Pular para o conteúdo

Frases de João B. Gregório Júnior

34 frases

⁠Abrem-se as comportas! A manada vai subir! Depois de uma hora de espera, cada um se espreme com o outro a fim de não perder tempo para conseguir seu melhor lugar naquela carroça, quanto esforço vão! O dono da carroça, não anda dentro dela, logo, não há melhor lugar! Tudo é duro…
Continuar lendo

⁠Abrem-se as comportas! A manada vai subir! Depois de uma hora de espera, cada um se espreme com o outro a fim de não perder tempo para conseguir seu melhor lugar naquela carroça, quanto esforço vão! O dono da carroça, não anda dentro dela, logo, não há melhor lugar! Tudo é duro, pequeno e apertado. Fecham-se as comportas! É hora de conduzir o animal até o curral. Eita! Boi pra sofrer! Se antes se espremiam para subir, agora se equilibram para não cair! É tanta cabeça, que não conseguimos olhar nem para os nossos pés, imagina enxergar o chão dessa joça?! Cada um se vira como pode! Quem conseguiu lugar, ta agüentando os que não conseguiram caírem em cima de si, não que se sintam atraídos, mas por não possuírem mais como se manter de pé. Desce a primeira boiada! Aliviou um pouco, mas de imediato, o condutor da carroça junto com o fiscal da empresa, põe um olhar de patrão para que possamos sair daquele lugar e passar para o “nosso cantinho lá traz”, depois do contador de passagens, em respeito aos mais velhos! Que danado de respeito é esse?! Quando o dono da carroça não sabe o que é isso. Constrangidos, passamos pelo contador de passagens, e logo levamos uma ferroada em brasa, bem no bolso! Essa doeu! Além de ir em pé e espremido ainda tenho que sair com o meu bolso ferrado! Eita! Boi pra sofrer! O bicho agüenta tudo isso calado! Pois não sabe reclamar, se reclama, vem Seu Polícia com a vara na mão, dá razão ao dono da carroça, e pode até me fazer ir o resto do caminho a pé, comendo grama. Êta! vida sem grana! É difícil viver assim, sendo servido por bacana, onde se passa um serviço safado, por um preço tão caro. Enquanto isso, o dono da carroça, com a pança imensa, gordo de tanta riqueza, fecha os olhos e diz que vai tudo bem, amanhã vai ganhar mais dinheiro levando pra cima e pra baixo esse bicho mal educado, que só come capim, e não anda de carro! Desce a última boiada! Chegam a seus currais cansados, tiram os sapatos, deitam em suas camas de feno, fecham os olhos para descasar, com medo de acordar pensando no amanhã, quando tiverem que encarar de novo a Carroça, a Ferroada, e seu Cantinho Lá Traz, e já dorme estressado, pensando: como é complicado, ser liso, e ter uma vida de gado!

⁠Não há culpa em não querer: não se escolhe o que se quer, por vezes, o desejo tem fontes distintas da razão. Não se pode amar apenas por consideração - da mesma forma que não se deixa de amar pela impossibilidade de acontecimento.
Continuar lendo

⁠Não há culpa em não querer: não se escolhe o que se quer, por vezes, o desejo tem fontes distintas da razão. Não se pode amar apenas por consideração - da mesma forma que não se deixa de amar pela impossibilidade de acontecimento. Entregar-se sem desejo é a pior das ofensas a si mesmo e ao que deseja sua entrega; Concretizar o desejo pensando só em si é um ato de extremo egoísmo, deve ser imediatamente abandonado e nunca executado. Nunca coloque o fim da amizade como um escudo aos desejos, a amizade não se perde. O seu desejo não deve obrigar o outro a desejar o mesmo. Se fores o desejo de alguém, haja com nobreza, respeite os limites e compreenda a fuga desse de estar perto de você. Você passa a ser desejo quando o coração do outro aperta perto de você, o ciúme arde mesmo em silêncio, e as tentativas de ter-te nunca são descartadas. Nunca se esquece aquilo que é dito na tentativa de afastar a possibilidade da realização. Nunca será indolor: o não, a confissão, e a constatação. Te ver feliz é uma alegria, até que essa alegria não permite nossa participação. Há loucura no desejo, e a razão na tristeza. de tudo que se falou, a verdade é: quando o primeiro pensamento, o principal objetivo do dia, e quando a vontade latente for alguém, aí estaremos de fato condenados.

⁠O tempo passa, mas não muda o que é elementar. durante toda nossa vida saberemos, no momento exato, o que importa e o que não precisamos para continuar. O homem consegue fazer evoluir o meio a sua volta, mas ainda é capaz de chorar pelas mesmas coisas que o seu antepassado mais…
Continuar lendo

⁠O tempo passa, mas não muda o que é elementar. durante toda nossa vida saberemos, no momento exato, o que importa e o que não precisamos para continuar. O homem consegue fazer evoluir o meio a sua volta, mas ainda é capaz de chorar pelas mesmas coisas que o seu antepassado mais primitivo chorava: a perda, a dor, e a dependência. Diante dessas três tristezas primitivas, costumamos esquecer tecnologia, o avanço e o tempo que estamos, e passamos a chorar como homens desolados ou como crianças desamparadas, pois, o que era elementar no nosso viver não existe mais! O pior é que só nos damos conta da falta, após nos sobrevir esses três elementos de angústia... e percebemos que já é tarde demais, que não temos o que fazer, e que os nossos recursos mais modernos se dobram diante daquilo que é tão antigo quanto a existência: O Não Existir. Que haja humildade, maturidade e firmeza em nós para sabermos que ainda somos os mesmos humanos criados por Deus. Compreendamos nossas fraquezas antes mesmo de sermos assolados pelos momentos ruins; Que os abraços sejam dados, as verdades sejam ditas e o perdão seja liberado, pois, depois da perda e da dor, vamos chorar inconsoláveis pela dependência, pois o homem moderno, com toda sua tecnologia, conhecimento, e modificações, ainda não conseguiu superar as fraquezas mais remotas do homem primitivo.

⁠O olhar: fala encanta
Continuar lendo

⁠O olhar: fala encanta esconde entrega sorrir chora penetra se deixa invadir... Teu olhar: Flama Brilha Reclama Chama Desvenda Engana Abandona Enxerga além de mim... Meus olhos: Buscam Te Acham. Flagram Te Entendem. Choram Se Desenganam Se Iludem Só vêem a ti.

Porquê me seduziste? Nem ao menos te toque no teu corpo não peguei,
Continuar lendo

Porquê me seduziste? Nem ao menos te toque no teu corpo não peguei, do teu espinho não tirei. O Porquê deste aroma? me prendendo com teu feito, me envolvendo desse jeito, me deixando sem noção. O que fiz foi passar do teu lado, mesmo mal intencionado, com a morte não merecia ser enganado. Me feriste quando te olhei. Marcaste-me com as armas que te dei! Mesmo que eu vá, marcas tua levarei.

⁠Passos frenéticos Passos cansados Passos ligeiros
Continuar lendo

⁠Passos frenéticos Passos cansados Passos ligeiros Passos trocados Passos que não se dariam Se soubesse o destino que receberia Após cada passo, não se sabe: Morte ou vida que espera? Universos que se encontram, Caminhos que se cruzam, Destinos que se vão! No final de cada caminho uma história. No fim de cada história uma vida., Vidas decididas apenas por passos.

Momentos perdidos dão luz a raiva, as chance e as oportunidades que escaparam pelas mãos. Lembranças dos momentos éticos são detestáveis, quando desperdiçadas as sinalizações da possibilidade, acreditar que perderia o que se tivesse era a tua mentira! Nada seria como sempre foi.…
Continuar lendo

Momentos perdidos dão luz a raiva, as chance e as oportunidades que escaparam pelas mãos. Lembranças dos momentos éticos são detestáveis, quando desperdiçadas as sinalizações da possibilidade, acreditar que perderia o que se tivesse era a tua mentira! Nada seria como sempre foi... O palpite que põe em cheque o desejo, hoje soa como um jogo de azar com a mesma possibilidade de perder ou ganhar! Covardia é deixar escapar o que poderia ter sido quando o risco vale a pena! perder o pouco que se tem, por querer ter tudo que se pode. Hoje, sem uma relação plena, proibidos num monólogo bilateral entre o que foi, e o que poderia ter sido, construímos um lago onde poderia ser uma corredeira! somos cheio de possibilidades mas vivemos a mediocridade do que poderia, sem ao menos o que é. Enterrado foi no caminho a possibilidade, enquanto tornas empalhado o imortal sem vida, preservado e inútil, como um troféu em tua sala. Assim, de qualquer forma, por um ou outro caminho sai como chegou todo amor e carinho, ao tempo que a distância toma a forma mais assombrosa ao coração desejoso, que sente o amargo de uma atitude que não tomada, vivendo aquilo que não cabe mais em si. No final tudo terminou como se temia, com o risco da perda, cada vez mais distante, e um desejo enterrado por um crédito mal dado. Ao menos o interesse comum prevalece: a vontade de estar, mesmo que não esteja! ainda que de forma controversa. Todo o resto passou a condição de um fogo, ferida, descontentamento e dor! o que em um certo poema ainda chamam de amor.