Pular para o conteúdo

Frases de Joice Soares

201 frases

Que este sol que o dia revela, possa aquecer os corações gelados.
Por mais que se convença de que conheceu; que sentiu a Elena, esta sensação rapidamente escapa. Porque a Elena não cabe numa fração de segundos, numa frase de confirmação, na sua definição. Ela consegue transbordar a gente de informações, e sensações, e emoções que ao nos darmos…
Continuar lendo

Por mais que se convença de que conheceu; que sentiu a Elena, esta sensação rapidamente escapa. Porque a Elena não cabe numa fração de segundos, numa frase de confirmação, na sua definição. Ela consegue transbordar a gente de informações, e sensações, e emoções que ao nos darmos conta de quem ela é, ela já é algo a mais. Ela é o gosto da saliva ao final da afirmação de que a conheceu. É o ponto continuado. Um mar transbordando. A luz no fim do túnel. O olhar fixo desviante. (Uma dedicatória ao filme 'Quem é Elena'?)

Gosto de tudo que me faz lembrar o motivo das coisas que tenho ou que faço. Gosto do que me faz lembrar o – por quê? Gosto do desenvolvimento das ações, sobretudo, não do final. Não valorizo o ponto final tanto quanto valorizo as vírgulas, as aspas, cada parágrafo. Porque o final…
Continuar lendo

Gosto de tudo que me faz lembrar o motivo das coisas que tenho ou que faço. Gosto do que me faz lembrar o – por quê? Gosto do desenvolvimento das ações, sobretudo, não do final. Não valorizo o ponto final tanto quanto valorizo as vírgulas, as aspas, cada parágrafo. Porque o final é resultado do meio e depende fundamentalmente dele. É no meio que as dúvidas são postas e as certezas evidenciadas. O ponto final simboliza o fim de algo; a conclusão, mas o meio? Ah... Este é imprescindível para que se chegue ao fim. O início é importante, mas ele é apenas referência de que algo começou, mas quem garante a qualidade do seu desenvolvimento? O meio possibilita a visibilidade da certeza dos questionamentos feitos no final. Entretanto, quem é sábio no desenvolvimento das suas ações entende que, se o meio; o desenvolvimento for devidamente sustentado, elaborado, explicitado, cada final será um ponto continuado que representará o fim desencadeando, sequencialmente, um novo começo.

Ao passo que somos matéria viva, somos matéria morta. E tudo ocorre numa velocidade incontrolável. Não existe o botão 'pause'. Não existe um espaço de tempo suficiente ao pensar, ao refletir, tampouco, o - voltar atrás. Na medida em que se encontra em determinado estado de corpo…
Continuar lendo

Ao passo que somos matéria viva, somos matéria morta. E tudo ocorre numa velocidade incontrolável. Não existe o botão 'pause'. Não existe um espaço de tempo suficiente ao pensar, ao refletir, tampouco, o - voltar atrás. Na medida em que se encontra em determinado estado de corpo e mente, não há escapatória. Fixo momento. O espaço/tempo inexiste. É o ir e o já estar-se indo ao infinito desconhecido que tanto se recusa conhecer. A morte. Acabou. Já foi. Um segundo repartido entre o - está-se vivo e o encontrar-se morto. Um segundo repartido ao ultimo suspiro (o de socorro?), ou ao ultimo suspiro, onde não se dará tempo para repartir. Acabou. Já foi. No chão, o corpo, a matéria morta. Em volta, e por toda volta, matéria viva dos que ficaram. Matérias vivas, porém destroçadas. Suspiros incontrolados, lágrimas que rolam em faces inconformadas. Olhos que gritam transmitindo aflição; angustia. Corpos trêmulos. Mentes desnorteadas. Corações que pulsam sufocados. O choro, o grito, a lamentação, a fragilidade física e mental, a melancolia, o inconformismo, etc., compõem sentimentos que circulam sob os que ficam e que se recusam dar o Adeus.