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Frases de Joni Baltar

2.069 frases

⁠Poema à Deriva Sou um poema
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⁠Poema à Deriva Sou um poema à deriva nesta ondulante planície salgada. Abrigo-me na copa das tépidas estrelas onde repouso o meu rosto nas ruínas que pulsam no meu peito.

⁠Não quero amar-te como a Lua ama Vénus e vice-versa. Permanecem num cósmico silêncio, intocavelmente estatuados no Universo. Quero amar-te como as flores amam a Primavera. Quero amar-te como os poentes amam o horizonte. Quero amar-te como as canções dos rios a desaguarem nas v…
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⁠Não quero amar-te como a Lua ama Vénus e vice-versa. Permanecem num cósmico silêncio, intocavelmente estatuados no Universo. Quero amar-te como as flores amam a Primavera. Quero amar-te como os poentes amam o horizonte. Quero amar-te como as canções dos rios a desaguarem nas vozes dos mares. Quero amar-te como um poema de Amor que ama toda a poesia que existe em ti e em mim.

⁠Continuo a abraçar-te mesmo quando
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⁠Continuo a abraçar-te mesmo quando tu não dás por isso. Continuo a beijar-te quando a tua boca é mar e a minha boca é um poente. Continuo a olhar para ti mesmo que tu não me vejas. Continuo a ser o Outono que se desfolha quando tu passas. Continuo a amanhecer nos teus olhos quando abres a janela do teu quarto. Continuo a viver e a morrer como um poema nos teus dias de chuva.

⁠⁠A expressão comum diz: o meu coração ama-te. O poeta diz: respiro-te em cada pulsação do meu coração. A expressão comum diz: sinto a tua falta.
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⁠⁠A expressão comum diz: o meu coração ama-te. O poeta diz: respiro-te em cada pulsação do meu coração. A expressão comum diz: sinto a tua falta. O poeta diz: há saudades que matamos. Há saudades que nos matam. A expressão comum diz: o que sinto por ti é Amor. O poeta diz: Amor é: a minha mortalidade humana unificada à imortalidade do que sinto por ti. A expressão comum diz: adoro fazer amor contigo. O poeta diz: quando faço amor contigo, o meu corpo retira-se do mundo real e entra no mundo cósmico.

⁠Há um labiríntico vazio a impedir que eu regresse a mim. Sinto-me mortalmente vivo porque sinto a ausência viva e imortal de alguém. É uma espécie de loucura aromática, enlouquecer vagarosamente como os aromas de paixão entre a Primavera e o Verão. É uma despedida ao raciocínio…
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⁠Há um labiríntico vazio a impedir que eu regresse a mim. Sinto-me mortalmente vivo porque sinto a ausência viva e imortal de alguém. É uma espécie de loucura aromática, enlouquecer vagarosamente como os aromas de paixão entre a Primavera e o Verão. É uma despedida ao raciocínio, adentra-se na escuridão luminosa da rotina onde sou túnel sem fim. Tento ler as entranhas dos dias, mas não consigo, não sei ler o inventário das sonâmbulas horas. Quando chegam as profundas e desesperadas madrugadas, finjo que estou a dormir para não ser injusto com a lua, muitas vezes, foi quem decifrou as minhas lágrimas. A vida é um compromisso sob a inevitável observação da morte. E quem consegue morrer antes da morte, aprendeu a genial sabedoria do Amor. Todos somos labirínticos quando se trata de descobrir a própria capacidade de amarmos e sermos amados. Joni Baltar

⁠⁠Hoje sei que não vou morrer. Vou aproveitar esta imortal certeza, para imortalmente amar-te. Vou sugar todos os indesatáveis infinitos e colocá-los no teu abraço, nesse lugar que me faz viver. Respondo a todos os indecisos outonos, com este frondoso pulsar, onde as árvores ves…
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⁠⁠Hoje sei que não vou morrer. Vou aproveitar esta imortal certeza, para imortalmente amar-te. Vou sugar todos os indesatáveis infinitos e colocá-los no teu abraço, nesse lugar que me faz viver. Respondo a todos os indecisos outonos, com este frondoso pulsar, onde as árvores vestem a indumentária dos poentes. E todos os dias vou morrer a amar-te.