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Frases de J.A.Mielnik

48 frases

⁠Ler não Faz mal. Leio.
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⁠Ler não Faz mal. Leio. Mal faz Não ler.

⁠Lapidação [sem epitáfio] Lápide! O que escreverão sobre minha lápide?
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⁠Lapidação [sem epitáfio] Lápide! O que escreverão sobre minha lápide? Que legado deixarei? Será que isso importa? Quero viver mas sem desperdiçar a vida Por isso dito meu anseio presente Longe de mim a rudeza Palavras sejam sem aspereza Cicatrizes na memória de outrem Não vale a pena guardar rancor Veneno que definha o amor Não quero perder tempo com trivialidades Nem com belas e rudes mentiras Invejas, brigas, intrigas Prefiro olhar o pôr do sol Contemplar os pássaros Ouvir as flores Cantar sem rubores Plantar as sementes do amor Vestir os calçados da paz Viver no dia a dia a alegria Momentos não monumentos Vida! Prefiro lapidar a vida!

⁠Vento impetuoso Soprou em nós um vento impetuoso Trouxe medo, tristeza e incerteza
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⁠Vento impetuoso Soprou em nós um vento impetuoso Trouxe medo, tristeza e incerteza Deixou para trás o frescor habitual da manhã Não senti o singelo abraço da noite ao relento grandioso De sobressalto, inesperado, tudo arredou Quão belo, quão meigo e estonteante é um afago Um abraço apertado, um aperto de mãos Uma pandemia veio nos ensinar A amar e agir com prontidão A partilhar o pão e a repartir a dor A chorar com os que choram A alegrar-se com os que se alegram A gerar e gerir o amor sem medidas Quero serenidade no olhar e aprender a cuidar Quero chorar de rir e não de dor Familiarizar e a saudade matar Não queria tanto me preocupar Queria sair com segurança Abraçar e amar de novo Quando a tormenta passar Estarei aqui para te lembrar E bradaremos que o amor venceu. Quem espera sempre alcança Já dizia o meu avô.

(H)aja! No ambulatório Vidas que lutam
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(H)aja! No ambulatório Vidas que lutam Haja coração! No laboratório Cientistas que buscam Haja cura, haja solução! No labor diário Pessoas que correm Haja fome, haja o que for, haja o pão! Em tempos assim Não nos esqueçamos Haja caridade, haja amor, haja compaixão! Aja!

⁠Sapucaí Desliguei a TV Meus ouvidos exauridos
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⁠Sapucaí Desliguei a TV Meus ouvidos exauridos entorpecidos fatigados estão! Meus olhos tão dúbios, tão mitigados desfocados então! Ainda que espremidos pelo medo Ainda que diante de arredada sorte Voltarão a brilhar! Mesmo que diante da temida morte Como um samba-canção, enredo Despertarão! Na Marquês de Sapucaí Aguardo ainda meu ensejo Necessito apenas esperar! Quarentenar! A certeza que eu tenho É que minha hora vai chegar Por isso, canto... Ó abre alas que eu quero passar... Chiquinha Gonzaga na história Eu também quero entrar.

⁠Mais que um mero poema Eu não luto... Com uma pena no tinteiro
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⁠Mais que um mero poema Eu não luto... Com uma pena no tinteiro Com uma caneta no papel Com um dedo no teclado do computador Sim, eu luto... Com as palavras em minha mente Com os ruídos ao meu redor Com os sussurros na alma! Talvez eu lute... Contra as palavras sem vocação, Contra os desencontros sem noção, Contra os desafetos pensamentos lineares, Pois do contrário, numa folha qualquer... Escreveria nada mais que um mero poema.