Canção Cuiabana
Em versos poéticos de amor
Frases perfeitas de sonoridade
Igual a notas da viola de cocho
Deliciosas rimas como os sabores cuiabanos
Cuiabana... De meu coração...
Cuiabana... minha emoção...
Linda poeta, proseada enluarada
De versos e canções
Cuiabana o som ao longe corre as veredas
Das águas claras mato-grossenses
Cuiabana...
Meu grito solto ao vento
Aparece-me um alento os carinhos teus...
Tantas aves, flores e cores nos prados de Cuiabá
Cuiabana é a minha canção
Dos trens e fronteiras
Das horas matreiras dos campos gerais...
Das chapadas, céu azul, belos animais...
Cuiabana... De meu coração
Cuiabana... Minha emoção
Bela morena... Formoso peão
Essa canção cuiabana vou a cantar
Estrada sem fim ou se no fim, irei gostar
Se todas as estradas dessem em Cuiabá...
Leticia Andrea Pessoa
Don Juan - Esse poema é em homenagem ao meu querido amigo Don Juan Castelano
Don Juan
Olha-me em meus olhos
Que de tão puros, agora são em perdição
Abraça-me, como sol do deserto
Quente
Sedutor
Transforma-me em teus poemas
Faça-me a tua poesia
Traduza-me para que me entendas
Olhando assim o teu rosto angelical
Jamais se imagina o perigo de seu toque
És armadilha do destino
És sombra em dias de verão
És sonho
Jamais ilusão
Queira eu poder em teu caminho cruzar
Um abraço
Um sorriso
A me conquistar
És Don Juan de letras algozes ou heróicas
És simplesmente
Don Juan Castellano...
Hoje evocarei Lilith
Vestirei-me de teus beijos
Compadecerei-me de teus apelos mais mundanos
Escutarei tuas palavras ao meu ouvido
Palavras de amor
Ou palavras nem tanto audíveis
De outra forma não autorizaria
Apenas recusaria pelo meu pudor
Mas hoje estou tomada por algo não tão bom
Hoje me permanece um ser estranho
Não tão enfadonho como costumo ser
Te surpreenderei com meus gestos
E a ti nem os protestos me farão parar
Não adiantará pedires para que eu pare
Que eu deixe você respirar
Hoje quero você dominado
Calado a me escutar
Só te direi uma só frase
Depois vou te amar
A frase é ´´ Eu te amo``
O resto é por conta dessa louca que há em mim...
Leticia Andrea Pessoa
Meus desejos
Meus desejos são inconfessáveis
Indecifráveis
Meus desejos são como animais ferozes
Atrás das grades precisam ficar
Como um louco, insano
Trancado precisa estar
Eles possuem garras fatais
Dentes mortais
São monstros horrosos
De feições grotescas
Mostram-se muitas vezes belos
De perfumes inebriosos
Mostram-se sedutores e muito calientes
Mas necessito mantê-los trancafiados
No fundo de minha mente
Nos labirintos de minha alma
Te peço deixe-os em paz ...
Leticia Andrea Pessoa
A rosa e a mulher
Uma é perfumada
A outra se perfuma e sai
Uma é tão bela que os pássaros atraem
A outra de beleza igual à primeira
Atrai apaixonados, poetas e sonhadores
Uma tem cores esplendorosas, inebriantes
A outra faz as cores se inebriarem, se faz arco-íris
Um apesar de tão bela possui espinhos aguçados e agudos
A outra como a primeira
Tão bela como a primeira
Tão perfumada quanto à primeira
Tão colorida quanto à primeira
Possui espinhos vorazes como a primeira
Espinhos pontiagudos, venenosos
Capazes de ferir mortalmente quem os toca
Crescido em seus momentos de tristeza e solidão
Mas nada a temer...
Pois esses espinhos se tirados com cuidado
Terás a mais bela flor do jardim
Ea mais amada mulher até o fim...
Leticia Andrea Pessoa
As avessas
Tantas vezes sonhamos com o príncipe encantado
Montado num cavalo branco
De crina comprida
De cavalgar suave
Que venha nos libertar de nossos pesadelos reais
Um príncipe tão belo
Tão encantador
Um conto de fadas perfeito
Tornando-nos rainhas de seu reino
Princesas maravilhosas...
Mas o príncipe está do lado
Nem tão belo
Sem cavalo...
Mas se observarmos bem direitinho
Dentro do ogro há um homem divino
Meio xucro
Às vezes de patadas a tratar
Mas é o príncipe da vida real...
Leticia Andrea Pessoa
O relógio marca a vida constantemente sem cessar
Marcam segundos
Minutos
Horas a passar
Se o tempo parasse...
Ah se o tempo parasse
Queria que parasse no instante em que te vi
Aquele mágico instante
Em que me deparei com teus olhos
Perdendo-me como se perde em um oceano tão profundo
Esses teus olhos verdes...
Ah esses teus olhos verdes...
Como eu dizia,... queria que o tempo parasse nesse instante
Que parada fiquei a te olhar
Vendo-te passar devagar, aos poucos
Fui me curvando...
Dobrando a rua atrás de ti
E assim sumiste ao fim...
Agora fico imaginando aquele momento
Em que por ti me apaixonei...
Leticia Andrea Pessoa
Versos ao ídolo - Ao meu ídolo Elias Matogrosso
Olho-te aqui tão distante
Me perco no teu olhar a todo instante
Amado meu á distancia permaneço a observar
És como estrela em noite enluarada
Que jamais pode se tocada
És canção na viola ponteada
As canções assim evocadas a um amor
Amor onde jamais se fará moradia
Pois não tenho essa ousadia
Em realmente te amar
Apenas te observo em teu mundo
Alguém em que meus pensamentos caminha
Viaja a me faz sonhar...
Sou alguém caro amor,
Que tão distante fica de ti
E que apenas quer sentir
Essa admiração a me inspirar...
Leticia Andrea Pessoa
Alma Perdida
Ensurdeci com meu choro contido
De uma alma perdida
Entre os mundos em fim
Calei-me diante dos tribunais celestes
Onde me condenavam por te amar demais
Amarrei meus gestos que eram amplos
Troquei-os pela cabeça baixa
Assumindo meus erros...
Mas diante de Deus confessei,
Que matei meu coração, sufoquei-o, arranquei sem dó...
Pois só assim iria conseguir sobreviver á paixão;
Mas agora vivo vagando
Perambulando pelo mundo na escuridão
Apenas uma alma corroída
Perdida nos caminhos onde percorri contigo...
Só me restaram as lembranças,
Do teu sorriso bonito
Do teu corpo maldito
Que fez pecar , que me fez perecer
Mas se eu tivesse uma chance novamente
Renascer suavemente, nesse mundo cruel
Faria tudo de novo
Procuraria-te sem pensar
Entregaria-me outra vez, iria te amar...
Pois não me arrependo de nada do que fiz
Apenas te amei
Pena que você não me quis...
Leticia Andrea Pessoa
Never say goodbye
Nunca diga a palavra Adeus
O amnhã não o conhece
Permaneça assim adiando tuas promessas
Adiando teus sonhos
Guardando-os na alma
Nunca diga adeus
Nunca, palavra forte demais para ser dita
De qualquer maneira
Solto ao ar
Nunca diga adeus...
Diga até logo
Até mais
Pois nessa vida sempre nos encontraremos
A carta
Estou indo embora
Hoje decidi ir embora
Decidi te deixar
E contigo as lembranças tristes
As noites passadas a te buscar
Apenas te tinha em meus pensamentos
Porque a tua presença não se fazia nos momentos
Nos momentos alegres e nem tristes
Teu corpo aqui, mas teus pensamentos não em mim
Por isso hoje decidi
Decidi partir...
Arrumei minhas malas com apenas o que tinha quando cheguei
Não levo nada a mais, nem mesmo você...
Fecho a casa, assim como fecho meu coração
Tranquei as janelas
Arrumei a cama
Ah! Tem um café quentinho a te esperar
Deixei tudo certinho, arrumadinho
Como você gostava de ver
Quando você ler essa carta
Estarei tão longe que não dará mais tempo de me buscar
Fique bem
Seja feliz...
Um beijo, o último beijo ontem já te dei...
Sei que vais estranhar essa minha decisão
Pois tudo ao teu ver era perfeito
Mas não dentro do meu coração
Saio da tua vida para ser feliz
Desejo que assim sejas também...
Não te quero mal, vou mais além
Sei da moça por quem te apaixonaste
Não mentes tão bem...
Sei de tudo há anos
Mas só agora me decidi
Abro a porta de minha gaiola
Voarei...
Rumo à felicidade
Mais uma vez fique bem...
Beijos
Adeus
De quem sempre te amou.
Acordo
Te amar eternamente foi um acordo que fiz com o meus destino
Com o meu caminho bem traçado
Em linhas fortemente amarradas aos trilhos de um trem
Um trem que sempre passa na mesma estação
Nunca para , sempre segue em frente com você a bordo
Parei de brigar com o tempo , de me estapear com o vento
Decidi não enfrentar mais a tempestades das minhas lágrimas
Se chove aqui dentro , que chova , não abrirei o guarda chuva do bom senso
Em falando em bom senso , isto é algo que deixei de ter faz tempo
Simples como 1+1
Claro como água
Certo como chuva de verão, que vem no fim da tarde e logo vai embora
Batalhar contra as próprias vontades internas
Apenas me trás mais tristeza
Então irrevogavelmente decidi...
Assinei um contrato com meu destino
Eu assinei e ele também
Assinado e sacramentado perante minha saudade...
Percepções
Percebo tuas mãos ainda marcadas em meu corpo
Sinto ainda teu perfume colado em minha roupa
Ouço teu pés no chão , caminhar sobre meu quarto
Ainda sinto tudo
Tudo em minha volta
Cada movimento , cada palavra
Dita nos nossos momentos de carinho
Lençóis amassados
Roupas jogadas
Em minha mente tudo permanece no mesmo lugar
Embora nosso quarto esteja todo arrumado
Mas fecho os olhos e ainda vejo
Nossa última noite de amor
Maravilhoso amor
Tantos delírios
Sussuros , gemidos
Tudo guardado aqui no cantinho dos meus olhos...
Era uma vez!
Na minha infância
Eu era princesa do mar
Eu era rainha dos reinos da fantasia
Já fui Cinderela
Branca de neve
Chapeuzinho Vermelho
Já voei com Peter Pan
Já fui a Sininho
Também fui Emília
Também a Narizinho,
No reino das Águas Claras...
Hoje só tenho a lembrança
Do tempo em que eu era criança
Eu que já fui sereia, princesa do mar
Meu sapatinho de cristal se quebrou
Minha capa vermelha desbotou
Meu Peter Pan envelheceu
A Sininho de dentro de mim, já não tem mais o pó de pirimpimpim
A Narizinho ao botox se rendeu
O Reino das Águas Claras escureceu
Tudo passou
Eu cresci...
Tudo só é maravilha no país da Alice...
Meu caminho
Sigo o mesmo caminho todos os dias
Tendo sol como companhia
Sigo assim...
Mesmo sem nuvens
Mesmo com chuva
Com pássaros
Ou sem trevos
Com flores
Ou sem espinhos
Apenas sigo
Meu caminho tão só
Se quiseres me acompanhar, eu aceito
Mas não espere diálogo
Nunca falo...
Se não quiser, entendo
Eu jamais interpelo...
Sigo assim...
O caminho
Eu
E minhas considerações...
Emoções , vontades
Sonhos e realidades
Em minha estrada a fora...
Monóloga
E eu fico aqui.
Desnorteada por teu amor
Aqui largada , jogada...
Simplesmente sem sentidos pela tua paixão
Fico aqui a me doar
Doar meu amor
Meus sonhos
Meu corpo
Sempre aos teu desejos
Aos teus instintos...
Mas não quero mais ser teu brinquedo
Não quero mais ser teu objeto
Que usas e jogas fora
Tenho alma , tenho espírito
Não quero mais esse amor
Assim unilateral
Solitário
Monólogo...
Não permitirei mais que você
Me use assim
Me abuse assim , por noites afio
Por anos sem fim
Pois se que não me amas
Apenas transbordas em mim teu prazer animal
Não quero mais você
Não quero mais a mim assim
Desse jeito pra mim , eu não te amo mais...
O Guarani
Peri ama Ceci
Isabel ama Alvaro
Que ama Ceci
Peri índio goitacá
De olhar profundo e de fidelidade voraz
Um amor no meio de uma batalha
Ganancia de Don Loredano
Tal como a obra Shakespeariana
Isabel e Alvaro morrem juntos...
Mas o ataque dos Aimorés
Fará a casa de Don Antonio sucumbir
Ele entrega Ceci a Peri
O batiza como cristão
E assim se vão
A casa de Don Antonio se acaba numa explosão
Mas o tal amor ainda iria passar
Por algumas provações
Num tempestade viu Ceci tudo acabar
Mas Peri indio valente pede pra Tupã os guardar
E á sombra da lenda de Tamandaré
Peri numa palmeira faz canoa
Descem o rio e água se escoa...
Perpetua-se o amor
De Peri por Ceci...
Baseado na obra de José de Alencar - O guarani
Liberte-me
Não me prenda
Não me aprisione em tua vida
Não nasci para ser engaiolada em teus temores
Não preciso, nem posso ficar ao teu lado com um bibelô
Não me prenda em você
Desacorrente-me para que eu possa voar
Você já me machucou demais cortando minhas asas
Deixando-me ao teu lado triste assim...
Deixe-me voar
Voar para longe, onde haja sol
Onda haja um lugar para que eu seja quem realmente sou
Deixe-me viver em outros sonhos
Deixe-me descobrir outros horizontes
Vivo alçar vôos tão longos e felizes
Vivo a sonhar com um céu azul, vento batendo em minhas asas
Tudo em sonho, em pensamento...
Eu te peço... Me deixe voar
Nasci pra ser livre
Nasci pra ser feliz
Abra minha gaiola, me deixe sair, cantar
Sou pássaro ferido
Sou ave tão só...
Esqueçida
Agora me esqueces num canto
Como algo passado
Algo que se perdeu
Algo que foi trocado por outra mais interessante
Esqueces assim que já te fiz feliz
Esqueces hoje que já fiz parte de teu presente
Esquecestes de tudo
E agora me jogas num canto
Ali ao lado das fotografias velhas e antigas
Junto aos livros empoeirados, amarelados pelo tempo
Agora faço parte de teu esquecimento
Aceito, entendo e assim sigo minha vida
Um simples detalhe passado despercebido...
Amandy
Chove na terra dos Guerreiros Caingangs ...e Tupã estronda ao fundo...
Grita , e se faz o som do tambor da Nação Krenak
O grito que vem do céu , ecoa pelas terras do rio do Aguapeí
Corre a água das nuvens , molhando o chão idealizado por Souza Leão
Ilumina-se a Alta Paulista !
Os raios cortam , refletindo o Machado de Xangô...
Levante-se Tupã , ante a chuva que cai
Abençoando as plantações...
Leticia Andrea Pessoa
" O mal é senão um bem que ainda não foi polido ...Assim como um diamante bruto , precisa de polimento ...
Cabe a nós polir o mal bruto e transformá-lo em um bem diamante!
Portanto o MAL não existe , basta o polir e ele se transformará em um BEM !"
Leticia Andrea Pessoa