Toda arguição conduzida por amigos é peça encenada, conspiração disfarçada, justiça subjugada
Frases de Jerônimo Bento de Santana Neto
2.471 frases
Favela passou a ser comunidade, marketing comercial, pobreza com nova identidade, gourmetização, cosmética social. Enquanto isso, o hiato da desigualdade só faz aumentar
Quanto menor o saber, maior a certeza.
Antes favela, hoje comunidade, trocaram o letreiro, mantiveram o roteiro. Mais glamour que transformação, mais fachada que solução.
Sem fé pública, a democracia perde sua voz.
A cultura humana parece uma tapeçaria viva, nunca pronta. Convenções e consensos construídos historicamente e socialmente se entrelaçam, se cristalizam e depois se desfiam, em processos constantes de construção, desconstrução e reconstrução. Nada é absolutamente fixo, porque a…
Continuar lendo
A cultura humana parece uma tapeçaria viva, nunca pronta. Convenções e consensos construídos historicamente e socialmente se entrelaçam, se cristalizam e depois se desfiam, em processos constantes de construção, desconstrução e reconstrução. Nada é absolutamente fixo, porque a realidade muda e nos convida a repensar. Moral, costumes, leis — tudo parece provisório; tudo é relativizado, nada é absoluto. Quando pensamos ter tecido um consenso duradouro, ele se transforma nos dedos inquietos de novas gerações e nas várias queixas que alimentam um ciclo sem fim. A crítica constante é também força criadora, que renova mesmo diante do desgaste. Para uns, esse incessante desfiar é desesperador; para outros, libertador.
O primeiro propósito da vida é assegurar o sustento para evitar o tormento.
Na sintonia do rádio, busco a sinfonia em sintonia com o meu estado de espírito.
Lutar para não morrer: o primeiro passo do viver.
As redes sociais não fabricaram a ignorância; apenas ampliaram sua ressonância.
Cultura: consensos tecidos, em teia entrelaçada entre passados e presentes. Nada é fixo, tudo oscila e se desfaz, moral, ética e lei, fios que se fazem e refazem. Várias queixas num ciclo sem fim, desfiar constante, dor e alívio, enfim.
Continuar lendo
Cultura: consensos tecidos, em teia entrelaçada entre passados e presentes. Nada é fixo, tudo oscila e se desfaz, moral, ética e lei, fios que se fazem e refazem. Várias queixas num ciclo sem fim, desfiar constante, dor e alívio, enfim. Para alguns, pranto, trabalho e desespero, para outros, renasce o sonho verdadeiro.
A tecnologia democratizou a fala, mas também criou megafones para discursos vazios, agressivos e oportunistas.
Erro é o primeiro rascunho do conhecimento, o primeiro gesto da compreensão.
Reconhecer contextos não é sinônimo de absolvição, mas de compreensão. A recusa em ponderar nos torna prisioneiros do ódio, da pressa e da incapacidade de enxergar nuances.
Na ânsia de catalogar desejos, sofrimentos e identidades, transformamos a complexidade humana em produto vendável, enquanto perdemos de vista a essência do ser.
A compulsão de ser sempre campeão faz da ambição a semente da depressão.
Ampliar o saber sem inflar o dizer.
Interatividade não é liberdade; é só a possibilidade fantasiada de escolha, a facilidade disfarçada de voz.
O erro é o primeiro traço da verdade, o esboço inicial da realidade.
Não é a rede social que semeia a tolice; é a tolice que na rede se denuncia.
Quando tudo é permitido e nenhuma escolha tem peso, a liberdade se torna fardo, e a existência, um território estéril, onde nada importa de verdade.
O primeiro gesto da vida é saciar a fome.
Não foi a rede social que gerou o vazio intelectual; foi o vazio que ali encontrou seu palco ideal.
Enquanto insistirmos em acreditar que leis, política e ideologias resolverão todos os dilemas da condição humana, permaneceremos órfãos de sentido.