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Frases de Leonardo R. Pessoa

243 frases

Mesmo com o céu escuro, a lua ainda é a mesma. E
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Mesmo com o céu escuro, a lua ainda é a mesma. E sempre há uivos calados dos que sabem bem o que perderam. Hoje, ouço um lobo sem matilha. Desesperado, pedindo a lua que apague suas memórias.”

Quantas horas alguém leva para ser expert num assunto? Foram milhares as horas que dediquei ao meu silêncio. Hoje é a língua que possuo maior fluência.
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Quantas horas alguém leva para ser expert num assunto? Foram milhares as horas que dediquei ao meu silêncio. Hoje é a língua que possuo maior fluência. Descobri que quando a boca cala outros sentidos se sobressaem. Os olhos começam a traduzir os lábios, o olfato passa a beijar o tato, os ouvidos leem a voz. Foi assim que fiz poesia meus sentidos.

"No pódio olímpico apenas um leva o prêmio. Porém no pódio da vida todos podem ser coroados vencedores, mesmo aqueles que chegaram por último, pois na vida não competimos uns contra os outros para ver quem vai chegar na frente, mas contra nossos próprios limites e sombras, simple…
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"No pódio olímpico apenas um leva o prêmio. Porém no pódio da vida todos podem ser coroados vencedores, mesmo aqueles que chegaram por último, pois na vida não competimos uns contra os outros para ver quem vai chegar na frente, mas contra nossos próprios limites e sombras, simplesmente para chegar."

“Eu nunca pensei que estaria aquém, zelando por casas desconhecidas, reproduzindo histórias não vividas.
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“Eu nunca pensei que estaria aquém, zelando por casas desconhecidas, reproduzindo histórias não vividas. Cuidando do jardim que de um Zé alguém. Nunca imaginei viver de conta gotas de afeto. Viver a base de decretos. Uma vida que não me convém. Aqui sou feudo, sou o vassalo e o rei. Vivendo à custa do existir, nas terras de um grão vizir. Por isso planejei meus sonhos pro além, enquanto aqui minha oportunidade não vem. Se minhas terras já tem dono, os meus céus ainda não tem.”

Cinderela Tu sempre tolhida, Inferiorizada mesmo
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Cinderela Tu sempre tolhida, Inferiorizada mesmo bonita. Criada à moda antiga, num mundo que não é teu. Um mundo que tem medo por isso a guarda em segredo. Dedicada e empenhada, uma batalhadora. Mesmo sem acesso ao pódio da vitória é a real vencedora. Gesta em ti algo que ninguém pode medir, nem mesmo você. Esse é o real medo desse mundo que a guarda em segredo. Cinderela atual que não precisa de fadas, príncipes e tal. Nem sapato de cristal. Onde pisa, sua luz faz irradiar. Seu final será feliz e não o que seu mundo diz. Guerreira por natureza, já que a vida não lhe permitiu moleza. Contém-se por gentileza aonde pode dominar. E é por isso que tem medo todo mundo que a guarda em segredo, sabendo que o seu dia vai chegar.

“Amamos antes do amor chegar. Amadurecemos cercados de defesas. As respostas mudaram conforme a nossa esperança. Sufoquei-me com as palavras que nunca disse.
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“Amamos antes do amor chegar. Amadurecemos cercados de defesas. As respostas mudaram conforme a nossa esperança. Sufoquei-me com as palavras que nunca disse. Cada vez que negligenciei minhas vontades algo morria em mim. Perdi o paladar por só saborear desejos alheios. Fui corresponsável pelo óbito do nosso futuro. Tristes tempos pretéritos, presentes. Nossa química era física. No final, só hiato de fato.”

É bom fazer anos. A idade faz com que olhemos as coisas com calma e com maior interesse. Se percebe o tempo de forma mais refinada. Fazer anos nos dá coragem de materializar sonhos. E não é necessário dizer quantos anos se fez, os olhos dizem: amadureci! Não importa a idade que…
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É bom fazer anos. A idade faz com que olhemos as coisas com calma e com maior interesse. Se percebe o tempo de forma mais refinada. Fazer anos nos dá coragem de materializar sonhos. E não é necessário dizer quantos anos se fez, os olhos dizem: amadureci! Não importa a idade que se tem, mas a que se sente. Fazer anos é bom, mostra a diferença entre o aprender e o compreender. Fazer anos é bom, cresce o anseio pela essência. Fazer anos é bom, pois cada aniversário desperta o alerta: a alma tem pressa! Parabéns.

Gêmeos "Há algo em mim que não é meu. Há um fôlego que continua a me oxigenar mesmo depois que meu corpo se rendeu.
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Gêmeos "Há algo em mim que não é meu. Há um fôlego que continua a me oxigenar mesmo depois que meu corpo se rendeu. Há uma força que impulsiona quando as minhas pernas já não se movem. Há uma bondade que compartilho que essencialmente não é minha. Quando escrevo, não sou um, mas dois. O que dita e o que redige. O que é, e o que gostaria de ser. Eu e você. Sou o religioso e você a espiritual. Eu lagarteio, enquanto você borboleteia. Faço poesia pela minha incapacidade, de como você, viver poeticamente. Temos o mesmo DNA, os mesmos dias de vida ainda assim você é muito maior do que eu. Dividimos apenas o ventre não os predicados. Minha esperança é, que ser você seja inevitável também para mim. Ao vê-la percebo tudo no que posso me tornar. Somos o Já e o Ainda Não. Como semente que possui em si todo potencial de uma bela e frutífera árvore, mas ainda não é arvore. Você é arvore, você é já, eu... ainda não.

“O poeta escreve pra si. Foi assim que compus meus silêncios. Na letra exponho meus estados.
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“O poeta escreve pra si. Foi assim que compus meus silêncios. Na letra exponho meus estados. Lá não tenho armaduras. Não tenho pele. Tudo que me toca, toca no osso. Tudo é letal. Quem me lê, vê que oscilo do incrivelmente feliz para o dramaticamente melancólico. Sinto, e muito! Viver, para mim, está intrinsecamente ligado ao sentir. Quem não sente, não pode estar realmente vivo. Noto que habito numa terra povoada por zumbis.”

“Não creio na construção sadia de uma humanidade longe da espiritualidade. Nem creio que alguém se torna melhor lendo cartilhas, para mim sentimentos são itens espirituais. Para ser inteiro, não divorcio o corpo do espírito. Somos corporificação daquilo que os olhos não vêm, a m…
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“Não creio na construção sadia de uma humanidade longe da espiritualidade. Nem creio que alguém se torna melhor lendo cartilhas, para mim sentimentos são itens espirituais. Para ser inteiro, não divorcio o corpo do espírito. Somos corporificação daquilo que os olhos não vêm, a melhor parte dos dois mundos.”

Se soubesse criança como passa o tempo. Voltavas a brincar. Continuava sorrir.
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Se soubesse criança como passa o tempo. Voltavas a brincar. Continuava sorrir. Aproveitava o viver. A vida adulta é pura lamúria. Tudo tem cheiro de saudade. Queria ter ainda a confiança do abandono. Quando me esquecia nas mãos de Deus. Hoje que cresci e assumi o controle, não vivo. Tudo é se der, tudo é quem sabe.

Meu mar doce, represa-la? Não posso.
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Meu mar doce, represa-la? Não posso. És livre mar... Navegantes? Só os que permitiu, mas não há ainda quem o desbrave. És livre mar, de ondas curvilíneas, poente de toda luz. Povoa a mente dos homens, morada do desejo. És livre mar, a ti, tenho apenas um pedido. Afoga-me.

Distopia. Desajeitado, andei, falei, pensei.
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Distopia. Desajeitado, andei, falei, pensei. O estranho é mais poético, cada ato é verso, já fui poesia. Ambição de poeta é se tornar anônimo. Ser, e só. Improvável, o singular não cabe no anonimato. Para enquadrar-me, travesti-me de multidão. De poesia virei prosa, prosaico. Descomprometi-me com a rima e seu desfecho, conotação limitou-se a denotação, o lirismo acabou com a chegada da distopia. Matei o poeta, limitando-o. E de mar, virei arroio. Já fui verbo encarnado, hoje sou texto inconcluso.

“A poeira testifica a vontade do chão de ganhar os céus. A flor se realiza em seu pólen pegando carona nas abelhas para que seu fruto não nasça sem antes ter a sensação dos ares.
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“A poeira testifica a vontade do chão de ganhar os céus. A flor se realiza em seu pólen pegando carona nas abelhas para que seu fruto não nasça sem antes ter a sensação dos ares. Tudo que existe anseia as alturas. Assim, o pensamento em mim. Meu pensamento criou asas, fez minha alma voar. Minhas palavras, essas sim, caminham. Por isso no poema quando você é o tema Nunca sei se vou ou se voo. “