A travessia do intenso Inverno desnuda: florestas, cidades e almas.
Frases de Joni Baltar
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As lágrimas somente se revelam, quando a alma tem competência.
É isto que me faz feliz: o meu sonho termina quando adormeço e inicia quando acordo. E isso jamais desagregará de mim.
Verbalizar a paz é excessivamente grande ao tamanho do mundo. Praticar a paz é excessivamente pequeno ao tamanho da humanidade.
Inteligências intolerantes carregam sabedorias alérgicas.
A coragem é uma predisposição reservada, para os que agem no pandemónio das hesitações.
O diâmetro da tua solidão mede-se, pela multidão de verbos que não conjugas.
Não interessa o tamanho da primavera, mas, sim, a forma como a construíste.
Distâncias só são maleáveis nas mãos do amor.
O reflexo da alma traz à tona a verdadeira identidade da sombra.
A inveja é um silêncio indomável que se faz ouvir indubitavelmente com os olhos.
Já inspirei tempestades e expirei a serenidade dos sonhos.
A vida gestante é uma longa viagem que, termina entre os ovários gritos matriarcais e o puro choro estridente de amor.
Fiz-me poeta porque sinto tanto a minha falta.
A Vida são minutos cheios de anos. A morte são anos cheios de minutos.
Vir ao mundo é incorporar uma entidade existencial, compactada com voos alternativos por paraísos e infernos.
Quando os olhos gritam: aglutina-se uma claustrofóbica pluralidade de sufocantes silêncios na alma.
A paz quando se acende é uma luz maior que a do sol. A luminosidade humana é uma claridade de parafina.
Comportamentos urbanos aprimoram-se, quando estes deixam-se conduzir pelos estímulos da Natureza.
Uma brisa de amor é mais forte intempericamente que a própria tempestade.
Quando a vida tentar adormecer-te, reinventa-te e amanhece infinitamente.
Amor é saber que o mar pode transformar-se em deserto e ainda assim, continuar a remar em todas as tempestades.
Quanto mais perto estiveres de ti, mais longe estarás da solidão.
O paraíso terreste existe. Situa-se sob o céu aonde se movem as almas adornadas de matéria humana. Fica num poema suspenso, do outro lado da poesia, no meio da promessa que não se cumpre. Neste lugar as ausências começam devagar, as tardes, rodeadas de primaveras, soletram pedaço…
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O paraíso terreste existe. Situa-se sob o céu aonde se movem as almas adornadas de matéria humana. Fica num poema suspenso, do outro lado da poesia, no meio da promessa que não se cumpre. Neste lugar as ausências começam devagar, as tardes, rodeadas de primaveras, soletram pedaços de pomares, as noites são versos fortes no vinco do luar. As tempestades suspiram a nudez da solidão. No contorno do dicionário despem-se as substâncias das palavras, cortadas no esmeril da madrugada. Aqui os sonhos apertam-se de pele e carne: vive-se comprometido com o momento e morre-se sem hora marcada. A cada minuto, nasce um dia contagioso de amor, as horas são o perplexo da vida que, tropeça sossegadamente pelos poros do mundo. Do lado de fora ficam os meus antecedentes infernos.