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Frases de Lene Dantas

160 frases

E caminharei ainda diante da chuva e buscarei os dias em que, distraída, emudecida, me fiz ser do amor e o meu amor eu dei. E quando encontrar pedras, perguntarei a elas, ainda que mudas, e saberei seguir para ter em mim o que não mais tenho e dizer para ti o que tanto me fizeste…
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E caminharei ainda diante da chuva e buscarei os dias em que, distraída, emudecida, me fiz ser do amor e o meu amor eu dei. E quando encontrar pedras, perguntarei a elas, ainda que mudas, e saberei seguir para ter em mim o que não mais tenho e dizer para ti o que tanto me fizeste entender, que não do sofrimento vive o amor e, sim, de uma nota musical leve, flutuante, viva, feliz, e tão suave que os ventos pedem licença para passar e os mares rendem-se a ela. ___ Lene Dantas

Estive cercada de devaneios que me faziam conversar com fantasmas. Estive cercada de encostos que não me deixavam viver. Animais soltos tentavam devorar-me. Não fugi de nada. Não refreei em nenhum momento meus pés. Olhei-os atentamente. Eram ilusões , eram apenas ilusões saídas d…
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Estive cercada de devaneios que me faziam conversar com fantasmas. Estive cercada de encostos que não me deixavam viver. Animais soltos tentavam devorar-me. Não fugi de nada. Não refreei em nenhum momento meus pés. Olhei-os atentamente. Eram ilusões , eram apenas ilusões saídas de um circo que eu desenhei.Fui ao espelho, retirei minha maquiagem , nada adiantou. Então resolvi me tornar cinzas. Ascendi labaredas e ao fogo me dei. Quando amanheceu, lavei minha alma com meus afetos. Fui olhar o mar e percebi que eu estava morta. Havia parado num tempo que não existia mais. Perguntas e mais perguntas me cercavam. Basta ! Não sei o que dizer-me. Estou comigo , estou com Deus. Retalho as lembranças. Mais tarde volto , estarei inteira. _____ Lene Dantas

Era cedo, mas o coração caducava em caminhos tortos. Uma expressão incompreensível. Um susto. A vida em silêncio, lenta. Agora causava uma inquietude, o riso quase saltava naquela agonia de nada fazer. Esperando um pouco do que não tem e dividindo um pouco do que teme. Ainda se t…
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Era cedo, mas o coração caducava em caminhos tortos. Uma expressão incompreensível. Um susto. A vida em silêncio, lenta. Agora causava uma inquietude, o riso quase saltava naquela agonia de nada fazer. Esperando um pouco do que não tem e dividindo um pouco do que teme. Ainda se tivesse na alma o que não tem no rosto. O rosto marcado com pontas de faca de um tempo que ela não lembra, pois dormia. Poderia ter pincelado o coração com cores, mas nem mesmo isso pôde fazer. Um coração feito um oco e um rosto de um doente. Lene Dantas http://www.lene-dantas.blogspot.com.br/2013/06/passos.html

Meu Querido Meu coração palpita Diante dos teus encantos
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Meu Querido Meu coração palpita Diante dos teus encantos Tu és o meu querido E por ti desfaleço de amor Seus braços como rochas Abrigam-me num abraço Adormeço ternamente Mas meu coração é desperto. Em sonhos escuto tua voz Que alimentam meus ouvidos com favo de mel E me faz entontecer entre astros. Desejo apaixonadamente sua sombra Não morrerei – Continuarei vivendo. Para por em seu coração um selo com o meu nome. ___ Lene Dantas.

Prefiro chegar a pé E vestida de trapos Com versos nas mãos
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Prefiro chegar a pé E vestida de trapos Com versos nas mãos Não quero o doce Quero o fel para sentir o gosto bom De adoçar o amargo Quero o desigual o diferente Não tenho medo dos segredos Não tenho medo das verdades Tenho medo apenas De feras presas em mim. ___ Lene Dantas

Estarei entre minhas paredes Cinzas e Fria. Estarei entre a dor do partir e a dor do não chegar.
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Estarei entre minhas paredes Cinzas e Fria. Estarei entre a dor do partir e a dor do não chegar. Estarei entre memórias Vivas e mortas Mortas e vivas Em sombras angustiantes E em jardins abandonados. Estarei onde não saberei estar. Dançarei a música sem nem ao menos ouvi-la. Ah ! Se tão somente eu tivesse asas . Faria voos melodiosos. Se tão somente pudesse escolher onde recostar minha alma , Cansada, largada e angustiada. Se tão somente pudesse... Um dia pudesse. Amar e ser amada. ___ Lene Dantas

Sou apenas uma mulher Como tantas outras Sim, sou apenas uma mulher.
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Sou apenas uma mulher Como tantas outras Sim, sou apenas uma mulher. Trago comigo sonhos e desejos Dores e desamores Amores e desilusão Trago comigo segredos Nem sempre o que falo é o que eu queria Nem o que sinto o que gostaria de sentir Às vezes sou tão forte Pinto meu nome numa águia que voa Às vezes sou frágil que nem uma flor Já fiz e refiz castelos Já chorei e sorri de emoção Já fingi nada sentir Já amei mais do que acharia que pudesse Talvez hoje eu pudesse parar de cantar um canto Deitar e dormir simples e por muito tempo Sim. Eu poderia! Mas não quero. Sou dona das minhas canções Sigo e escolho o caminho que devo pisar Nessa estrada sei que ainda tenho muito a fazer Sei que ainda vou sonhar gritar e amar, amar perdidamente. Mesmo que venham tempestades Mesmo que eu me cerque de espinhos Mesmo que às vezes me perca no caminho Vou seguir e lutar Chorando sorrindo Perdendo ganhando Vivendo amando Sonhando tentando Porque eu escolho viver e ser feliz! ___ Lene Dantas

CIRANDA Na ciranda, escapulia suas mãos das mãos. Escapulia quando mais desejava, quando mais precisava.
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CIRANDA Na ciranda, escapulia suas mãos das mãos. Escapulia quando mais desejava, quando mais precisava. E tudo o que queria... E tudo o que quer é: Alguém que segure sua mão. Alguém que a ache alguém. Nem o tempo resolveu suas questões. Tinha desejos alheios a ela própria o tempo todo falava de si pra si, como se o mundo não fosse além dali, não fosse além do seu quintal com todas aquelas roupas mal penduradas, levadas de um lado para o outro com o vento. Ontem foi ao centro e sentiu-se apaixonada pela fivela da sandália que virou sua gula, por um instante sentiu-se escrava como se a sandália a comprasse, como se mais tarde a sandália que fosse calça-la, como se ela pudesse entre outras coisas ter o brilho daquela pequena fivela prateada que destacava mais ainda a beleza da sandália. “De repente meu pé podia caber ali, mas ali não cabe meu próprio mundo”. Ali não cabem suas crises, nem seu amor que partiu e a partiu ao meio, no dia que decidiu deixá-la, sem nem ao menos avisar-lhe. Ali não cabiam seus dias de infância quando corria para alcançar os outros e sorria ao encontrá-los em momentos de farta felicidade. Mas na ciranda, na ciranda sempre se perdia nas mãos, quando todos ao mesmo tempo encontravam-se ,quando as mãos abraçavam-se. Mas ela não encontrava e nem se encontrava. Estava o tempo todo e não estava. Esperou o amor no caminho de volta para casa, mas esse amor não veio. Nunca o encontrou, nunca. Por mais que buscasse e esperasse, não conseguia alcançá-lo e ainda não entendia em um piscar de olhos e outro porque ainda o via. Porque ainda o sentia, se ele não estava ali. Se ele nunca quis de fato estar ali. A presença indesejada de suas emoções a deixava opaca escutava os gritos dos vizinhos que reclamavam da fumaça da fogueira que fizera próximo num terreno baldio. E aquela fumaça, bem que poderia vir até aqui realmente, poderia me incomodar um pouco. Não tenho tempo para lustrar meus móveis empoeirados e também eu não poderia apanhar a roupa do varal com sua chegada, dessa forma a roupa ficaria impregnada com o cheiro da fumaça, mesmo longe mesmo aos poucos ela iria me deixar um pouco dela. Mas eu também não caberia na fumaça, a fumaça não caberia em mim. Queria poder tocá-lo. Queria poder apenas uma vez tocá-lo. E assim sendo fumaça o faria ficar impregnado de mim e ainda que quisesse não perderia meu cheiro assim que eu virasse e eu estaria lá e estaria aqui. Sentada aqui, olhando as mesmas coisas, pensando mais uma vez, nos meus jarros quebrados. Deixo de ser flor. E me torno mais uma vez a semente que precisar nascer, precisar empurrar-se ao mundo, num esforço continuo e detalhado, em dias e dias que segue num escuro abafado. Escutando, apenas escutando os sons que vem do alto, mas sem poder vê-los. Sentia o saciar de sua sede quando água vinha calmamente, mas não sentia a gota do orvalho, então entre um impulso e outro se esforçava para sair daquele lugar, para enxergar a luz da manhã, para dormir sobre as estrelas e assim tão pequena e tão frágil agigantava-se para sobreviver. E aos poucos num estado lento e continuo renascia, brotava de si para si. Mas e a ciranda? “Como se minhas mãos não alcançassem, nunca completei a ciranda. Nunca fiz a volta. Como pedras desenhadas em jardins, eram meus companheiros da ciranda. Não tinham mãos, não tinham laços, não tinham.” Eu não sou tão fria. Sempre abri as mãos. No fundo não queria guerra. Não tenho armas, só tenho sentimentos. E pra que armas eu só quero amor. ... Mas, o que mais ainda poderia ser? O que mais ainda? Depois de tudo, do tudo que eu entreguei. Não quero perder-me em sentimentos, mas não consigo chegar ao fim. Não consigo ainda enxergar o fim. Mas o final será novamente o começo. ___ Lene Dantas

No caminho em que meus próprios pés não se entendem Estou em devaneios alucinados Transloucada
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No caminho em que meus próprios pés não se entendem Estou em devaneios alucinados Transloucada Transparente Ouço Grito Murmuro Dispo-me de trapos cansados Dançarina pousa lentamente em mim Não sou eu Nem tu Não somos nós Somos fantoches risonhos Sedentos da mesma água Mortos com o próprio fogo Indigentes fugazes Num mundo que não conhecemos. ___ Lene Dantas

Veja sua estrada.Se nela encontrar flores,regue-as. Se nela encontrar canções, cante-as Se chove, banhe-se com a água pura que vem dos céus.
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Veja sua estrada.Se nela encontrar flores,regue-as. Se nela encontrar canções, cante-as Se chove, banhe-se com a água pura que vem dos céus. Se na estrada tem pássaros,observe-os voarem. Se na estrada tem o calor do sol,receba seus raios. Se na estrada tem crianças,permita que elas se acheguem E receba a pureza que só a elas pertecem. Se na estrada encontrar o amor,não o perca de vista, Deixe-o entrar,aprenda com ele,misture-se a ele, Ouça sua voz no silêncio da noite e no amanhecer. Não se perca de seu caminho,não deixe que espinhos Impeçam-lhe de seguir.Mesmo que encontre raios, procure um abrigo e continue, jogue sementes de paz por onde passar,verá que sua estrada ganhará o sabor de uma vida feliz.

LABIRINTO E DENTRO DESSE LABIRINTO ME PERCO EM PENSAMENTOS TOLOS.
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LABIRINTO E DENTRO DESSE LABIRINTO ME PERCO EM PENSAMENTOS TOLOS. POR FORA NÃO CHORO OS OLHOS EXPRESSAM MEDO TALVEZ O MESMO MEDO QUE ME TROUXE A ESSE LUGAR. POR DENTRO O CORAÇÃO É ÚMIDO E VAGUEIA SEM SABER AO CERTO A HORA. A HORA QUE PARECE ANDAR PARA TRÁS NESSES DESCAMINHOS QUE FAÇO COM PASSOS EMBARAÇADOS. AS AGITAÇÕES SÃO SOMBRAS QUE PASSAM SOBRE MINHA CABEÇA. TENTO ENTENDER ONDE ESTOU QUERO MOVER-ME UM POUCO COISA COMPLICADA,EMBARAÇO UMA ENTRADA E UMA SAÍDA. MAS,ENTRADA QUE SAÍDA ME PERCO EM MIM ME PERCO EM TI NÃO SEI DE MIM PERTENÇO A TI.

(saudade da minha mãe) Porque o amor não é um sentimento vazio... O amor não se acha na esquina
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(saudade da minha mãe) Porque o amor não é um sentimento vazio... O amor não se acha na esquina O amor vem... Simplesmente invade o coração. Quando eu era apenas um pedacinho de você, Você me amou. Me deu a vida e me ajudou a seguir . Quando eu era uma menina cheia de sonhos, Você também me amou, me ensinou que os sonhos podem se realizar. O tempo passou e já não sou mais uma menina, porém, continuo sendo um pedaço de você. E saiba que o amor que lhe fez me gerar está aqui comigo, dentro do meu interior. Não foi planejado também, mas quando vi você e você me olhou ternamente me dando seu seio, o amor que já era seu e que agora estava em mim, floriu. E o passar do tempo só fez com que ele aumentasse. Portanto, mãe, saiba que o amor que sinto por ti está além de tudo mais belo que há em mim. Está na força da minha vida na direção que eu sigo. __Lene Dantas.

Coisas Eternas Se imaginarmos a beleza da criação. Fecharmos os olhos por um momento e sentirmos a chuva, ouvirmos o barulho do mar, cheirarmos o aroma das flores. Imaginarmos as crianças, os animais, o vento, a água, o frio, o calor. Tudo , exatamente tudo foi feito por um Deus…
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Coisas Eternas Se imaginarmos a beleza da criação. Fecharmos os olhos por um momento e sentirmos a chuva, ouvirmos o barulho do mar, cheirarmos o aroma das flores. Imaginarmos as crianças, os animais, o vento, a água, o frio, o calor. Tudo , exatamente tudo foi feito por um Deus amoroso. Um Deus que em generosidade nos fez um lar para cuidarmos. Um Deus que se preocupou de nos fazer enxergar colorido. Se preocupou de nos fazer sentir vários sabores. Se preocupou de plantar em nosso coração sentimentos. De nos fazer pensar. Um Deus que poderia ter nos criado como máquinas projetadas para servi-lo, mas ao invés disso, nos deu o livre -arbítrio. Se imaginarmos por um momento o amor de Deus. Olharmos o céu a noite e vermos a beleza misteriosa da lua e a imensidão do azul do céu com tantas estrelas . Se paramos um pouco , iremos perceber o quanto devemos agradecer. Agradecer pelo privilégio da vida. Agradecer por todo esse amor doado generosamente. Agradecer e aproveitar todos os dias para o louvarmos em palavras e em ações. Agradecer e mostrar que o amamos e prezamos tudo que nos foi concedido. Cuidarmos um dos outros e cuidarmos da terra também. Vamos agradecer e tentar a cada dia ser alguém melhor. ___ Lene Dantas.

Esgotada. Se esgotando. Como cada gota , cada gota que cai da goteira da torneira que não veda; A torneira que traz água que não volta e me esgota , como água que não volta mais. Água doce do rio que secou e nem chegou ao mar, não teve tempo de misturar-se. Mas como misturar-se n…
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Esgotada. Se esgotando. Como cada gota , cada gota que cai da goteira da torneira que não veda; A torneira que traz água que não volta e me esgota , como água que não volta mais. Água doce do rio que secou e nem chegou ao mar, não teve tempo de misturar-se. Mas como misturar-se no oceano? Tenta e tenta e não chega.Teve medo, mas foi. E sempre esgotada; Volta. Volta como uma gota de felicidade que se perde num oceano de tristeza. Lene Dantas —