Viver,
ao menos para mim,
tornou-se o mais extraordinário
e alentador dos improvisos...
Um impetuoso e ininterrupto desabrochar, até onde
me seja possível; até onde
me seja permitido!
O que devemos
entender como 'escuridades'
do Ser, trata-se do estado primário
envolvendo todos nós espíritos
em lenta e prodigiosa feitura; sendo por nós aos poucos compreendida
e dissipada ante a luz do
autoconhecimento!
... a grande questão
não é simplesmente se informar,
conhecer - mas viver o que por obra do autoconhecimento já assimilastes...
O intrincado não é alcançar a luz - pois
certamente, no seu devido tempo ela se
manifestará -mas te aplicares para
que essa mesma luz cada vez mais
se expanda e aclare teus
caminhos!
Ideologias
natimortas, recobertas por
uma digamos doentia avidez
por poderes, costumam dividir
os seres humanos em dois blocos inconciliáveis: instrumentos
e inimigos!
Todo manifesto de realidade,
mesmo os absurdos, intoleráveis,
nos servirão como didáticos relatos
ou oportunos sinais de alerta - se
por nós tratados como
referências - embora, distantes
de abjetos conformismos
e aceitações!
A arte
conserva esse poder de nos
lançar para dentro de nós, onde
os mais genuínos e férteis princípios da existência, sempre marcantes, espontâneos,
acontecem!
... para o espírito
todo recomeço: tanto no
remediar, quanto no descortinar
novos valores, evidencia um necessário e inequívoco respiro...
Um benefício que o oportuniza,
lhe garante o dia
seguinte!
Alguém me perguntou
a razão do número de citações
que publico... Respondi que citações
são como 'refeições rápidas' prontas
para - não só saciar esses insights
próprios do intelecto - mas, sobretudo, preparar nosso espírito para pratos e temperos mais sucosos,
sofisticados!
Sempre considerei
a frase de Jean-Paul Sartre:
'o inferno são os outros' - mesmo
quando retirada de contexto - como
perspicaz ironia...
Uma vez que, na eficaz saga destinada
ao aperfeiçoamento do espírito,
não serão permitidos desleixos,
omissões; nem imodestas
'saídas à francesa'!
... a mais
sofisticada e prazerosa das
literaturas é a capaz de semear
nossas mentes e sentidos
com os mais extraordinários
e originais pontos de
interrogação!
... enquanto
insistirem alguns em
privilegiar e mesmo sobrepor a pueril 'igualdade' dos seres
como um feroz contraponto à
'liberdade' dos seres, não
alcançaremos nem uma coisa,
nem outra!
'Livre-arbítrio
até certo ponto', esclarecem os
'mentores da luz': até o ponto em que
um Ser possa alcançar e oferecer as suas
relações como espírito em lenta feitura...
Porém, sem ouvidar das leis eternas,
responsáveis pelo manifesto e ordenamento
da vida; sem intentar subtrair ou
corromper o determinismo
do nosso Criador!
... quando
não sabemos o que fazer,
descobrimos nossa verdadeira
missão nesse mundo...
Quando não sabemos por qual
caminho seguir, iniciamos
nossa mais relevante jornada
ao encontro de nós
mesmos!
... o modelo
de prosperidade legado
por Jesus, o Cristo, não virá
de um ocasional acúmulo de bens;
e sim, de mais rendosa postura íntima,
progressivamente desperta e
transformada em qualidade
de vida!
... uma vez que
são tantos os mistérios
que nos ultrapassam - entre eles
a virtude e o amor - que ao menos
possamos fingir que, por alguma
razão igualmente desconhecida,
somos seus ilustres
causadores!
... não somos
personagens acidentais
subordinados a prazos de validade;
somos seres infinitos, pois assim
nos concebeu o Criador...
Algo que, na prática, amplifica
nosso tempo e condições
de reparo, melhorias e
autoiluminação!
... a arte
é aquele ente abstrato
capaz de entrever e discernir
sobre verdades fundamentadas
em elementos e ambiências que os
seres comuns inda presos às
vicissitudes desse mundo
são incapazes de
alcançar!
... e nesses tempos
de fartas aberrações e apreensivas
incertezas, dizer a Verdade tornou-se
a mais repugnante das violações...
Na medida em que, poucos serão
os que a reverenciam ou sequer
acreditam!
... quando
honestamente nos ocupamos de
questões que consideramos genuínas
e necessárias, nos tornamos
naturais realizadores do que
nos justifica, aperfeiçoa...
E, sobretudo, cada vez mais avessos
aos fatídicos excessos e ocupações
que roubam-nos as horas
e o bom senso!