Nada na Criação é estagnado. Tudo é movimento constante. Estagnadas: As idéias do homem sobre a Criação.
Frases de Karla Mello
67 frases
Tenho também os meus "demônios". E dias em que quero "morrer". Mas ontem fiz mais uma contagem:
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Tenho também os meus "demônios". E dias em que quero "morrer". Mas ontem fiz mais uma contagem: Há muito mais anjos à minha volta ultimamente. E dias em que quero viver.
Se os dias de chuva insistirem em demorar Dispa-se das idéias - E lave a alma!
Não gosto de nada "fashion". Na realidade, nem entendo bem o que é isso. Gosto mesmo é de manter a "elegância",
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Não gosto de nada "fashion". Na realidade, nem entendo bem o que é isso. Gosto mesmo é de manter a "elegância", E usar calça jeans e camiseta branca. Gosto também de perder a elegância. E isso leva apenas alguns segundos. Mas apenas quando trata-se dos meus filhos. Não os magoem. A maternidade é o único instante eterno e deselegante meu.
Quanto mais eu penso, menos gosto desse lugar. E menos gosto de gente. E mais gosto de "bicho".
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Quanto mais eu penso, menos gosto desse lugar. E menos gosto de gente. E mais gosto de "bicho". Mas gosto muito de "Gente".
Eu cuido do jantar todos os dias: Comida de gente! E alimento-me dos meus sonhos todos os dias: Comida de "loucos".
Estive olhando para dentro... Dando uma "desolhada" no que eu estou.
GRÃO E PÃO Dá-me um grão Do teu amor
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GRÃO E PÃO Dá-me um grão Do teu amor E serei pão A alimentar a fome tua: De amores... De amores.
E se chover dentro de mim, Corro e pego um lencinho. Ou a minha sombrinha de flores e um gorro.
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E se chover dentro de mim, Corro e pego um lencinho. Ou a minha sombrinha de flores e um gorro. Ou a minha aguarela e pinto um sol. E far-se-á um arco-íris! ... Mas quem escolhe sou eu.
Cala-te nesta tua boca de carne! E logo fala-nos a tua boca escancarada!... Da tua alma sedenta!
O tempo é vento e fome. Que traz poeira cinza e que engole o homem. Cortina que cobre cenas.
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O tempo é vento e fome. Que traz poeira cinza e que engole o homem. Cortina que cobre cenas. Cortina que encerra em atos.
À minha volta... Só os amigos versos. Se houver os reversos... Não são os meus. Os reversos meus?! ...
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À minha volta... Só os amigos versos. Se houver os reversos... Não são os meus. Os reversos meus?! ... Eu (re)esqueço todos os dias.
Vivemos entre o equilíbrio do amor consonante. E a felicidade dissonante. Andamos à meio tom: Desafinados.
O "estado de felicidade" linear me é cansativo. Não que eu não goste de estar feliz... Mas necessito estar inquieta;
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O "estado de felicidade" linear me é cansativo. Não que eu não goste de estar feliz... Mas necessito estar inquieta; Num contraponto à quietude tua.
Abrem-se portas. Fecham-se portas. E o vento... O tempo...
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Abrem-se portas. Fecham-se portas. E o vento... O tempo... Sempre a bater as portas!
O Poeta tem a alma do palhaço. Solta ao vento sentimentos apenas. Nem sempre importa aos que os lêem...
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O Poeta tem a alma do palhaço. Solta ao vento sentimentos apenas. Nem sempre importa aos que os lêem... E estamos aí... Expostos e livres! Uns riem, talvez de si mesmos. Ou de nós. Outros choram, talvez por si mesmos. Ou por nós.
Leio à mim em ti... Ao andares em terras minhas, Que eu nem sequer conheci.
Porque o espaço nada tem a ver com dimensão e tamanho. O espaço é sempre do tamanho da solidão.
Tentou fechar-me todos os caminhos. Mas esqueceu do meu universo infinito.
Não gosto de gente que uma hora "está pelo pé"... Em outra, "pela cabeça". Já basta-me a própria vida...
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Não gosto de gente que uma hora "está pelo pé"... Em outra, "pela cabeça". Já basta-me a própria vida... Tão desarrumada e tudo de ponta-cabeça! Gosto de gente com alminha - horizonte.
Na minha vida nada foi fácil. Se fosse fácil... Não seria a minha vida. Explicar por quê?!...
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Na minha vida nada foi fácil. Se fosse fácil... Não seria a minha vida. Explicar por quê?!... Já é um outro assunto meu.
Eu sou estranhamente feliz. E muito feliz por não ser feliz. A felicidade é um estado egoísta de estar no mundo.
Escrever é quase uma catarse. É vomitar quando a gente come a vida com gulodices. ... Mesmo prevendo o mal final.
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Escrever é quase uma catarse. É vomitar quando a gente come a vida com gulodices. ... Mesmo prevendo o mal final. É lavar a casa-coração com água de choro... E de cheiro, afinal.
Ando tolamente feliz... Mas não ando esquecida. O mundo acontece lamentavelmente. E esqueço sempre apenas onde pus os meus óculos.
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Ando tolamente feliz... Mas não ando esquecida. O mundo acontece lamentavelmente. E esqueço sempre apenas onde pus os meus óculos. E estou cega e surda apenas por uma brevezinha opção. Um descanso aos neurônios ou quase neuroticamente distraída. Algumas questões adultas estão "amarradas em trancinhas"... Quero estar aproximadamente doze anos e, Assim, como a Polianna, brincar do "Jogo do Contente". Mas não demora nada... E solto os meus "cabelos" E volto a venerar toda a "santa loucura".