O amor uniu-os e foram viver num pequeno poema, na rua da poesia. Nasceram poemas. Tiveram de alugar um poema maior para abrigar a família de poetas. Cresceram e foram estudar na universidade da poesia. Eram tantos os poetas. Ali aprenderam o sol, o vento, o mar, o canto das aves e o amor. Envelheceram juntos num poema e morreram por poema naquele pequeno poema onde outrora o Amor nasceu. Na Rua da Poesia.
Ainda sou do tempo, dizia ele, em que não havia tempo. Todo o tempo era meu. Tinha todo o tempo do mundo para mim. Para ti. Para nós. Dizem, agora, que o tempo foge. Que não há tempo. Que seria preciso mais tempo ao tempo. Que o tempo não chega. E chega então o tempo do fim do tempo. Trata-se o tempo como um inimigo. E o tempo só existe no tempo que lhe dás. Eu e tu existimos porque o tempo nos deu o tempo de viver.
Vive. Ainda vais a tempo.
Quando chegaste ainda não éramos. Foi preciso começarmos a ser para existirmos. E devagar, bem devagarinho seguimos pela estrada. Estradas diferentes. As existências fazem-se por estradas que fazemos, de alcatrão sujo e brita pontiaguda. Pés exangues, por vezes. De fadiga e esperança, de alma cabisbaixa e bonança, a estrada vai-se ladeando. Colhemos e desapegamos. Avançamos e deixamos para trás. Paramos e andamos, mas parados andamos. E chegamos, um dia. Assim, sem esperar, como se houvesse um terceiro dia. Ainda não éramos e, no entanto, poderíamos então sê-lo. Juntos. Fizemos estradas de iluminação até à madrugada.
E somos. Já somos uma nova estrada de duas vias, indo na mesma direção.
De mão dada, somos a estrada.
FILHOS, AGORA É A VOSSA VEZ
Filhos, agora é a vossa vez:
Cuidai dos vossos pais!
Sejam vocês mais responsáveis
E mostrem o vosso amor
E capacidade de iniciativa
Autonomia e liderança!
Façam as compras
Vigiem os estado de saúde deles
Atentai aos seus sintomas
Sejam corajosos e valentes!
Cantem, dancem com esperança
Protejam os vossos pais
Protejam os que vos amam
Lutem hoje pelo amanhã
Lutem para serem maiores
Lutem para serem melhores
Porque agora é a vossa vez!
Ter Medo é Um Antídoto
Se tenho medo? Tenho. Seria irresponsável, se não o sentisse. Ter medo é natural. Assumo-o, vivo-o e por isso procuro informação fidedigna e clara sobre a situação dramática que vivemos hoje.
E tenho medo pelas minhas filhas; medo pelos meus amigos; medo dos irresponsáveis; medo daqueles que ainda não compreenderam a dimensão da pandemia; medo da ignorância; medo dos que dizem não ter medo.
Sou pai e tenho medo. Sou Homem e tenho medo.
Então, procuro zelar por mim, por quem amo, por quem necessita de aconselhamento, de palavras e atos de quem tem medo, mas que toma atitudes responsáveis, altruístas, sensatas.
Tenho medo e farei tudo o que for possível para dar o meu apoio, o meu carinho e todo o amor, num momento quem que precisamos de todos!
A Humanidade precisa de pessoas que sabem ter medo e que agem em prol da Vida Humana!
O medo pode ser a vacina que precisamos para atuar com inteligência, eficiência e com cautela!
Viva, Mulher!
A melhor forma de celebrar o Dia Internacional da Mulher é estar junto dela, é ser cúmplice, é senti-la feliz, é ver o sorriso no rosto e a alegria de viver, é dar a mão numa dança sem fim, é erguer a taça da festa cada dia... é dizer sim e dizer não com carinho e ternura, é cantar a vida num só dia!
Viva a ti, Mulher!