Se almejas a felicidade, deseja ao próximo também. Só se eleva na eternidade,
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Se almejas a felicidade, deseja ao próximo também. Só se eleva na eternidade, na fé, e no caminho do bem.
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Se almejas a felicidade, deseja ao próximo também. Só se eleva na eternidade,
Se almejas a felicidade, deseja ao próximo também. Só se eleva na eternidade, na fé, e no caminho do bem.
Não deixes no longo caminho andado, apenas pequenos rastros no chão. Pois pequenos ventos os levarão.
Não deixes no longo caminho andado, apenas pequenos rastros no chão. Pois pequenos ventos os levarão. Só germinará o que fora plantado.
A terra é uma névoa sombria, ofuscada em gotas de dor, onde só um caminho alumia:
A terra é uma névoa sombria, ofuscada em gotas de dor, onde só um caminho alumia: O perfumado pelo amor.
Só se conhece o rumo pelo andar. E ao olhar para os rastros do passado, vê-se pelo chão, o caminho andado,
Só se conhece o rumo pelo andar. E ao olhar para os rastros do passado, vê-se pelo chão, o caminho andado, e que jamais poderemos voltar.
Caminhante, faz teu próprio caminho! Porque é no avançar que ele é desbravado. O futuro é um escrito enrolado,
Caminhante, faz teu próprio caminho! Porque é no avançar que ele é desbravado. O futuro é um escrito enrolado, no escuro secreto de um pergaminho.
Somos joio ou trigo na gleba que andamos. Já choramos, sorrimos, nos dois extremos: Porque parte da vida é o que plantamos;
Somos joio ou trigo na gleba que andamos. Já choramos, sorrimos, nos dois extremos: Porque parte da vida é o que plantamos; porém a outra parte é o que nós colhemos.
Enquanto houver um só gemido de dor: ecoando pelos ares, das entranhas dos lares,
Enquanto houver um só gemido de dor: ecoando pelos ares, das entranhas dos lares, da vida em desamor. A paz será uma quimera inatingível; um cometa vagante; uma estrela distante, no universo intangível.
Na estrada há montanhas de frio sopé. Ora tropeçamos, ora as transportamos. Porque em parte somos alma e temos fé;
Na estrada há montanhas de frio sopé. Ora tropeçamos, ora as transportamos. Porque em parte somos alma e temos fé; mas em parte somos corpo e duvidamos.
No mapa da vida, dois caminhos temos. O do amor, ou da dor, que nós optamos: Porque parte da vida é o que fazemos;
No mapa da vida, dois caminhos temos. O do amor, ou da dor, que nós optamos: Porque parte da vida é o que fazemos; porém a outra parte é o que nós pensamos.
Fragmentos No templo do nosso corpo, há dois altares: O da luz que ata ao céu, e o do escuro instinto.
Fragmentos No templo do nosso corpo, há dois altares: O da luz que ata ao céu, e o do escuro instinto. Da absoluta moral que regra os manjares; e o do acre animal, de deleites faminto. Dois pesos conflitantes e uma balança. Vítima e réu, em disputa da verdade: Pois que em parte nós somos a temperança; mas na outra face nós somos a ebriedade. Férvido paradoxo do bem e mal. Amor e ódio disputam-se às ventanias: Pois que em parte nós somos luz divinal; mas na outra face somos noites sombrias. Somos joio ou trigo na gleba que andamos. Já choramos, sorrimos, nos dois extremos: Porque parte da vida é o que plantamos; porém a outra parte é o que nós colhemos. No mapa da vida, dois caminhos temos. O do amor, ou da dor, que nós optamos: Porque parte da vida é o que fazemos; porém a outra parte é o que nós pensamos.
Poema triste. Quando escrevo um poema triste, às vezes sinto, outras eu minto.
Poema triste. Quando escrevo um poema triste, às vezes sinto, outras eu minto. Mas, a ferida sempre existe. quase que uma sombra no instinto. A tristeza, não sei explicar. Quando sinto, às vezes requinto. Assim consigo simular, a alegria, que às vezes minto. Quando o espelho me mostra triste, raramente eu olho e desminto. Minha alma sabe, mas resiste, o que sinto, e ao mundo minto. José Luiz da Luz
O lobo e o cordeiro Quando foi perguntado para um antigo ermitão do sertão do Serro Azul: por que há pessoas boas e outras más? A resposta foi a seguinte: – Dentro de nós temos de um lado um lobo faminto, e do outro um cordeiro cheio de amor. Os dois se vigiam, separados apenas…
O lobo e o cordeiro Quando foi perguntado para um antigo ermitão do sertão do Serro Azul: por que há pessoas boas e outras más? A resposta foi a seguinte: – Dentro de nós temos de um lado um lobo faminto, e do outro um cordeiro cheio de amor. Os dois se vigiam, separados apenas por uma frágil cerca. Quando lhe perguntaram até quando o cordeiro estará seguro, ele respondeu: – Até quando a cerca estiver em pé: enquanto o cordeiro desconfiar da cerca e, enquanto o lobo respeitá-la.
Poema triste. Quando escrevo um poema triste, às vezes sinto, outras eu minto.
Poema triste. Quando escrevo um poema triste, às vezes sinto, outras eu minto. Mas, a ferida sempre existe. quase que uma sombra no instinto. A tristeza, não sei explicar. Quando sinto, às vezes requinto. Assim consigo simular, a alegria, que às vezes minto. Quando o espelho me mostra triste, raramente eu olho e desminto. Minha alma sabe, mas resiste, o que sinto, e ao mundo minto.