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Frases de J. G. de Araújo Jorge

80 frases

Saudade: enigma cruciante que talvez se explique assim: - quanto mais te sei distante
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Saudade: enigma cruciante que talvez se explique assim: - quanto mais te sei distante mais te sinto junto a mim...

Sou réu de amor Confesso o meu pecado Porem não me arrependo desse crime
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Sou réu de amor Confesso o meu pecado Porem não me arrependo desse crime Que amar alguém e talvez não ser amado Seja o crime mais gostoso e mais sublime A confissão por certo não redime A quem quer continuar culpado E se eu for por acaso condenado Não há razão para que desanime Pelo contrário, altivo, embora fique Meu coração partido em mil pedaços Eu quero que a justiça se pratique Sou réu de amor e julgo-me indefeso! Pela justiça, entrego-me a teus braços Pois eternamente quero ficar preso...

" Solilóquio Nº 4 " Aperto a cabeça contra as mãos, e penso que ainda há pouco tu a apertavas contra o seio.
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" Solilóquio Nº 4 " Aperto a cabeça contra as mãos, e penso que ainda há pouco tu a apertavas contra o seio. Ficou em minhas mãos o cheiro de teu corpo e estás em mim, e no ar que me acompanha És um halo ao meu redor, que eu sinto e vejo e quase apalpo com as minhas mãos vazias que ainda te aguardam... Aperto a cabeça contra as mãos, como se ainda pudesse apanhar-te no pensamento.

Quero que me desculpe, amor, este gasto coração tão viajado, tão tatuado de amores. Quero que me desculpe, amor, esta ironia que me defende contra a vida e que te fere às vezes, sem razão. Que me perdoe, também, essa alma turva que não pode espelhar tua alegria e onde em vão te d…
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Quero que me desculpe, amor, este gasto coração tão viajado, tão tatuado de amores. Quero que me desculpe, amor, esta ironia que me defende contra a vida e que te fere às vezes, sem razão. Que me perdoe, também, essa alma turva que não pode espelhar tua alegria e onde em vão te debruças, imprudente. Quero que me desculpe a minha vida fim de novela que não dá sequer para tecer franquias baratas um sonho pequenino e aquecer teu coração. Que me desculpe, amor, porque fui cúmplice do destino que tramou o nosso encontro, e porque nada fiz, por covardia, para evitar o mal que já sabia. Quero que me desculpe, amor, tão pobre amor, tão gasto amor, tão viajado amor, resto de um pouco amor que ainda subsiste, – que encontraste no cais, quando chegavas, e eu já partia, embebedado e triste…

⁠Se porventura de repente um dia o tempo de se esvai na mocidade, encher-te de tristeza e de saudade
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⁠Se porventura de repente um dia o tempo de se esvai na mocidade, encher-te de tristeza e de saudade dos bons momentos desta alegria Se como paralelas os caminhos jamais se encontrem novamente hás de lembrar, ao tempo que consome, relendo estas linhas tristemente Que és em cada letra do teu nome a chama do amor que eu quis a chama que o tempo não consome e que há de brilhar para te fazer feliz