FALA-ME COM TEU SILÊNCIO
Um sorriso basta!
Do que não sei ao certo
Gosto de ti até quanto te calas
E em teus lábios colho palavras
Que alimentam minha vida
E molda minhas esperanças.
Delicadamente observo nos olhos do futuro
Sonhos...
Alguns deles destruídos,
Alguns mais redirecionados
E alguns outros misteriosos
Que degustei ao longo da existência.
Despi-me das perguntas
Pois já não havia respostas óbvias
E eu faria qualquer sacrifício
Para que teus sorrisos fossem eternos
E não apenas de momento.
Lancei ao mar o grito que bradei
Querendo dar-te liberdade
E calei os sentimentos que afagam minha alma
Grande amor que foi essa mentira!
Nesta grande mentira mergulhei minhas verdades.
LINHAS VULNERÁVEIS DA SAUDADE
Forrei meu caminho de amor
Como a lágrima que sorrir
Mergulhei na alegria da tua alma
Num abraço que chora
Arrancando do peito
A única lágrima que me restava
Nas forças que poupei
Quando desastradamente passou por mim...
Sigo atônito nas linhas indecifráveis do tempo
Busco-te nos meus pensamentos noturnos
Em Frases cortadas pelo silencio
Ate que os sonhos novamente batam a porta
Folheio-me nas páginas da vida
Despertando em meus anseios ocos
Encontrando recordações impalpáveis...
E nessas linhas vulneráveis
Sou apenas resquícios de vida
Flutuando em tuas saudades
RESPIRO TEU NOME
Não sinto minha vida dentro de mim
Mal consigo andar... Respirar...
Sua ausência tomou todo espaço no meu ser
Onde tudo se faz escuro
Pelas esperas longas esperas! descubro
Lamentos de saudades
Que buscam o magnetismo do teu olhar
Perdendo-se em direção oposta do teu sorriso
Sofrendo, mas amando mesmo se você não está.
Quando vou te encontrar?
Perdida no tempo, processando sua profundidade.
Recordava cada minuto como se fosse eterno
Pensei na maestria do teu olhar em mim
E fui surpreendida pelos holofotes do teu sorriso
Respirei cada segundo dos teus suspiros
Como se o mundo fosse acabar naquele momento
Lembro cada detalhe seu...
Sua boca, seu sorriso;
Teus olhos, teu olhar;
Teu abraço, teu amasso;
Tua voz, teu afago;
Teu cheiro, tua respiração;
Teu peito nas batidas do teu coração;
Até mesmo tua insanidade
Que hoje se atropelam nas minhas saudades.
Penso severamente
Quando vou acordar da minha estupidez?
Se vou reconhecer minha ignorância
Quando vou deixar de voar pelas minhas próprias idéias
Que criei tão docemente...
Vivendo contigo nas primaveras...
Ah! Saudades de minhas verdades
Meus pés no chão!
Seguindo as minhas trilhas
Hoje, são apenas existências vazias.
Correndo contra esse tempo
Que já ficou pra traz
Mas que revivo a cada lembrança
Cada fração de segundos desse tempo
Não há nada que apague esse momento
Que em nos transformou em “um”.
ÉS AMOR OU AGONIA?
Outrora...
E numa manhã esplêndida abri a ti o meu coração
Senti a dor e alegria simultânea de venerar-te,
Molhei-me nas lágrimas que meus olhos choraram
Encontrei-te na eterna insatisfação
Por várias vezes tentei segurar a tua mão.
Poderia me curvar a minha alma a ti e te adorar
Pois levastes contigo a eternidade que me fez conhecer um dia
Quando iluminastes a vida no reflexo do teu olhar
Quando me ensinastes a amar.
Acostumei-me com tua ausência
O chão aberto engoliu minha existência
Fui marcado com a agonia da desesperança
O mundo para mim é um inimigo
Onde já não tenho abrigo.
E cujo o fim...
Já não sei se rio ou choro
Se vivo ou morro
Se és meu amor ou minha agonia.
E neste dia frio...
Sem tua voz a vida é vazia e triste
E essa tristeza grande demais para um coração
Que busca aflito voltar a sorrir
No teu amor, minha agonia.
A INTENSIDADE DE UM SONHO IRREAL
Queria saber te descrever
Saber quem és
Saber o que és pra mim
Ou no que se tornará
Saber o que já não és
O que já fosses
O que já possui
O que já perdeu
Qual significado desse fim
Enfim...
Embora pouco
Tenho você em mim
Já ocupas os pensamentos
Existência do desejo ao teu lado
Embora, longe e inatingível estejas.
Muito de mim ficou contigo
E já nem existe mais
O que existiria se tudo fosse real.
Penso só... idealizo
Sonho ou preencho os meus espaços
Tarde ou cedo
Manhã ou qualquer hora
Queria te ver
Ter você
Mesmo que em sonhos irreais
Nem sei explicar minhas saudades
Só sei que elas estão em minhas verdades.
Saudades que ficam sempre na ausência
E talvez nem queira te deixar ir
Tudo é tão complexo
E ao mesmo tempo simples assim
Confuso entre o beneplácito e o que é maléfico
Sei que é lindo, quando estas de certo.
Talvez menina ingênua,
Talvez sonhos. Não sei.
Nesse talvez malicioso
Que reflete a vontade de viver
De ser...Se tiver você
Trazendo-te
Prendendo-te
Amando-te
E te querendo tanto até dormir
E quando acordar
“estava pensando em você” diria
Beijar-te
Despertar-te
Então... Recordar esse sonho q mais parece real
Em meu mundo singelo de faz de conta.
É POR TI QUE VIVO
E respiro
E existo...
É para ti...
Que resisto as minhas agruras
E em ti que repousa minha paz
Em ti ...
Que há o sol que me nutre a vida
Em ti ...
Que trago célere a mim mesmo,
Quando me perco.
Em ti ...
Que me alento em paisagens que não consigo ver
Em ti...
Que renasce todas as minhas felicidades
Em ti...
Que acontece todos os meus momentos
Em ti ...
Mora as minhas vitórias
Em ti...
Que encontro as palavras doces
Para meu mais triste gemido
É por ti que vivo
E respiro
E existo...
Por ti Luto
E sobrevivo...
Pois entre as minhas procuras,
Você foi o meu maior achado!
A INCONSEQUÊNCIA DA INSENSATEZ
Que saudades do meu bem
Alguém...
Que dentro de mim relembro também
Os momentos de te querer bem
Onde as dores que me detém
No meu mundo que sem você nada tem
Da nostalgia em sua magia sou refém
Não consigo mais pensar
Somente hipnotizada pelo teu olhar
Que já me faz acordada sonhar
Sem jamais querer despertar
Se estiver nos braços teus
Nunca ouvirei o teu adeus
Se for saudades apenas de ti
Nunca mais dores vão sentir.
És conforto para minha insegurança
Tua mão me acolhe como criança
Que precisa de sua mão
Segurando meu coração
Louca Insensatez...
Fez-me viver mais uma vez...
Se é saudade do teu abraço
Não sei...
Dentro de mim é eternidade.
Talvez...
Sei apenas que fui feliz se eu errei...
PEDAÇOS DE MINHA EXISTÊNCIA
Pequenos pedaços de minha existência sem ti,
Já são partículas de sentimentos que me ferem
Espaço de minha solidão desnorteada
Saudosas palavras refazem o pouco que ainda existe de mim
Lembranças que me seguem e te trazem
E nas partes de mim que ainda se apressam a ter notícias suas,
Juntam minhas minúsculas partículas
Que foram levadas pelo vento da saudade
Buscando encontrar minha vontade de viver,
E trazê-la para meu mundo real sem ti
Ocultando a dor no demasio de meus desejos nítidos
Onde o coração nem sabe que direção tomar,
Entre meu destino e o seu se perde no medo da partida
Meu sorriso vive tão pouco tempo,
E agarra-se a esse presente que um dia foi nosso lindo passado,
Hoje... Já se faz distante e meio sem sentido
Diversas vezes és o motivo das minhas tristezas
Algumas vezes da minha alegria
Reflexo do meu destino sem ti
Já é imagem desastrosa de minha esperança
E que eu como criança
Não canso de esperar
Pra te abraçar
Pra te amar
E ser teu lar...
PONDERÁVEL NUDEZ DE SENTIR
As lembranças afloram feito o perfume das flores
Trazendo sentimentos solícitos de solidão,
Ainda suspiram quando ouço teu nome
Teu perfume grudou na minha roupa.
No coração intacto:
Sem sentido...
Nem palavras, nem mudanças
Me deixa muda e sem mudar
Guardando soluços dizendo
Que ainda te ama.
Sem pensar...
Incoerente...
Perdida em uma meia paixão!
Entre pensar e sentir
Tecendo nova direção
Em silêncio...
Aguardando o tracejar do tempo
Confortando meu coração.
Os teus sorrisos antecipam meus sentidos
Através dos papéis revelo meus segredos
Escrava dos teus olhares
Tremendo em terrores declarados
Na recâmara secretas do coração.
Na ânsia do instante
Silêncio torturante
Arrebatas-me a alma
Quando olho para traz
Como pássaro ferido e aflito
Numa devota eternidade
Deixando-te para traz
E o coração de olhar vazio
Dos meus pensamentos se vais...
A Essência do Agora
Em meus silêncios
Você é meu grito
Num passado que era mudo
Frente a minha loucura
Que reflete como espelho
Na vontade de passar
No tic-tac das longas horas
Em sua ausência, saudade!
Quase que indomáveis
Não me deixa relaxar
Como pássaro voa atoa
Mas sabe aonde chegar
E só ver o vento tocar.
Tento viver as réplicas de nossas histórias
Fugindo do original
Antes que a rotina de amar desperte
No raiar de um novo dia
Precise me alimentar...
A passos lentos caminho
Por horas fugindo de mim
Para ser encontrada por ti
Busco a essência do agora
Para não cair nos momentos de outrora
Perder o presente que hoje aflora
Sucumbindo nos buracos de minha memória.
ACEITA-ME COMO SOU
Derramando-me em meus sonhos,
Levo como transparências os meus desejos
Por esta apenas tentando buscar uma nova realidade
Neste universo de esperanças.
Que posso manter-me viva apenas em teus beijos.
Enquanto sonhava,
Aprazia-me nos teus abraços
Desencontrando-me dos meus conflitos
Afagando-me em teus olhares
Fazias-me sorrir na dor quando ultrapassava no peito
Às duvidas borradas do passado.
Sobrepondo-me aos medos disfarço
E querendo ser em ti sempre presença
Sem muita pausa, mas em certeza
Descartando os atalhos do regresso
Mergulhei em teu amor como luz acendendo minha vida
Segues ecoando nos corredores dos meus silêncios...
E eu aos poucos vestindo a tua pele.
PERDIDA NO QUE É TEU
Quando te achei me perdi
Quase que no meio do nada
Querendo saber das verdades
Que da tua boca a pouco ouvi
Pensei que existia o sol
Por trás das nuvens
Mas só senti meu rosto molhado
Com lágrimas da chuva
Que o ar da saudade tentou enxugar
Sentimento que percorria em círculo
Com direção ao chão
Sem saber onde te encontrar
Nem conseguia me achar
Porque ainda estava no ar
Sem saber o que bem pensar
Por onde começar a sorrir
E novamente me descobrir
Pelo instante que se perdeu
Porque sem teu beijo eu já não sou mais eu. .
A OUTRA PARTE
Não sabia que a parte que nos falta
Fazem-nos errantes em busca do que somos em partes
Achei que tinha entendido o que era amar
Pensei que pudesse dimensionar
Mas foi apenas uma qualidade em rascunho
Ou um simples rabisco em um borrão
Um sentido semi escondido
Algo semiprecioso...
Não sei se a inteireza faz sentido
Se são as partes que nos partem
E nos descompassam...
O todo que se torna dividido
E nos deixam partido.
Explodem na ânsia do pensamento como pantufas
Que surgem a todo o momento diante de nós
São os sonhos nostálgicos que nos unem
Ideia esplêndida das partes,
Embora encontre o fim no meio dos planos
São as partes que partem você numa parte
E te fazem dependente da outra
E às vezes não é somente parte da nossa vida
É a única parte que nos causa solidão
Chegam e tiram os pés do chão
Mas é a ausência da outra parte que parte nosso coração
PARA SEMPRE...
Infinitamente inerte diante o manto do teu olhar, que me cobria
Pela eternidade de nossos sentimentos me entreguei...
Senti então o grau esplêndido da alegria que havia desaparecido
Lentamente fomos nos afundando nas águas do desejo entorpecido
Nosso primeiro beijo...
Fluí contigo para além desse universo
Onde só existia sinfonia dos anseios de te reencontrar
Primeira noite dormimos satisfeitos como por um encanto
Nos reduzia em um único pensamento.
Morrí sempre! Em meus gemidos em cada um, tu estavas presente.
E quando achei que tudo se perdeu...
Entregastes o coração teu
Onde só existia relampejo desconexos
Derramávamos um para o outro em uma nova vida
e... então como sem saída...
Resolvíamos nos amar até o fim de nossos dias...
MESMO NO ADEUS...
Mesmo que em solidão
Mesmo que não veja o teu olhar
Mesmo que sempre esteja em minhas lembranças
Mesmo que em ti sentimento envelheceu
Mesmo que hoje digas: “não”
E a noite é solidão...
Mesmo meu agora é amanhã
Mesmo que até eu anoiteci
Mesmo que não tenha palavras
Mesmo que eu não esqueça de ti
Quando me olhou assim
Mesmo que sem ti tenha medo de existir
Mesmo que não tenha muitas histórias para sentir
Mesmo que sentimentos me consumam em pedaços
E se estiveres comigo simplesmente me refaço
Mesmo que tudo tenha passado sem perceber
Mesmo que seja apenas letra que não escrevi
Mesmo que o coração não se contenha ao te ver
E chora como menina por te perder
Mesmo que tudo já tenha passado, obrigado.
Mesmo que seja fraco, frágil e mortal.
Mesmo que não mais volte pra mim
sempre terei você aqui
TUA ALMA BEIJOU MEUS SONHOS
Com risos simples...
Nos dissemos tudo num silêncio...
Que permeou as nossas vidas
Num sol de outono.
O mundo desapareceu a meu redor
Apertava meu peito
Com lágrimas descontroláveis;
Tive que me apoiar
No balcão das minhas verdades;
Eu temia que nossas vidas
Se tornassem vazias;
Sua voz feito música,
Latejava aos meus ouvidos;
A tristeza se espalhou sorrateiramente
Pelo meu corpo;
E em plena luz do dia,
Nossos caminhos se encontraram
Com corações transparentes
Navegavam na paz...
Ardia como em sol do meio dia.
Prisioneiro do meu destino
Olhei sem foco seu olhos
Brisa de saudades
Invadiu minha alma
Efemeramente...
Momento que o tempo não pode corromper
Turbilhões de pensamentos ao nosso redor
Ondulavas o fim do dia
E suas mãos delicada sobre a minha
Sem jamais querer largar
De meus olhos saiam faísca de mim
Com os raios que o sol cintilava outrora
Seu perfume banhava minha alma
Como as lágrimas lavava o meu rosto
Tua alma beijou meus sonhos
E assim.... nos despedimos...
Você ...
Com algumas feridas e muitos sorrisos
E eu ...
Com alguns sorrisos e muitas feridas...
TUA AUSÊNCIA, MINHA SAUDADE.
Teu beijo solto no ar
Parecia me dá asas pra voar
Ter você na minha frente
E rapidamente soltando a minha mão
Levando meu coração
Contigo foi metade de mim
Pedaço de ti ficou em mim
Vontade louca de ficar contigo
Mas força maior inconsequente te levou
Não sabia que era você o sentido do meu amor
Que raridade esse encanto
Que me leva o pensamento
Tortura meus anseios
E segundos sem ti já é ansiedade
Na sua ausência nada é verdade
A não ser a dor da saudade
Que implora pra ficar
E as lágrimas companheiras
Que não podias enxugar
O que me resta de você agora?
É só pensar em nós, como outrora.
Só consigo ouvir saudades
Que me diz que é ilusão
E no meio do nada, Solidão
Mora meu coração
Perdida no tempo a esperar
Lágrimas solitárias e quentes a rolar...
Só tinha fortemente um desejo:
Jamais de ti me separar...
VERSÕES DE UM FIM
É inútil tentar entender
O porquê das incógnitas,
Se as dúvidas são perfeitamente elas mesmas
Num incompreensível sentido errante.
A resposta das perguntas é o tempo,
Os momentos de inseguranças
São como hipnose de um passado
Insuficiente para suprir a carência
De um coração que perpetua.
As lágrimas...
Foram companheiras e testemunhas da solidão
E secaram ao amanhecer das verdades
Esmoreceram com as certezas amadurecidas
Na dor entorpecente de um coração ainda dolorido...
E o que antes era pra mim convicto,
Hoje é um momento supérfluo de mãos inutilizadas
Pensamentos desconexos
E ainda tracejam motivos de retorno
E numa fantástica ilusão
Ronda a busca de um sorriso que se feriu na estrada.
Era o fim do caminho...
O destino destruiu a ponte que unia o amor e a felicidade
E meu coração a beira de um precipício
Não me restou nem ao menos uma trilha
Que me trouxesse de volta...
Apenas eu de face com a verdade.
Neste tempo, inconsciente e inocentemente
Tornei-me noctívaga
Vagando nas saudades que senti de mim mesma
Quando meu eu saiu de mim sem despedidas...
Sem compreensão de que:
“Se não foi, não era pra ser”
“Tudo está escrito”
Não vale a pena conflitar...
“Obedecer é melhor do que sacrificar
AMAR-TE SEM RESERVAS...
Segura minha mão
Não me deixa cair nessa
Foste tão depressa
Que não sei
Nem tu o sabes
Dessa verdade que sonhamos!
Por essa saudade não posso mais caminhar
Pernas bambas, emoção.
Não suporto o coração
Querendo sair pela boca
Deixando-me meio louca
Peço teu perdão...
Por te querer tão loucamente
Por ter você sempre na mente
Voar em sonho, tão docemente.
Enlouquecida com teus beijos
Chego até a ficar doente
Não suporto a sua partida
Não sei aonde é a saída
Caindo ao meio do caminho
E não sei mais voltar
Perdida por entre as estradas
Querendo-te ver passar...
Para te esperar
Meu beijo te encontrar
E te amar
Sem ponderar...
ONTEM EU CHOREI...
ONTEM EU CHOREI...
Ontem chorei com saudades de mim
Sentia que talvez tenha dito adeus a alguém
E percebi que estava sem mim
Num só momento pude perceber minha ausência
Saudades do que fui
Ou do que eu queria ser um dia...
Aquela tristeza profunda de poeta
Que percorre em meio à dor
E encontra a alegria de um momento que se viveu
Saudades do seu próprio eu...
ATALHOS DO TEU OLHAR
Seus olhos são portas que me levam
Para onde nem sei chegar
Suas palavras que cegam
Na força intensa do teu olhar
Buscam encontrar em mim respostas
Domínio cruel em direções opostas
Sigo em túneis de incerteza
Aproximando-me de tua beleza
E quanto mais de ti procuram
Menos sabem te entender
Com suas incógnitas choram
De ti querendo saber
Dentro de mim apenas loucura
De um olhar que me despi
Fogo ardente que tortura
E inconsciente vem me ferir
Inquietude, és meu caminho.
Buscando teus atalhos
Arranha-me com os passos
Que deseja teu carinho
Em tempos de medo
Mal posso te encontrar
Nas reflexões me perco
Na tortura de te amar.
PASSANDO PELA TUA VIDA
Como águia voando veloz,
Avassaladora, passei pelo teu coração
E nos passados tristes passeastes comigo
Espantastes todos os meus medos
Decifrastes todos os meus olhares
E todo o meu interior foi espiado,
Esperastes um gesto dos meus acenos
Explorastes o baú de minhas antiguidades
E achastes riquezas que eu mesmo desconhecia
Bebestes de minhas vertentes com perseverança
Envolvestes comigo em minha vulnerabilidade
E chorastes os meus prantos.
Na terra infrutífera da minha alma
Plantastes sementes de valor
Em solo seco pelas dores
Derramastes também amor
Onde eu não via estrelas no céu
Erguestes o olhar a encontrar
E por nas nuvens sobrecarregadas de lágrimas
Acreditastes nos raios do sol.
Ansiastes todos meus beijos
E minhas aspirações com paciência
Iluminastes os becos das minhas ruas
E sob a luz de um luar desconhecido
Tratastes de minhas mais profundas feridas
E curastes-me com atos de amor.
O REENCONTRO DO ENCONTRO.
Não se afastas de mim
Passeias por meus pensamentos
Apavoras minhas vontades
Deixando rastros de saudades
Despertando novos sonhos
Transportas-me por Lembranças que me fazem desnortear
Conduzida fui pelo teu olhar
Faceiro e extremamente sedutor
Que levou a minha dor
Confusa entre delírio e amor
Entre a maciez da tua pele
E o conforto de te beijar...
Tua Ausência...
Segue nesse espaço em branco
Tua imagem já amarelada
Moldada pelos momentos de outrora
Ansiosa pela hora
Que poderemos nos rever
E Calmamente reviver
Tudo que as palavras não pode descrever
Nem o coração conter
As lágrimas de lamentos por não ter você
Nesse passado Recheado de sentimentos
Cobrado pelos meus lamentos
Sem ti, nem mais sei como amar
Mal posso esperar
Para reencontrar
Meu coração que você levou
Com promessas de amor
Confundo-me entre ilusão e paixão
Mergulho na magnitude desse teu olhar
E não consiga mais parar
De te desejar
De contigo estar
Ao teu lado poder sonhar
E realizar
Tudo o mais que pudemos desfrutar
Nesse eterno momento...
Que será te reencontrar
Em partículas de mim
E te amar...meu mar...
CORAÇÃO NO CAOS
Já não posso adestrar eu coração
Ele já tem vontades próprias
Já não posso traçar para ele planos
Projetos arquitetados e traçados
Nem ao menos protegê-los dos perigos
Já estou cansada de correr
Coração ofegante...
Tenho medo de ousar
E correr da vida riscos.
E apesar dos cacos de vidros
Ainda tenho que andar descalço
E pela vida...
Passando por becos
Totalmente caóticos de esperanças
Sem exageros!!!
Mergulhando em mar bravios
Cheio de ondas altíssimas!
Mar de lágrimas a soluçar!
Sem ter alguém para amar...