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Frases de Jorge Gomes da Mota

105 frases

⁠Na morte não há espaço para choros e tristezas; diga apenas até breve.
⁠CAVALO SOBERANO Cavalo Soberano Cavalo castanho
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⁠CAVALO SOBERANO Cavalo Soberano Cavalo castanho Onde tu estás? Estava aqui Estava ali Estava acolá Procurei-te aqui e lá. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo grisalho Sai do orvalho E vem para cá. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo pacato Ás vezes ingrato Pisava em mim. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo campeiro Relincho cabreiro Correndo pra lá e pra cá. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo ligeiro Menino arteiro Pulou o canteiro E foi passear. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo moreno De olhos pequenos Me via de longe a ele chegar. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo ousado Corria de lado Com dentes cerrados Ao ver o laço rodando no ar. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo humano rolando no chão Descanso da lida Descansa o peão Cavalo sem era nem beira Buscando a colheita em um carroção. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo aloprado De cascos listrados Correndo do tempo No tempo parado. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo frenético não fica parado Derruba o laço E sai do curral Olhando pra trás ele foge calado Correndo deitado Zombando de nós Correndo ele sobe a ladeira Pulando a porteira Fazendo a poeira calar nossa voz. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo veloz Correndo na estrada Com carga pesada cuidando de nós Era bonito de ver A sua destreza e o seu proceder Com cara tapada As cordas amarradas A crina voando de tanto correr. Cavalo Soberano onde tu estás? Cavalo sabido E bom companheiro Além de matreiro Ajuda o vaqueiro o gado tocar Correndo ao lado Vaqueiro deitado No lombo arreado Com laço armado Quebrando cerrado Querendo pegar o boi guzerá. Cavalo Soberano onde tu estás? Ah... Se eu pudesse no tempo voltar Reencontrar-te correndo no pasto Te dar um abraço E me desculpar. Cavalo Soberano onde tu estás?

PORTAL DO TEMPO ⁠Na beira da estrada A cancela fechada
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PORTAL DO TEMPO ⁠Na beira da estrada A cancela fechada O portão na entrada Marcando o tempo Marcando o chão Era bem grande O grande portão. De um lado passava o tempo Do outro o tempo voltava O grande portão Marcava o tempo Marcava o chão E a nossa parada. Era meio sombrio Ás vezes frio Misterioso no meio da estrada Marcando a jornada O vento soprando A chuva molhando a sua fachada. Misterioso portão Controlava o tempo Cortava o vento Voltava o tempo Brincando com a nossa imaginação Acabou o grande portão. O progresso chegou A tecnologia avançou O portão destruído O tempo perdido Num só se tornou. O tempo mudado Ficou do outro lado Fechando a porta do mundo encantado.