O que é o amor?
Se me perguntarem isso, eu agiria como um idiota, conforme a concepção de "seu Madruga" que disse ser idiota aquele que responde a uma pergunta com outra pergunta, pois perguntaria:
De que amor você quer que eu defina? Acredito que o amar possui diversas facetas e cada uma delas trás consigo particularidades que as distingue uma das outras, portanto, não há uma forma única de amar e muito menos de definir. Quando penso no amor e relaciono ao sentimento que atribuo aos meus filhos, as palavras que inevitavelmente busco para definí-lo é carinho, dedicação, doação, entrega e principalmente gratidão por ter filhos maravilhosos.
Quando o homem deixar de atribuir
a autoria de todos os fatos a Deus e reconhecer que suas ações são escolhas do seu livre arbítrio, embora na maioria das vezes manipulados por forças externas ao seu ser, poderá ter condições de enxergar que o inferno que estão lhe impondo não é um mal necessário, mas que pode ser transformado.
De todas as ações
negativas do homem,
a hipocrisia é mais desumana,
pois ela nega ao próprio homem,
o direito de estar feliz, quando
faz de sua, uma vida hipócrita.
O homem diante do que
ele não pode explicar
recorre a fé para poder aceitar
a única certeza que ele tem,
mas insiste em refutar.
Nessa introspecção contínua,
ele trava uma luta consigo
para se manter no que chama
de lucidez, sem compreender ainda
o que possa afirmar o que não seja lúcido.
O povo que fecha os olhos
para não enxergar
o que está explícito,
afim de não reconhecer
o erro cometido,
expõe-se aos ditames
de um governo ditatorial.
Viver como formiga
é não querer saber
o que não somos
ainda capazes de responder.
É viver sem querer entender
o porquê se vive.
É entender que o viver
está no que se vive.
É simplesmente viver por viver.
A maior ilusão é acreditar
que o amor entre duas pessoas
aumenta naturalmente com o passar do tempo,
pois se as pessoas são seres
que enfraquecem com o tempo
o que ela sentem também o será,
dessa forma devemos procurar
fazer de tudo para que esse enfraquecimento
seja o mais lento possível.
Como o corpo precisa de atividades físicas
para se manter por mais tempo ativo na vida,
o amor necessita de mais cuidados
para se manter vivo entre os que se amam.
A desigualdade não é obra divina,
como não é uma oportunidade
espiritual de lapidaçåo da alma.
A diferença de oportunidades é a forma
que o homem utiliza para manter
a superioridade de uma minoria
sobre uma maioria a fim de garantir
o poder de explorá-la por meio da manipulação,
fazendo-a acreditar que a dura realidade
que lhe é imposta não é algo a ser superado,
mas aceitado como normal.
O educador é aquele
que busca ir além do currículo imposto.
É aquele que mesmo sendo
integrante da escola que é um
aparelho ideológico do Estado,
faz de sua práxis uma oportunidade
na construção de uma consciência crítica capaz de ver a realidade como
algo a ser transformado para que
tenhamos um país mais justo e igualitário.
O professor que tem medo
de lutar pelos seus direitos,
não educa para a criticidade,
apenas contribui para a
manutenção da docilidade
que faz o oprimido se sentir
o único responsável
pelas desigualdades sociais,
as quais ele é submetido.
Como o professor, quanto educador, pode mediar no processo de
ensino e aprendizagem na formaçåo
de sujeitos críticos na sociedade
se não sabe ir além
do currículo que lhe é imposto?
O professor que não luta
pelos seus direitos,
por medo de represálias
por parte do poder que o oprime,
não educa para a transformação,
apenas instrui seus alunos
dentro de um processo
de ensino e aprendizagem
que garante a manutenção
da relaçao de submissåo
entre oprimidos e opressores.
O professor que desconhece
o seu papel social
na mediaçåo dentro do processo
de ensino e aprendizagem,
não educa para a transformação,
contribui para a formaçåo
de uma docilidade que faz o
oprimido enxergar a opressão
como algo a não ser transformado,
mas aceito como normal.
O educador que nao luta
pelos seus direitos
não está habilitado
a mediar no processo
de ensino e aprendizagem
na construçao de um sujeito
crítico capaz de contribuir
na transformação da realidade
na qual está inserido.
A religião pode ser um conforto
ao crente que a utiliza para
aliviar as dores inevitáveis da vida,
mas pode ser uma nuvem que
ofusca a visão daqueles
que depositam na crença
a responsabilidade do seu viver.
O altruísmo não é uma
questão de decidir sê-lo
ou não, porque o ato
não legitima o seu feitor
como altruísta, portanto, ser bom
não é um ato de querer,
mas simplemente ser.
Não procure por muito,
busque apenas o que realmente
é essencial para você,
pois ao ignorar o limite
dos nossos desejos,
deparamos na infelicidade
oriunda da decepção.