Poema à Deriva Sou um poema
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Poema à Deriva Sou um poema à deriva nesta ondulante planície salgada. Abrigo-me na copa das tépidas estrelas onde repouso o meu rosto nas ruínas que pulsam no meu peito.
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Poema à Deriva Sou um poema
Poema à Deriva Sou um poema à deriva nesta ondulante planície salgada. Abrigo-me na copa das tépidas estrelas onde repouso o meu rosto nas ruínas que pulsam no meu peito.
Caminhar até não doer mais
Caminhar até não doer mais o caminho de dentro.
Sou tonto. Tu és tonta. E o amor
Sou tonto. Tu és tonta. E o amor é-nos tanto.
Honestamente, no mundo, este é o lugar
Honestamente, no mundo, este é o lugar que mais me faz feliz: tu.
A minha maior saudável
A minha maior saudável loucura: insanavelmente amar-te.
Adoro mergulhar nas tuas
Adoro mergulhar nas tuas barulhentas correntezas e silenciar-te a beijos.
Sinto falta das nossas longas conversas,
Sinto falta das nossas longas conversas, aquelas que não usávamos as palavras.
Se tu flores, eu também vou: floresceremos
Se tu flores, eu também vou: floresceremos juntos.
Quando um dia eu desencarnar serei como o fogo
Quando um dia eu desencarnar serei como o fogo de um poente que, lentamente, se afoga no mar.
Se o teu coração sente, tu suspiras. Se a tua alma sente,
Se o teu coração sente, tu suspiras. Se a tua alma sente, tu vibras. Conclusão: suspirar e vibrar, ensinam-te a existir.
Não quero amar-te como a Lua ama Vénus e vice-versa. Permanecem num cósmico silêncio, intocavelmente estatuados no Universo. Quero amar-te como as flores amam a Primavera. Quero amar-te como os poentes amam o horizonte. Quero amar-te como as canções dos rios a desaguarem nas v…
Não quero amar-te como a Lua ama Vénus e vice-versa. Permanecem num cósmico silêncio, intocavelmente estatuados no Universo. Quero amar-te como as flores amam a Primavera. Quero amar-te como os poentes amam o horizonte. Quero amar-te como as canções dos rios a desaguarem nas vozes dos mares. Quero amar-te como um poema de Amor que ama toda a poesia que existe em ti e em mim.
A vida torna-se genuinamente mais leve quando carregas, internamente, a verdade e a honestidade.
Continuo a abraçar-te mesmo quando
Continuo a abraçar-te mesmo quando tu não dás por isso. Continuo a beijar-te quando a tua boca é mar e a minha boca é um poente. Continuo a olhar para ti mesmo que tu não me vejas. Continuo a ser o Outono que se desfolha quando tu passas. Continuo a amanhecer nos teus olhos quando abres a janela do teu quarto. Continuo a viver e a morrer como um poema nos teus dias de chuva.
Escondi um poema dentro da
Escondi um poema dentro da minha pele, corre nas minhas veias, e somente tu sabes onde está.
O rio desagua no oceano para encontrar
O rio desagua no oceano para encontrar a sua eternidade. Quero desaguar nos teus braços, meu amor, porque é aí que eu encontro a minha eternidade.
Fica longe de quem de perto te faz longe. Fica perto de quem de longe te fez perto.
Quando absorvo a energia da Natureza: a minha energia torna-se harmoniosamente magnética.
A expressão comum diz: o meu coração ama-te. O poeta diz: respiro-te em cada pulsação do meu coração. A expressão comum diz: sinto a tua falta.
A expressão comum diz: o meu coração ama-te. O poeta diz: respiro-te em cada pulsação do meu coração. A expressão comum diz: sinto a tua falta. O poeta diz: há saudades que matamos. Há saudades que nos matam. A expressão comum diz: o que sinto por ti é Amor. O poeta diz: Amor é: a minha mortalidade humana unificada à imortalidade do que sinto por ti. A expressão comum diz: adoro fazer amor contigo. O poeta diz: quando faço amor contigo, o meu corpo retira-se do mundo real e entra no mundo cósmico.
Na vida amamos imensas vezes, mas somente uma dessas vezes ensinou-te a conhecer o infinito.
Aproveitar sentimentos e momentos: o pouco é infinito quando comparado com o nada.
Há um labiríntico vazio a impedir que eu regresse a mim. Sinto-me mortalmente vivo porque sinto a ausência viva e imortal de alguém. É uma espécie de loucura aromática, enlouquecer vagarosamente como os aromas de paixão entre a Primavera e o Verão. É uma despedida ao raciocínio…
Há um labiríntico vazio a impedir que eu regresse a mim. Sinto-me mortalmente vivo porque sinto a ausência viva e imortal de alguém. É uma espécie de loucura aromática, enlouquecer vagarosamente como os aromas de paixão entre a Primavera e o Verão. É uma despedida ao raciocínio, adentra-se na escuridão luminosa da rotina onde sou túnel sem fim. Tento ler as entranhas dos dias, mas não consigo, não sei ler o inventário das sonâmbulas horas. Quando chegam as profundas e desesperadas madrugadas, finjo que estou a dormir para não ser injusto com a lua, muitas vezes, foi quem decifrou as minhas lágrimas. A vida é um compromisso sob a inevitável observação da morte. E quem consegue morrer antes da morte, aprendeu a genial sabedoria do Amor. Todos somos labirínticos quando se trata de descobrir a própria capacidade de amarmos e sermos amados. Joni Baltar
Já ajudei pessoas a emergir do abismo, mesmo quando eu próprio nesse momento, estava no fundo desse abismo.
Hoje sei que não vou morrer. Vou aproveitar esta imortal certeza, para imortalmente amar-te. Vou sugar todos os indesatáveis infinitos e colocá-los no teu abraço, nesse lugar que me faz viver. Respondo a todos os indecisos outonos, com este frondoso pulsar, onde as árvores ves…
Hoje sei que não vou morrer. Vou aproveitar esta imortal certeza, para imortalmente amar-te. Vou sugar todos os indesatáveis infinitos e colocá-los no teu abraço, nesse lugar que me faz viver. Respondo a todos os indecisos outonos, com este frondoso pulsar, onde as árvores vestem a indumentária dos poentes. E todos os dias vou morrer a amar-te.
- Para ti, o que é o Amor? - É uma rosa! - Porquê uma rosa?
- Para ti, o que é o Amor? - É uma rosa! - Porquê uma rosa? - Porque o meu coração é um bosque, e a minha alma é a única rosa nesse bosque. I rose you!!!