A repressão alimenta o desejo; a liberação desencanta.
Frases de Jerônimo Bento de Santana Neto
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O desejo proibido não só excita, como eterniza.
A democracia não é algo dado, doado ou herdado, mas um direito conquistado, um valor que deve ser preservado.
Todo fim de ciclo guarda em si a semente do recomeço.
O desejo é duradouro na fantasia e efêmero na realização.
Na pós-modernidade, a pressa em remediar a dor da perda impede a elaboração e a transformação.
Piada sem público certo tende a virar ofensa sobretudo em grupos heterogêneos.
Gente cansa e descansa a gente.
A retórica convence pelo argumento; a oratória, pelo encantamento.
Reclama do que clama, aclama e declama. Paradoxo da vida cotidiana.
O paradoxo da impossibilidade como berço do desejo.
Mais inalcançável, mais desejado.
Nada mantém o desejo vivo como a impossibilidade.
Não se trata de romantizar a dor, mas de entender que o sofrimento pode ser um sinal de que algo precisa mudar.
Tensão atrai o olhar, mas nem sempre conquista a atenção.
Por vezes, entregamos muito a quem não nos entrega nada.
Ser feliz virou estratégia de lucro — não mais um fim em si, mas um meio de produzir mais.
Velório: falatório de elogios tardios.
Ficar ressentido, por vezes, tem motivos legítimos; o que não faz sentido é guardar mágoa de alguém que não faz mais sentido.
Quando a disputa de ego entra em cena, o inferno contracena.
A ausência em vida convida à maledicência; a ausência na morte, à reverência.
Muitas pessoas têm transferido seus afetos para objetos hiper-realistas, na tentativa de escapar da angústia que o outro impõe à subjetividade.
Ego em disputa, inferno em cena.
Quem vive junto tende a cuidar mais, não porque ame mais, mas por estar mais perto. A distância não justifica ausência, mas deixa claro que é injusto exigir dedicação igual de quem não mora junto.