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Frases de JANAÍNA ARAÚJO

142 frases

Civilizações Antigas Os antigos tinham uma maior percepção do mundo ao seu redor do que temos hoje em dia, eles utilizavam isso a seu favor, não possuíam apetrechos da tecnologia, como o relógio, mesmo assim não estavam perdidos no tempo, não existia GPS, mas sabiam à direção ex…
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Civilizações Antigas Os antigos tinham uma maior percepção do mundo ao seu redor do que temos hoje em dia, eles utilizavam isso a seu favor, não possuíam apetrechos da tecnologia, como o relógio, mesmo assim não estavam perdidos no tempo, não existia GPS, mas sabiam à direção exata, quão insana era sua inteligência que seguimos até hoje. Na busca por conhecimentos do principio, encontramos fatos que apontam uma possível verdade, mais desconhecemos o real significado e a suma importância para o povo daquela época. Recebemos sinais o tempo todo do mundo a nossa volta, mas não temos tempo, nem percepção para enxerga o que está visível diante de nossos olhos, e não é necessário tanto esforço, basta um pouco de sensibilidade para perceber os sinais do universo. Nos dias atuais são poucas as pessoas que são sensíveis à essa visão, onde estes são considerados estudiosos e especialista, porém, basta tirar a venda dos olhos para enxergar o visível, o perceptível, assim descobrirá o que para você seria um enigma, para os antigos não.

ESPECTADORA Eu poderia passar anos aqui... deitada na cama, frente ao ecrã. Da janela do meu quarto vejo a vida passar breve, sempre direta e nunca espera. Eu aqui deitada, o mundo lá fora e nada mais. O silêncio no meu espaço me faz ouvir apenas o ruído ao digitar, também consi…
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ESPECTADORA Eu poderia passar anos aqui... deitada na cama, frente ao ecrã. Da janela do meu quarto vejo a vida passar breve, sempre direta e nunca espera. Eu aqui deitada, o mundo lá fora e nada mais. O silêncio no meu espaço me faz ouvir apenas o ruído ao digitar, também consigo ouvir meus pensamentos. O quarto não parece vazio, apenas silencioso, até um certo momento, é quando perco a concentração. Algo me atrapalha, nesse instante volto meus olhos para janela; meus ouvidos captam sons em meio ao silêncio, posso ouvir delicados assobios, que saem como melodia, algo doce e suave. Congelo por um momento! Na tentativa de ouvir e sentir a pureza de um som tão singelo, porém grandioso; fui tomada por um êxtase e absorvia uma paz interna. Então, me dei conta que o aparelho já estava no chão, não dei importância. Continuei a ouvir aquela cantata. Eu não enxergava o ser, apenas o som que emitia, não havia imagem apenas notas... até que ao elevar meus olhos, eles vislumbraram a imagem que dançava aquela melodia. Eram brancas e cheias de formas, em um grandioso palco azul céu, repletas de formosura. Pude observa que estavam sempre no mesmo ritmo, acompanhando o coral de sons que me despertou. A valsa continuava, ou seria um tango? Eu fitei meus olhos nas dançarinas brancas, notei que se moviam mais rápido. Quando voltei o olhar já eram outras formas brancas, que se tornavam uma imensidão de faces e gestos, mas o palco continuava o mesmo. O som seguia no ritmo do princípio, os autores ou seriam intérpretes, pareciam não cansar. Fiquei ali parada, apreciando toda aquela magia de movimentos. Quando me dei conta, tudo parou! O silêncio se fez presente, a garganta estava seca. Quando me recompus, pude perceber que em minha volta só restava o meu eu, no meu espaço. E assim, como em um estado de transe, tudo não passou de um vasto... cochilo da tarde JANAÍNA ARAÚJO (Inspirado em Luan Batista)

⁠Tudo muda, o ontem já passou... O hoje já é o amanhã! Passaram-se dias, noites, semanas e anos... O tempo levou o cheiro, sorrisos e abraços, a paisagem foi se modificando e outras belezas se mostraram, alguns rostos desfizeram-se, mas a ausência se fez presente, em um pedaço…
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⁠Tudo muda, o ontem já passou... O hoje já é o amanhã! Passaram-se dias, noites, semanas e anos... O tempo levou o cheiro, sorrisos e abraços, a paisagem foi se modificando e outras belezas se mostraram, alguns rostos desfizeram-se, mas a ausência se fez presente, em um pedaço de vida que o tempo transformou, mais que o sol ainda volta para irradiar lembranças, que não serão esquecidas nem nessa vida, nem em outra. Tudo é tão rápido, tão passageiro, a vida está em constante modificação, e não adianta pegar carona com o tempo, pois, este é traiçoeiro, não passará na hora marcada do teu lembrar, do teu esperar, e quando ele passar estejas apegado verdadeiramente com corações, emoções, sentimentos bons e verdadeiros, pois, só assim chegará no amanhã, com o lembrar e o sentir da presença de algo ou alguém, que o tempo já levou, mais que ainda aqui se faz presente. Janaína Maria Araújo Comentário 28/05/2020 Janaína Maria Araújo Quando fiz esse poema, eu quis retratar um pouco sobre essa jornada do tempo, ao passar pela vida, morte, saudade e pelas lembranças. De como o tempo é importante, e só nos damos conta quando paramos, pois, acreditamos e vivemos um tempo irreal, ao pensar que o tempo pode parar e esperar, quando assim quisermos. Mas só hoje, diante das adversidades, compreendemos o valor que o tempo tem; o valor de um abraço, de um afeto, de um carinho, de um caminhar, de encontrar pessoas e vivenciar momentos, de esquecer um pouco de estar em frente ao ecrã e vivenciar o hoje, o agora. Hoje conseguimos parar, conseguimos observar e perceber as modificações do espaço a nossa volta, e sentir... Sentir falta de algo ou alguém, sentir falta e “perceber a presença”, sentir o vento no rosto, sentir o sol, sentir o toque, o afago, sentir necessidade de aproveitar mais a vida e não perde mais tempo. Por isso acredito que, o tempo é tão importante quanto a vida. A vida só é valorizada e vivenciada quando paramos para pensar no tempo, sobre o que fizemos com ele, qual o tempo em que nós realmente a vivenciamos, e se a vivenciamos de fato, ou só passamos pela vida, sem realmente existe, pelo menos dentro da gente. Tem um vídeo de Leandro Karnal, que ele diz a seguinte frase: “ Tem dois dias na vida, um é quando você nasce (um dia importante), o segundo dia mais importante, é o porquê você existe no mundo, esse é o seu segundo nascimento, e se você não conseguiu responder ainda por que você vive...’’ Essa fala de Leandro Karnal, me fez refletir sobre esse momento no qual estamos passando, de como nossa vida é curta, e o que estamos fazendo dela. Será que, realmente estamos nos apegando a sentimentos bons e verdadeiros, será que temos um olhar afetuoso ao próximo, o que eu estou deixando de bom para o mundo, qual é minha contribuição. A gente de repente, se pega pensando no ser e no existir de fato, do que realmente é importante, o que vale a pena. Tantas coisas que talvez queríamos fazer e não fizemos, quantos momentos e segundos perdidos…tantas pessoas que gostaríamos de falar e não falamos, quantos abraços ficaram para trás, quantos olhares perdidos, quantos gestos despercebidos. Quantas vezes deixamos de falar o quanto gostamos de alguém.... Nesse momento de isolamento social, percebemos que o tempo não parou, pois, só agora encontramos tempo para o tempo.