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Frases de Itarcio A. L.

237 frases

Quem tem personalidade é obrigado a se renovar sempre. Quem não tem tá sempre copiando, e a originalidade se perde em tantas cópias.
Frustração nas comedidas entrelinhas, intervalos atestados constituem-se em perfeito nada, própria analogia do imenso vazio que trás minha presença inerte. Quanto dura um pensamento? Tornei-me cego pela insistência em olhar o sol, hoje discorro das misérias tão mais notórias en…
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Frustração nas comedidas entrelinhas, intervalos atestados constituem-se em perfeito nada, própria analogia do imenso vazio que trás minha presença inerte. Quanto dura um pensamento? Tornei-me cego pela insistência em olhar o sol, hoje discorro das misérias tão mais notórias entre os resquícios do meu eu. Planejei minhas verdades singelas pra persistir em pé, incitando fantasia feliz em amontoado de escombros e mentiras. É a dor meu vício; solidão, amparo à ordem das tragédias que me levaram a crença, ou a ausência. Melodia diz que "às vezes pensamentos machucam... será que podemos perdoar as feridas um do outro?" Já perdi e recuperei os sentidos, na repetição conformismo domina. Faz-se melancolia até a próxima onde tudo se multiplica, maior força, menos vida. Clichês não encontram mais sorrisos, nem é tristeza razão somente do acaso. Paranóia preenche os espaços vazios, e nada é tão real quanto meus delírios. Sem nostalgia. Na música parecia tão fácil... Agora os sonhos de olhos fechados são os que mais fazem sentido.

Tu disses ao vento que me excluiu de teus pensamentos Ele veio até mim e disse: é mentira De um amor despedaçado permanecem as feridas
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Tu disses ao vento que me excluiu de teus pensamentos Ele veio até mim e disse: é mentira De um amor despedaçado permanecem as feridas Mas as lembranças que cercam se tornam como pedras Que desabam nas tentativas esquecidas E esmagam as frases não ditas Introdução do talvez ou nunca Na brisa que sinto há palavras escondidas Em destinos confusos sem planos Nos corações mortais machucados Cicatrizes abertas e o frio que gela É teu nome que ouço de dentro da cela Reproduzido em milhões nas paredes riscadas Marcas do delírio e é escuro, sem janela O que poderia ter sido se não fosse a pressa Das vezes que rimei da angústia que deixou Frieza de emoções é o que restou Não puder amar foi a pior sequela Pra todo sentimento agora há cautela

Olhares desbotados e sempre nenhuma palavra como resposta. Sequer gemidos baixos ou o barulho quase inaudível das mãos se esfregando. Só o som do vento, e o resto silêncio. Um silêncio morto. Todos aqueles sorrisos indiferentes incentivaram a desistência. Desarraigar-se foi dol…
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Olhares desbotados e sempre nenhuma palavra como resposta. Sequer gemidos baixos ou o barulho quase inaudível das mãos se esfregando. Só o som do vento, e o resto silêncio. Um silêncio morto. Todos aqueles sorrisos indiferentes incentivaram a desistência. Desarraigar-se foi doloroso, tão quanto confuso. Perder-me de você foi como tentar fugir de mim mesmo em um quarto escuro e sem saída. Todas as paredes riscadas são cicatrizes fechadas. Mas ainda posso sentir os restos entre minhas unhas, e o vazio de estar incompleto. Pedi loucura como guia, nem isso consegui. Só uma consciência confinada a observar detalhes inúteis e memórias que também não servem pra nada. Se antes amor inocente, agora desilusão constante, receio descomedido e nenhum brilho nos olhos. Nenhuma pele corada, nenhum coração batendo mais rápido nem mãos suadas. A melhor parte de mim te dei, mas tu condenou-a a vagar em eterna procura por qualquer coisa. Nada mais me prende, mas pouco me interesso pela liberdade. Todas as outras tentativas acabaram ao chão... Como passarinho livre da gaiola que desaprendeu a voar.

São alguns trechos de frases levemente riscadas e uma caneta que acompanha desde as primeiras tentativas, há muito tempo, quando ainda eram palavras inocentes e rimas que beiravam ao infantil. Digo, eram levemente riscadas para evitar o risco de perder-se por completo o que talve…
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São alguns trechos de frases levemente riscadas e uma caneta que acompanha desde as primeiras tentativas, há muito tempo, quando ainda eram palavras inocentes e rimas que beiravam ao infantil. Digo, eram levemente riscadas para evitar o risco de perder-se por completo o que talvez seja, escondida, introdução das melhores traduções desses pensamentos confusos. Ainda assim, quase sempre termina sem ponto final o que não ganha sequência. Controverso, porque se são meus delírios incompletos, a qual necessidade se prostra as palavras em oferecer conclusão? Não poucas vezes discuto silenciosamente em outra dimensão impossível de decifração a importância da exteriorização dos devaneios. E parece ser a quantidade de respostas inversamente proporcional as perguntas. Assemelha-se a vida a um longo rio de águas escuras, sem limites de início e final, - aparentemente circular, - onde o fim é comparado a quando nos afogamos. (Não necessariamente afogar-se significa morrer, mas se morremos, nos afogamos irreversivelmente). Uns morrem ainda na margem. Sem forças, param de nadar. Outros, em desespero e culpa por erros e memórias, nadam contra a correnteza; no inconformismo de um tempo que não volta, perdem o impulso natural da persistência mesmo quando feridos, e permanecem vivos, porém, somente em teoria... Devo confirmar, como reforço para entendimento, a veracidade dos significados que permito tornarem-se óbvios. Não fosse inexplicável graça divina em preencher-me com discretas sensações otimistas, pouco teria insistido nesse amontoado de frustrações e erros. São traduções de sinceridade. E o, muitas das vezes julgado drama, equívoco dos que pretendem enxergar a escuridão com olhares de satisfação. Nenhuma verdade é tão legítima quanto para quem a vive.