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Frases de Jô Farias

85 frases

Só depois Lembrei Que deixei
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Só depois Lembrei Que deixei Para depois

Seguimos acreditando.. Acreditamos que vamos acordar e tomar nosso café da manhã.. Acreditamos que vamos enxergar o pôr do sol (minha série favorita de final de tarde), porque depois dele existe o prenúncio de um novo dia,
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Seguimos acreditando.. Acreditamos que vamos acordar e tomar nosso café da manhã.. Acreditamos que vamos enxergar o pôr do sol (minha série favorita de final de tarde), porque depois dele existe o prenúncio de um novo dia, nossa vida vai girando.. Mesmo que não existam certezas e as incertezas pairem sobre nossos pensamentos, a vida segue e segue..

E ficamos em casa para conseguir acabar com a Pandemia, que quer acabar com a população. (...) Quando criança, o mais alto grau do castigo, era o confinamento: "Fica em casa e pensa no que você fez!" , em voz alta, minha mãe falava... Ecoava por toda casa. Não brincar na pracinh…
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E ficamos em casa para conseguir acabar com a Pandemia, que quer acabar com a população. (...) Quando criança, o mais alto grau do castigo, era o confinamento: "Fica em casa e pensa no que você fez!" , em voz alta, minha mãe falava... Ecoava por toda casa. Não brincar na pracinha, me levava ao mais profundo sentimento de tristeza. Estamos de castigo pelo que fizemos ou não fizemos... Não temos certeza de quanto tempo vai durar... Não sabemos quantos vão entender. Em confinamento ou não, precisamos entender que não somos diferentes! Muito mais do que possuir e consumir, precisamos de empatia!!! Que ela ecoe para sempre!

⁠Epidemia o medo os outros
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⁠Epidemia o medo os outros a tristeza dos outros a revolta por outros e quantos outros tantos outros enquanto os outros outros contaminam outros o choro cala um grito encerra

⁠Entardeceres são sempre entardeceres Haverão tardes que enxergaremos o pôr do sol e outras que não o veremos.
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⁠Entardeceres são sempre entardeceres Haverão tardes que enxergaremos o pôr do sol e outras que não o veremos. Antes do pôr do sol, Olga tateia pela casa na companhia do seu inseparável, atento e fiel cãozinho.. Olga aos oitenta e poucos anos é a mais nova de nove irmãos, a cegueira lhe tirou a luz dos dias, mas nunca a alegria de se sentir viva. Ouvinte e participante assídua de uma emissora de rádio. Por decepção amorosa não casou e assim filhos não teve. Foi alfebetizadora no pequeno lugarejo onde nasceu e cresceu. Tinha uma maestria no crochê e ornava os eletros domésticos, mesas de casa e qualquer canto que vazio estivesse. Mudou-se para capital, acompanhando os irmãos, seu trabalho foi continuado por um período na prefeitura municipal. Aposentada passou a fazer ações sociais para uma paróquia da região metropolitana. Muitos sobrinhos, sobrinhos-netos e sobrinhos-bisnetos lhe visitam o que lhe trás sorrisos.. Olga mantém a tradição de decorar a casa para os festejos juninos e com a ajuda do sobrinho Bartolo pendura as banderolas coloridas no terraço; já no início de dezembro são desencaixotados os brilhos natalinos e um antigo presépio que fôra de sua mãe e havia sido restaurado por sua irmã Aurora. O sino da igreja..badala, como de costume é hora de fechar as janelas, entardeceu e Olga o sabe...

⁠O legado Aurélio era o mais velho dos irmãos, tornou-se arrimo de família. Aos 16 anos trabalhava como ajudante numa oficina mecânica de máquinas agrárias.
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⁠O legado Aurélio era o mais velho dos irmãos, tornou-se arrimo de família. Aos 16 anos trabalhava como ajudante numa oficina mecânica de máquinas agrárias. Morava com sua avó paterna...e uma tia. Seu pai era agricultor e morrerá ainda jovem. Sua mãe já viúva... morava com os seus outros filhos. Aurélio herdara do avó uma caixa de ferramentas de carpintaria e muito habilidoso fazia consertos em portas e janelas. Passou a fabricar mesas, tamboretes e bancos de igreja. De ajudante a "Mestre" e, assim o chamavam... Aos 27 anos viajou para São Paulo e realizou o Curso de Mecânica Agrícola Manutenção de Tratores e Colheitadeiras, tornou-se funcionário público. Casou-se, teve filhos, os dois primeiros também se tornaram mecânicos. O Mestre, além de muito capacitado era solícito e não media esforços para ajudar as pessoas, foi sempre indicado por realizar um serviço de excelência. Repleto de verbos e lembranças, contava sempre suas histórias.. fazendo referências a diversas situações... umas engraçadas, outras nem tanto! Aurélio...levantava todas as manhãs ...muito cedo e mesmo aposentado era sua rotina. No galpão construído por ele, no quintal de sua casa, expunha suas ferramentas...como uma coleção. Pontualidade era uma de suas maiores qualidades, seus dias eram resumidos....entre o trabalho e a família. As vezes brincalhão outras vezes muito bravo.. Mesmo doente, Aurélio não perdeu sua vitalidade, seu senso crítico e sua imensa vontade ajudar. Fez muitas doações e, uma de suas últimas para o hospital onde fazia seu tratamento.. Era hora de parar... Aurélio sabia que, como uma máquina, tudo tinha seu tempo.

⁠Betina a primeira filha. O primeiro brilho dos olhos de seus pais, aquela que serviria de exemplo para os outros. Cumpriu as primeiras etapas dos estudos.
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⁠Betina a primeira filha. O primeiro brilho dos olhos de seus pais, aquela que serviria de exemplo para os outros. Cumpriu as primeiras etapas dos estudos. Era desejo dos pais que a formação de Betina fosse em medicina, mas não era da vontade de Betina estudar para ser médica, pois não queria desagradar seus pais. Dos livros empilhados na velha estante além dos de estudos, eram romance, suspense e psicanálise. O divertimento sempre ficava para depois, era hora de dividir as tarefas domésticas com sua mãe e depois tomar a lição dos irmãos mais novos. Betina então foi aprovada em medicina, mas não deu seguimento, Betina queria, era entender a mente humana e, prestou vestibular novamente, sendo aprovada para psicologia. Formou-se, casou-se e filhos teve, assim também, os direcionando para cumprir as etapas da vida. Betina filha, esposa e mãe. Batalhas lhe vieram, nem todas ganhas...(seu companheiro se fôra rápido). Entre lamentos, dores físicas e da alma, brotaram vidas. De lá, da espaçosa sala do seu apartamento que, ora está vazia e ora preenchida, saem alegrias que são compartilhadas com as crianças, almofadas pelo chão, o sofá se transforma num pula-pula, do sorriir a cada pulo, da repetição do "já" e, é claro, das mais lindas declarações de amor: Betina avó!