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Frases de Jorge Ángel Livraga (1930-1991)

51 frases

"A riqueza não deve ser de quem a produz mas de quem necessita dela. Na ordem e na boa vontade existem imensos mananciais de bem-estar, não somente moral, mas político e económico."
"No homem, mais além do seu corpo, da sua vida, da sua emoção e da sua razão, existe um Eu espectador e ordenador de actos no qual radica o Ser-Justiça, e ao qual se devem submeter as relações harmónicas dos seus próprios reflexos nas quatro possibilidades assinaladas. Justiça in…
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"No homem, mais além do seu corpo, da sua vida, da sua emoção e da sua razão, existe um Eu espectador e ordenador de actos no qual radica o Ser-Justiça, e ao qual se devem submeter as relações harmónicas dos seus próprios reflexos nas quatro possibilidades assinaladas. Justiça individual será, então, um coexistir de subestruturas de acordo com as suas próprias naturezas particulares, mas finalizadas num Eu que as unifica e que é o Ser-Justiça das mesmas."

"Nenhum tirano exercitaria as suas sangrentas tragicomédias se não existisse o coro de imbecis que festejasse isso, e o de cobardes que fogem disso. Um silêncio sereno e um sorriso evidentemente forçado desarmariam o seu braço, tornariam grotescas as suas arrogâncias e os seus ui…
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"Nenhum tirano exercitaria as suas sangrentas tragicomédias se não existisse o coro de imbecis que festejasse isso, e o de cobardes que fogem disso. Um silêncio sereno e um sorriso evidentemente forçado desarmariam o seu braço, tornariam grotescas as suas arrogâncias e os seus uivos de omnipotência."

"Na Política, a primeira noção de Indivíduo nasce de uma percepção de algo que rodeia e transcende o próprio limite, quando se reconhece o panorama social como algo alheio, mas que ao mesmo tem­po o contém e do qual participa. Assim, o conhecimento de si mesmo, está condicionado…
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"Na Política, a primeira noção de Indivíduo nasce de uma percepção de algo que rodeia e transcende o próprio limite, quando se reconhece o panorama social como algo alheio, mas que ao mesmo tem­po o contém e do qual participa. Assim, o conhecimento de si mesmo, está condicionado à libertação do Eu da penumbra biológica colectiva, não para se afastar dos demais, mas para integrar um todo harmónico e inteligente."

"A Primavera que actualmente nos visita é o testemunho do amor de Deus, que jamais esquece e que com mão bondosa e forte resgata a mais ínfima criatura das sombras e transporta-a para a luz transmutada. A obscura semente transmuta-se na verdejante planta que levanta a sua cabeça…
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"A Primavera que actualmente nos visita é o testemunho do amor de Deus, que jamais esquece e que com mão bondosa e forte resgata a mais ínfima criatura das sombras e transporta-a para a luz transmutada. A obscura semente transmuta-se na verdejante planta que levanta a sua cabeça de capulho outra vez, em busca da verticalidade que justifica a sua existência, mais além dos negros torrões que a aprisionaram durante o Inverno."

"Compreendendo que o Governo não é o poder de uns homens sobre outros, mas a imagem ordenadora e directriz da vontade do conjunto, devemos considerar como suas funções a obrigação de manter a unidade do Estado e propiciar e expandir para a generalidade tudo o que de positivo se m…
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"Compreendendo que o Governo não é o poder de uns homens sobre outros, mas a imagem ordenadora e directriz da vontade do conjunto, devemos considerar como suas funções a obrigação de manter a unidade do Estado e propiciar e expandir para a generalidade tudo o que de positivo se manifeste nos seus integrantes. Devemos ver mais de perto a conversão da potência em acto, da ideia em palavra, da força em trabalho, do amor sentimental em fraternidade total."

«Todas as civilizações, todas as manifestações da vida, estão condenadas a nascer, desenvolver-se, expressar-se e a morrer. Não temos que dramatizar isso, mas aceitá-lo com toda a naturalidade, e esta lei inexorável alcança, também, aquilo que conhecemos como Civilização Ocidenta…
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«Todas as civilizações, todas as manifestações da vida, estão condenadas a nascer, desenvolver-se, expressar-se e a morrer. Não temos que dramatizar isso, mas aceitá-lo com toda a naturalidade, e esta lei inexorável alcança, também, aquilo que conhecemos como Civilização Ocidental.»

«O que chamamos «Passado», «Presente» e «Futuro» não existe como entidades separadas, mas como partes de uma mesma coisa; e nem mesmo como partes reais, mas aparentes de acordo com o ponto de vista desde onde são contempladas. O Homem realmente espiritual não se identifica com es…
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«O que chamamos «Passado», «Presente» e «Futuro» não existe como entidades separadas, mas como partes de uma mesma coisa; e nem mesmo como partes reais, mas aparentes de acordo com o ponto de vista desde onde são contempladas. O Homem realmente espiritual não se identifica com estas aparências temporais; ele foi antes, é agora e será amanhã, até ao fim dos tempos.»

"Deitar abaixo uma casa velha e substituí-la por outra mais nova não é desprezá-la, mas fazê-la reencarnar numa forma mais elevada. Assim, as presentes formas políticas, com as suas estreitezas que enchem de angústia milhões de homens de todas as condições, não podem durar muito…
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"Deitar abaixo uma casa velha e substituí-la por outra mais nova não é desprezá-la, mas fazê-la reencarnar numa forma mais elevada. Assim, as presentes formas políticas, com as suas estreitezas que enchem de angústia milhões de homens de todas as condições, não podem durar muito mais agregando «camadas de pintura»; urge renová-las profundamente, urge uma renovação total."

"O enorme crescimento técnico não foi balanceado por um de­senvolvimento humanístico equivalente: cada dia são descobertos novos elementos químicos, mas não se descobrem valores novos. Pelo contrário: os que já conhecíamos minimizam-se cada vez mais. O homem voa mais alto, mas nã…
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"O enorme crescimento técnico não foi balanceado por um de­senvolvimento humanístico equivalente: cada dia são descobertos novos elementos químicos, mas não se descobrem valores novos. Pelo contrário: os que já conhecíamos minimizam-se cada vez mais. O homem voa mais alto, mas não se eleva mais dentro de si mesmo; não se conhece nem se domina melhor."

"A ciência não consiste somente em saber, por exemplo, qual é a valência do carbono, ou medir a distância entre a Ter­ra e a Lua, ou saber porque corre o sangue no corpo. Buscamos uma ciência que para além de conhecer tudo isso pos­sa também dizer-nos para quê o sangue corre no c…
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"A ciência não consiste somente em saber, por exemplo, qual é a valência do carbono, ou medir a distância entre a Ter­ra e a Lua, ou saber porque corre o sangue no corpo. Buscamos uma ciência que para além de conhecer tudo isso pos­sa também dizer-nos para quê o sangue corre no corpo, o que significa a distância entre a Terra e a Lua, que segredo nos mo­ve. Uma Ciência que não esteja à disposição do mais forte ou do que sabe mais, uma Ciência que não atemorize mas que sirva para ajudar a construir, uma Ciência que nos saiba proteger, uma Ciência Branca, uma Ciência Salutar."

"Para a concepção de delito os factos não devem ser considerados senão em relação directa com o actuante. E quanto mais capacitado e mais qualificado for o mesmo, mais estrita deverá ser a pena, pois ela não é aplicada como uma vingança ou reprimenda, mas para a segurança de todo…
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"Para a concepção de delito os factos não devem ser considerados senão em relação directa com o actuante. E quanto mais capacitado e mais qualificado for o mesmo, mais estrita deverá ser a pena, pois ela não é aplicada como uma vingança ou reprimenda, mas para a segurança de todos e reprocessamento moral e psicológico do culpado."

«“Arte” não é mais do que a taumaturgia de fazer aparecer diante dos sentidos aquilo que o Artista percebe com outros «sentidos» em dimensões harmónicas, belas e terríveis. O Génio pule as arestas, arredonda as coisas para torná-las adaptáveis aos olhos dos humanos de mãos frágei…
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«“Arte” não é mais do que a taumaturgia de fazer aparecer diante dos sentidos aquilo que o Artista percebe com outros «sentidos» em dimensões harmónicas, belas e terríveis. O Génio pule as arestas, arredonda as coisas para torná-las adaptáveis aos olhos dos humanos de mãos frágeis, olhos pe­que­nos e ouvidos limitados. Ele é «Ponte de Ouro» entre os Arquétipos da Beleza e as nossas misérias humanas, douradas subitamente pela luz das Musas.»

"Como junto às colunas caídas se constroem prédios novos que as substituem, ao morrer, uma religião é substituída por outra, após outra, sendo todas manifestações limitadas pela época e pela situação geográfica, embora sendo encarnações de uma mesma necessidade e emanações de uma…
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"Como junto às colunas caídas se constroem prédios novos que as substituem, ao morrer, uma religião é substituída por outra, após outra, sendo todas manifestações limitadas pela época e pela situação geográfica, embora sendo encarnações de uma mesma necessidade e emanações de uma idêntica fonte."

"O estado actual é um monstro deformado e decadente, sempre doente. Os seus órgãos revolveram-se e permitiram a sobrevivência no seu seio de formas cadavéricas e retardatárias que vampirizam as novas e travam a evolução do conjunto. Por outra parte permitiu-se que subestruturas d…
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"O estado actual é um monstro deformado e decadente, sempre doente. Os seus órgãos revolveram-se e permitiram a sobrevivência no seu seio de formas cadavéricas e retardatárias que vampirizam as novas e travam a evolução do conjunto. Por outra parte permitiu-se que subestruturas demasiado jovens, quase em etapa infantil, tomassem o controlo do Estado sem maturidade nem seriedade, carentes de experiências e desenvolvimento interior, conduzem os povos de desastre em desastre, jogam e ameaçam com armas assustadoras, desafiam o Universo, mas retrocedem atónitas perante um círio aceso na escuridão de um grande recinto, temem a morte e a pobreza."