'Eu tenho uma vida extremamente feliz, mesmo considerando as angustias, dúvidas, sofrimentos, dissabores, insucessos, desamores...'
Frases de Kléber Novartes
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Se você visita uma pessoa apenas no seu leito de morte, você não está demonstrando amor ou amizade, está apenas se livrando de um remorso.
Escrever - pra mim - é bem mais difícil que aparenta. Vezes é por os meus olhos no corpo de outrem. Vezes é me ver sem utopias e maquiagens.
Para concretizar algo é preciso, pelo menos, desejá-lo um pouco.
Queria ser uma criança, que ama sem desconfiar de nada, sem saber de nada, sem querer saber de nada. Ama porque ama, e porque ama é feliz.
As pessoas são ridículas - incluindo eu.
O céu se abrindo, Jesus e os anjos descendo, não me causaria surpresa. Surpresa me causaria um pequeno ato de amor dos homens.
Eu preciso de inimigos pra eu saber o quanto eu posso estar errado.
Calma e silêncio, por favor ... calma e silêncio ... a alma arranjou um modo de se expressar.
Eu não guardo. Porque até o mais delicioso pedaço de bolo, guardado, azeda. Chora o luto! Festeja a alegria! Grita a dor! Em nada sê branco.
Todo homem é meio divino, meio demônio.
Para compreender e aceitar o outro é preciso conhecer as próprias limitações.
Hoje a saudade encheu os olhos. Caiu suave num rosto que já não a conhecia. E os lábios a guardou depressa, com medo que fosse embora.
Uma aquarela, carnaval fora de época, crianças e um punhado de massinhas, velhinhos e bexigas cheias d’água. E não se sabe quem é quem.
Se você der um sorriso, cuidado. Podem te pedir os dentes.
Os jovens que acham que a sua liberdade é restrita, ficarão extremante aborrecidos em chegar à velhice, onde a liberdade é nenhuma.
Eu caí. Como caem os homens que vivem.
Não me preocupo que vida seja curta ou longa. Ainda menos, que eu seja uma referência - boa ou ruim. Sei que quem me vê, vê apenas um ângulo.
Tirou-me da minha família, dos amigos, do prazer dos sons, dos toques, do paladar e até mesmo do jardim que tão bem eu cuidava. Mas, riu de ti pobre morte, porque não podes me tirar dos livros – desse vento que me leva.
Chorou com alegria a sua tristeza; era sinal de que estava vivo.
Hoje o arroz ficou um grude, o café estava ralo, faltou sal no feijão. O despertador despertou na hora certa e mesmo assim o trem veio vazio.
O homem que não tem ninguém para contar a sua história é só mais um homem.
A roda que gira também espreme, deixando pouco espaço para o ser humano que existe no bicho homem.
Rompo com o pacifismo absurdo para comigo mesmo. Com essa vitimologia velada. Com a falta de rédeas sobre o que não se pode domar sem lutas.