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Frases de Jorge Gomes da Mota

105 frases

⁠AMADO E O CÃO LEÃO Um amigo de verdade Não se pode desprezar
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⁠AMADO E O CÃO LEÃO Um amigo de verdade Não se pode desprezar Falo do bom cão Leão Que cansado de andar Parou em nosso rancho Querendo descansar. Estava bem magro Triste e machucado Mas aos cuidados de Amado Logo estava recuperado E voltou a se alegrar. Saíam juntos procurando por Sereno Mas o pasto era pequeno E assim viviam lá. Ao lado deles Também tinha o Lampião Que era um pequeno cão Pra acabar de completar. Era assim que eles viviam lá Correndo, brincando E não paravam de sonhar Viviam com alegria Até o dia se acabar. A vaca Cumbuca Anunciava o amanhecer O cavalo Sereno relinchava A bicharada se alvoroçava Esperando Amado aparecer. E assim Mais um dia começava Lampião se espreguiçava O cão Leão se levantava Era mais um dia No fim de uma longa jornada.

⁠GUERRA INSANA A guerra foi declarada De um lado a força desenfreada
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⁠GUERRA INSANA A guerra foi declarada De um lado a força desenfreada Exterminando inocentes Alegando emboscada. Do outro lado a resistência Suportando a guerra armada Sonhando com a paz Na guerra não desejada. Muitos jovens se alistando Pra defender a pátria amada De armas não entendem Mas se jogam de almas lavadas Se espalhando pelos campos Com armas empunhadas. As crianças assistindo Toda aquela confusão Teus pais fugindo Para dar-lhes proteção Atravessando as fronteiras Em busca de outro chão. Enquanto isso acontece O agressor reaparece Comendo frutas no salão Sorrindo ele anuncia Diante da televisão Que o ataque continua Até que haja rendição. O mundo todo assistindo De ataduras nas mãos Pois não pode interferir Sem que haja retaliação Nova guerra pode surgir E exterminar a população. O agressor enlouquecido Pode apertar o botão E lançar bombas de grande destruição Para a guerra se espalhar Jogando nação contra nação. O agressor não é humano Não tem alma Nem coração Deve ser interditado Tirar de circulação Resgatando assim a paz Trazendo mais união.

⁠MUNDO NOVO Foi no dia primeiro de janeiro Do ano gêmeo
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⁠MUNDO NOVO Foi no dia primeiro de janeiro Do ano gêmeo Já vou logo relatar Um novo tempo chegou Fazendo o mundo parar. Tudo parecia combinado Nós saímos do passado Mas não tava preparado Pra viver neste lugar. Em fevereiro escolheu o carnaval Pra trazer todo esse mal Para nos atormentar. Esse novo tempo Trouxe como presente a pandemia Mas não precisava tanta rebeldia Pois já no primeiro dia Entendemos que a vida Tinha que mudar. Muitos não quiseram acreditar Inclusive o presidente Que de forma intransigente Incompetente Inconsequente Fez chacota da nossa gente E fez o mal se espalhar. A crise aumentou a fome da população Famílias pobres vivendo do lixão Recentemente eu mesmo vi na televisão Uma mulher pobre reclamando Dando sua explicação: – É daqui que eu como, bebo e visto, não preciso mentir! Vivemos um governo trapalhão Pois o tal de capitão Governando a nação Deixou o povo se ferrar E com leite condensado Começou a governar. Infelizmente o velho tempo findou E o tempo novo acabou de chegar Hoje temos que concordar Em mudar os nossos hábitos Viver distanciado Presos em nosso lar. Ah... Novo tempo Tempo novo Dá-me um tempo Pois eu quero respirar Á pouco tempo no passado Num lugar bem sossegado Vi o povo reclamar. Daí pra frente O culpado foi à gente Que vivia indiferente Sem querer se adaptar. No mês de março a pandemia piorou Já em abril a crise se agravou Mesmo assim seguimos em frente Acreditando num presidente Que a crise amenizou: – Não se distancie! Não use máscara! É apenas uma gripezinha! Rá rá rá... blá blá blá... Tá ok! No fim do ano muitas mortes acontecendo Foi muito triste ver o povo todo sofrendo Vi muita gente enterrando seus parentes E o tal do presidente ao mundo afirmando: – E daí? Não sou coveiro, rá rá rá... Tá ok! Isso é revoltante Mas tem gente que apoia Acredita em conspiração: “Vacina com chip” “Vachina comunista” “agrava aides” E outras baboseiras mais Dando ouvido ao capitão Que com leite condensado Sorri e zomba da nação. Todos os dias Passa na televisão Milhares de mortes acontecendo Esse é o preço que temos que pagar Por causa de um governo incompetente Que diz pra nossa gente: – Morra quem tiver que morrer, rá rá rá... A sua perversidade não tem fim Não importa com a vida Não preciso nem falar Pois as tuas asneiras Só estão a prejudicar O trabalho da ciência Para a cura encontrar. Mas é com muita luta Que os heróis da nação Profissionais da saúde Estão acima do capitão Terminou o primeiro ano Com boa atuação. Com a esperança renovada O povo se alegrava Pois no braço As primeiras doses De vacina já entrava. Os cientistas alertaram Com muita preocupação Mas, ignorantes Não lhes deram atenção Com a falta de empatia Os hospitais enchia Muitos morriam Nos leitos E no chão. Com muito esforço Chegamos ao ano 02 Foi bem pior que o primeiro Com centenas de mortes Afetando o mundo inteiro É muito triste perguntar Mas nós queremos saber Oh insensível mandrião Quanto vale a vida pra você? Quanto vale capitão?

⁠LAGOA DA PRATA Lagoa da prata Na beira da mata
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⁠LAGOA DA PRATA Lagoa da prata Na beira da mata Molhando a estrada Um homem pescando Com a barra da calça dobrada Andando descalço Na margem molhada. Lagoa da prata Lugar de beleza sem igual De águas azul cristal Com margem larga E uma pequena ilha no final. Águas claras abundantes Em meio ao cerrado extravagante Abastece o Rêgo d’água no terreiro Enche os rios E mata a sede dos tropeiros. Assim era a lagoa da prata Hoje esquecida Destruída Deu lugar à plantação Que secou as tuas águas Fazendo rachar o chão Acabando com a magia Que tinha lá no meu sertão.