que tudo vira música, Uma linda canção de Amor.

Sorria, O teu sorriso é o quebrar do silêncio, Transforma o choro,
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Sorria, O teu sorriso é o quebrar do silêncio, Transforma o choro, O lamento, Num abraço, Farto, Sem precedentes, Alma quente, Calor, Nos teus braços, Teus abraços se encontram, Carinho, Nada mesquinho, Doação, Satisfação, O prazer foi todo meu, Em conhecê-la, Ler-te, Como um livro bom, Daqueles que se relê em breve, Sem pressa, Com uma taça de vinho na mão, Porque nada acontece em vão.

⁠Disfarço olhares, Ao olhar para aqueles pares, Em pares de pares,
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⁠Disfarço olhares, Ao olhar para aqueles pares, Em pares de pares, Entre olhares, De mãos dadas, Na calçada, Ou em qualquer outra parte da cidade, Ainda que para isso, não haja funcionalidade, Só a felicidade, Do não desgrudar, Amor na palma da mão, Daqueles de perder o juízo, De noites mal dormidas, Um grude que é! Sem tropé, É vontade de se estender em qualquer lugar e fazer um colchão de corpo, Enebriado, Cheiros, gostos e toques, Como quem tem o prazer de dançar na cozinha, Ao som da vitrola, Tocando Bossa Nova naquele Ap de praia no oitavo andar, No centro de Floripa, Amor de Pipa, Voa no ar, Sem se dissipar, Mas, se perdeu no meio do mar, Naufrágio no Campeche, A alma se perde, Nunca mais se reveindicou, Amor louco amor, De navio partiu meu amor, E minha alma em si naufragou...

⁠Eu só queria ter meu tempo, E com ele a leveza do vento, Meu lar,
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⁠Eu só queria ter meu tempo, E com ele a leveza do vento, Meu lar, Meu momento, Parado no tempo, Entre meus livros, Reflexão... Um freio nesse mundo louco, Uma taça de vinho, Um disco na vitrola, Nada para dar bola, No oitavo andar do meu apartamento, A leve brisa, A rede balança, Meus cabelos em quase uma dança, O cheiro de banho tomado, Ninguém do meu lado, Meu espaço, No Amor da minha companhia me enlaço...