No ciclo narcisista, o eu se fecha e se perde; na amizade, se abre e se encontra.
Frases de Jerônimo Bento de Santana Neto
2.471 frases
Algoritmos neoliberais desenvolvidos, laços sociais dissolvidos, valores humanos enfraquecidos; interesses bem estabelecidos, poderes fortalecidos.
O neoliberalismo domina a subjetividade com algoritmos, transformando o sujeito em mercadoria — sem presença, sem alteridade, sem empatia.
Quem sempre concorda com nossos gostos, crenças e palavras — sem tensão, confronto ou presença — não escuta: induz, seduz e reproduz.
Só escuta o que agrada, só convive com iguais, engana a si próprio e aos demais.
O outro é ponte e ruptura, não mera confirmação; no encontro e na diferença nasce o desejo e a renovação.
Sem o outro, a solidão cresce, a identidade desaparece e o sujeito não floresce.
Buscamos um outro que nos sirva sem demora, nos entenda sem censura e esteja à disposição toda hora.
Ricos vivem a extravagância sem medo e sem censura; pobres sabem que uma semana de luxúria pode custar anos de amarguras.
Ricos vivem na farra sem preocupação; pobres, na religião, buscam salvação.
Quanto mais cara, mais clara é a festa. Resquício da escravização que ajudou a concentrar a riqueza na população branca.
De revolucionária, a esquerda tornou-se comportamental, cultural e identitária.
O capitalismo converteu o supérfluo em produto indispensável.
A ironia do momento é que as regras do relacionamento aberto são bem maiores que as da monogamia.
Desejo sem freio vira cativeiro.
Sem berço de ouro, perdemos o tempo vigiando o outro.
Conversar exige coragem: enfrentar feridas, expor dores e esperar o inesperado — e, mesmo assim, continuar amando enquanto as palavras pesam, porque o vínculo vale mais que o conflito.
A moral é preocupação burguesa para afirmar-se perante o outro, diferente da realeza que nasce rica e reconhecida.
Rico é libertino, não altera seu destino.
O amor tende a esfriar onde o conflito se estabelece e o silêncio permanece.
Amar é falar quando tudo quer calar.
A tecnologia voa, o costume anda.
Sempre tem alguém que nem escuta, já responde “eu também”.
Sem riqueza material, resta ao povo a moral como freio e a religião como consolação.