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Frases de Josie Conti

138 frases

Constatações de domingo - a pessoa bonita, dentro do que a sociedade espera, pode perder o seu encanto em segundos caso não seja uma pessoa interessante. Já a pessoa interessante, a cada segundo que passa, torna-se mais bonita aos nossos olhos; - saber conversar não é saber exi…
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Constatações de domingo - a pessoa bonita, dentro do que a sociedade espera, pode perder o seu encanto em segundos caso não seja uma pessoa interessante. Já a pessoa interessante, a cada segundo que passa, torna-se mais bonita aos nossos olhos; - saber conversar não é saber exibir conteúdo aprendido anteriormente. Sabe conversar aquele que troca, adapta e constrói novos conteúdos nas mais diversas situações e entre as pessoas mais variadas, mesmo que para isso mencione conteúdos anteriores; No final das contas, você não é bonito porque tem beleza ou é sábio porque tem conhecimentos. Ao contrário disso, você pode ser bonito e sábio apesar de sua beleza e de seus conhecimentos.

Algumas ações que retiram a credibilidade de qualquer um: - não dar crédito às pessoas que ajudam em um projeto; - copiar o projeto de outras pessoas ao invés de trilhar seus próprios caminhos;
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Algumas ações que retiram a credibilidade de qualquer um: - não dar crédito às pessoas que ajudam em um projeto; - copiar o projeto de outras pessoas ao invés de trilhar seus próprios caminhos; - dizer que fará ou resolverá algo e não honrar com o compromisso, sendo esse comportamento algo contínuo e não uma exceção; - dar desculpas esfarrapadas para falhas pessoais óbvias. Nesse caso, além da falha do ato, a mensagem ainda é de que o outro é um bobo que cairá na conversa fiada; - falta de humildade ao lidar com pessoas da convivência- e principalmente com desconhecidos. Isso mostra arrogância e baixa inteligência emocional; - achar que as pessoas têm obrigação de servi -lo, limpar sua sujeira ou mesmo pagar suas contas; - tentar empurrar convicções pessoais goela abaixo de quem pensa diferente; - achar que quem pensa diferente está errado e julga-lo ingênuo por isso

Fotografias sempre foram capturas de instantes, mas estão longe de ser a vida como ela é. Por trás da imagem paralisada está a vida em movimento. Diversas tribos indígenas temiam a imagem capturada, pois achavam que sua alma ficaria presa naquele papel. Hoje, o "fake" surge da c…
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Fotografias sempre foram capturas de instantes, mas estão longe de ser a vida como ela é. Por trás da imagem paralisada está a vida em movimento. Diversas tribos indígenas temiam a imagem capturada, pois achavam que sua alma ficaria presa naquele papel. Hoje, o "fake" surge da confusão entre o momento estático e o tempo que flui. Há quem segue o movimento e quem vive fixado no ilusionismo da captura. O que antes parecia ingenuidade nos índios se tornou realidade: para onde olho vejo almas presas em fotografias enquanto suas vidas passam. A imagem deixou de ser lembrança para o futuro e passou a ser a essência do momento.

CONSTATAÇÕES DA REALIDADE (o retorno) _ Pessoas pobres em sua conduta laboral são sérias candidatas a "Síndrome do Pequeno Poder", pois sentem-se infelizes em suas atividades, engolem coisas que não gostariam, fazem o que não querem, e depois descontam suas frustrações em pessoa…
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CONSTATAÇÕES DA REALIDADE (o retorno) _ Pessoas pobres em sua conduta laboral são sérias candidatas a "Síndrome do Pequeno Poder", pois sentem-se infelizes em suas atividades, engolem coisas que não gostariam, fazem o que não querem, e depois descontam suas frustrações em pessoas que estão hierarquicamente abaixo delas, são grosseiras com colegas ou mesmo, depois do trabalho, são agressivas e intolerantes dentro de casa. -- Por se nivelarem por baixo, essas pessoas temem doar-se. É como se todo e qualquer ato de gentileza ou mesmo altruísmo pudesse lhes amputar um braço. Visitamos serviços e sentimos a má vontade com que nos atendem. Percebemos o pavor que sentem ao receber uma tarefa nova. Arranha-nos o apego mesquinho que demonstram com relação a alguma informação que já adquiriram, justamente por não perceberem que quem vive em ambientes gentis troca o tempo todo e não precisa se apegar a pouco; - No final das contas, a média da qualidade na prestação de serviços nas mais diversas áreas é tão baixa que as pessoas têm perdido a grande chance de perceber o quanto é fácil se destacar no meio da mediocridade.

Um dos riscos que a experiência de vida nos traz- e que age de forma contrária à maturidade- é passarmos a ver as pessoas através de algumas de suas características mais marcantes criando um pré-julgamento quase imediato. Nossas experiências e repertórios anteriores podem nos aju…
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Um dos riscos que a experiência de vida nos traz- e que age de forma contrária à maturidade- é passarmos a ver as pessoas através de algumas de suas características mais marcantes criando um pré-julgamento quase imediato. Nossas experiências e repertórios anteriores podem nos ajudar em julgamentos defensivos, mas também podem trazer generalizações e categorizações prévias que nos impedem de ver a nova pessoa dentro de sua totalidade. Sempre me fiscalizo com relação a isso. Considero um bom exercício de humildade em prol da verdade.

Sempre que corro o risco de me perder na mesmice e no senso comum, olho ao lado e percebo a genialidade daqueles que estão ao meu redor. A genialidade mora na diferença de crenças, perspectivas e abordagens, mas não só nisso. A genialidade está naquele pequeno espaço de intersecç…
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Sempre que corro o risco de me perder na mesmice e no senso comum, olho ao lado e percebo a genialidade daqueles que estão ao meu redor. A genialidade mora na diferença de crenças, perspectivas e abordagens, mas não só nisso. A genialidade está naquele pequeno espaço de intersecção entre o rotineiro e o novo- podendo ser o que nos causa riso, estranheza ou até repulsa. Ela é a embriaguez da rotina que permite a criação daquilo que ainda não existia para mim, mesmo que já existisse para o outro. Genial é aquilo que abre as portas para a recriação interna e que revela a beleza do avesso

⁠Existem duas coisas que ficam claras em pessoas que apelam para ataques pessoais e arrogância frente a uma divergênciaa argumentativa: fragilidade emocional (complexo de inferioridade, traumas, inseguranças e muito, muito medo de que tudo isso seja descoberto) e fragilidade teór…
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⁠Existem duas coisas que ficam claras em pessoas que apelam para ataques pessoais e arrogância frente a uma divergênciaa argumentativa: fragilidade emocional (complexo de inferioridade, traumas, inseguranças e muito, muito medo de que tudo isso seja descoberto) e fragilidade teórica, pois não são capazes de argumentar com conteúdo e precisam apelar para grosserias e destruição do outro que enxergam como "o oponente" que explicita suas fraquezas e sentimento de pequenez. Nos dois casos e algo bem triste de se ver, principalmente porque o que a pessoa pensa que esconde sua mediocridade é exatamente o que mais a evidência.

⁠Aquele que odeia vive confortável na zona de conforto do extremismo. Ele não precisa raciocinar sobre os pontos bons e maus de suas interações. Ele não precisa assumir suas responsabilidades e nem mesmo ser humilde com relação aos aspectos em que errou. O que odeia vive tranquil…
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⁠Aquele que odeia vive confortável na zona de conforto do extremismo. Ele não precisa raciocinar sobre os pontos bons e maus de suas interações. Ele não precisa assumir suas responsabilidades e nem mesmo ser humilde com relação aos aspectos em que errou. O que odeia vive tranquilinho em sua falsa superioridade porque ele atribui tudo de ruim ao seu objeto de ódio. Dessa forma, além de covarde (aquele que odeia morre de medo do outro) é um belo preguiçoso!

⁠As pessoas são tão apegadas aos personagens que criam para si: cidadãos de bem, pessoas honestas e justas, homens de família e assim por diante que, quando confrontadas com uma faceta não tão perfeita de si, chegam a se desestruturar e sentir ódio por quem ousou indicar uma poss…
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⁠As pessoas são tão apegadas aos personagens que criam para si: cidadãos de bem, pessoas honestas e justas, homens de família e assim por diante que, quando confrontadas com uma faceta não tão perfeita de si, chegam a se desestruturar e sentir ódio por quem ousou indicar uma possível imperfeição daquele ideal autoproclamado. Nesses casos, talvez por pura incapacidade ou medo de enfrentar o seu lado feio, optam por dizer que a feiúra está no outro. Afinal, é mais fácil colocar a culpa no espelho e destruí-lo do que olhar para o seu próprio reflexo. Ficam elas, então, condenadas a escravidão da incompletude e rasas de si mesmas. Como são mais belas e completas as pessoas que não têm medo de acessar seus próprios porões. Como são mais maduros aqueles que discutem na hora certa ao invés de cultivar uma falsa bondade que camufla um vulcão sempre prestes a explodir. Um excelente dia para os que são imperfeitos, pois só eles são capazes de amar.

⁠Pilares Plumas caiam do céu e criavam uma manta branca sob a paineira onde ela estava deitada com o avô. Homem e menina deitados no gramado. Dois corpos sujeitos a temperatura e a umidade que subia do solo. Ambos à sombra. Protegidos. Em silêncio. Dois seres repousando sobre as…
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⁠Pilares Plumas caiam do céu e criavam uma manta branca sob a paineira onde ela estava deitada com o avô. Homem e menina deitados no gramado. Dois corpos sujeitos a temperatura e a umidade que subia do solo. Ambos à sombra. Protegidos. Em silêncio. Dois seres repousando sobre as ondulações de raízes teimosas que, ao invés de entregarem-se a total submersão na terra, escolhem uma existência entre os dois mundos. Cabeças viradas uma na direção da outra. Os sorrisos abrem. Acendem os olhos. Em cumplicidade. Cílios de abano em olhos apertados. Joelhos dobrados apontando para o céu. Visão caleidoscópica. Poeira iluminada por raios dourados. A mão pequena toca a mão grande. Ergue-a. Levanta-a em um gesto de vitória. A mão grande envolve a mão pequena. Entrelaça dedos e afetos. A menina dá uma gargalhada. Inesperadamente salta e corre levando essa memória para sempre. *** Josie Conti- texto autoral sobre memórias de infância