Águas turvas, tantas vezes calmas Gotas saciadas no silêncio, caladas Refresca a alma, o corpo, o coração.!!
Frases de IsabelMoraisRibeiro
336 frases
Serras de fragas cheias de dor, montes escondidos do sol dos nossos olhos Lameiros pisados de paisagens inundadas
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Serras de fragas cheias de dor, montes escondidos do sol dos nossos olhos Lameiros pisados de paisagens inundadas pela margem do rio, lágrimas de amor Ventos feitos em versos, promessas a sussurrar Em lágrimas tímidas, vivências gritantes. Promessas alargadas de esperança e risos Harpa em forma de hino feita de pranto. Segredos escondidos em forma de poesia. Desassossego da noite cheia, por não ter passado Tristezas deste tempo, palavras não ditas. soltas ao vento perdidas do nosso desalento...!
Meu amor a tua boca e a minha, os teus beijos e os meus, os teus braços e os meus
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Meu amor a tua boca e a minha, os teus beijos e os meus, os teus braços e os meus São o coração, porto seguro, anseios, dores, onde eu entro, moro, amo Tranca-me nos teus sonhos, nos teus segredos, em ti Afoga-me nos teus loucos desejos, profundeza do teu olhar Noites embriagadas onde.. beberemos amor e vinho do porto Com lágrimas de alegria e felicidade onde sacias a fome de beijos Aprazas-me com os ecos do silêncio completas-me com a tua metade eu nunca mais me sentirei só meu amor.!
Descubro-te em cada manhã como uma estrada de curvas e planícies.!
Concerto de sonhos, sentidos... Passos de ilusão, lagos secos.. A brincar às escondidas...
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Concerto de sonhos, sentidos... Passos de ilusão, lagos secos.. A brincar às escondidas... Noites quentes de verão ou... Outono que namoram a lua... Alargam-se horizontes onde... O homem alcança a alma perdida... Esquecida entre a multidão, sem angústia... Sem morte, sem tristeza, desejando as manhãs perfumadas... Sem falsidade, sem disfarces, sem máscaras.... Sem mistérios, sem sombras, ausência de histórias... Onde as fragas começam a falar e a sentir...!!!
Velas acesas no castiçal de prata velha, lamparinas antigas de azeite a arder.. incenso misturado com óleo, numa taça
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Velas acesas no castiçal de prata velha, lamparinas antigas de azeite a arder.. incenso misturado com óleo, numa taça de cinzas que geram muitas vezes o tormento. Rosa bela do jardim mágico, invejosa e triste incendeia a paixão do tempo esquecido, perdido quando a alma precisa de um momento de amor. O passado passa, o futuro acontece no tempo que existe, das tristezas que esquece, castelos floridos sorrisos colhidos, amor de encantar que florescem. Acaricio o doce, afago com a vida e embriago-me solidão trancada de velhos cadeados enferrujados palavras escritas num pergaminho de um caminhante que deixa lembranças, do caminho tantas vezes percorrido.!!!
Anda o receio, o medo perdido nas águas profundas do mar intensas e fortes são as suas ondas..
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Anda o receio, o medo perdido nas águas profundas do mar intensas e fortes são as suas ondas.. A espuma chega à areia, sem medos, sem receios, sem angústias... Ondas mansas tocadas pelo vento quente, frio, sem titulo, sem rumo.. Palavras que repousam onde a dor foge e paira sobres as ondas do mar... Cativam-me os teus olhos, sorriso e o teu beijo onde o receio, o medo não existe... Hoje vivo, sinto, viajo nos teus braços encantados como se andasse na areia quente ou fria no mar.!!!
Triste vestida de negro...tantas vezes iluminada percorre os caminhos sinuosos e sombrios. Olhar distante e vago.... como uma sereia muda
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Triste vestida de negro...tantas vezes iluminada percorre os caminhos sinuosos e sombrios. Olhar distante e vago.... como uma sereia muda sem maldade, sem trevas, sem medo, sem mágoa. Gosta de verti-se de negro, viúva negra ela não é ouve as vozes das gotas da chuva que geram felicidade. Sonha com fadas e castelos, os espinhos perfuraram o coração com pensamentos de amor e talvez ilusão. Beleza singela encantada que esconde o perfume das flores e penetram no profundo desejo de amar.
Pedaço desconfiado, movimento perpétuo Velocidade da alma, caminho infinito Somam dividem, subtraem multiplicam
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Pedaço desconfiado, movimento perpétuo Velocidade da alma, caminho infinito Somam dividem, subtraem multiplicam Partículas de ilusão, atropelam esvaziam Lágrimas do céu, nuvens de pranto Solidão à janela, canto da saudade Ouvidos e gemidos, sussurros e risadas Folhas no lamaçal, onde eu caí molhada no chão.!!
Entre as fragas ecoam sons, palavras vazias de silencio, punhais que despedaçam
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Entre as fragas ecoam sons, palavras vazias de silencio, punhais que despedaçam ferem, enfeitiçam, reduzem a nada o corpo a alma..!
Subi pelas serras, montes e vales sem saber para onde ir, andei sem destino. Cansei a alma por lugares distantes,
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Subi pelas serras, montes e vales sem saber para onde ir, andei sem destino. Cansei a alma por lugares distantes, pisei as folhas secas, perdidas, sem mágoa. Colhi as flores mais belas dos vales onde as fadas perdem-se no silêncio da noite. Sol que queima de um dia de verão sonhado com a sombra fresca e temperada. Beber água pura da nascente que corre nas fragas cheguei ao campo, o arado cheio de sementes. À noite joga-se às cartas, os dados da fortuna onde as intrigas e os intriguistas enchem a sua mente. Anjos do bem, demônios do mal juntos fazem parte de todos nós, nós é que escolhemos o bem ou o mal.
Silêncio feito de ausências, renovadas do caminho palavras suspiradas embriagadas, desviadas da mente. Continuidade do amparo de tantas decisões,
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Silêncio feito de ausências, renovadas do caminho palavras suspiradas embriagadas, desviadas da mente. Continuidade do amparo de tantas decisões, deixadas e esquecidas à porta da igreja, fechada, perdida na dor da saudade. Onde rejeita, pisa, mata, arrasta o tempo, suja, urros de gritos, maldade vazia, lábios serrados, fechados. Noite fria, onde a neve cai suspirando sem soluços adormecida míscaros no chão, come o javali onde é caçado e comido. Caçador furtivo, escondido como um animal selvagem procura o lobo solitário perdido da alcateia no monte. Velhos sabores, cheiros floridos de vários trajetos sentidos inspiração de novas poesias, sem ilusões, sem murmúrios. Noite gasta de risos, de lágrimas, promessas sem fôlego ouve ao longe o sino tocar, a chamar a gentes da aldeia. Rezar às alminhas com devoção de todas as incertezas sem medo dos labirintos, receios da paz que invade a mente!
A noite avança com os olhos cansados silencio da rua é medonho e tristonho Madrugadas das memórias veladas
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A noite avança com os olhos cansados silencio da rua é medonho e tristonho Madrugadas das memórias veladas com lamparinas de azeite, onde não se vê que se sente, "mas" sente-se tudo que se vê Perderam a esperança dos bosques, das serras nunca habitadas cada vez nascem menos deuses duendes, escondidos entre as fragas, giestas, sobreiros, choupos, cultivam os seus jardins floridos Onde grita os ventos nos muros da noite toca o sino da torre da igreja, almas em desespero dos desafios, cansaços ,incertezas e destinos de alguém que parte para nunca mais voltar.!!
Abro o livro das páginas da vida espelhos de encontros, desencontros Chove lá fora, estará a lavar o chão
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Abro o livro das páginas da vida espelhos de encontros, desencontros Chove lá fora, estará a lavar o chão da rua, o mundo, a alma, o corpo Palavras deitadas ao vento poemas desaparecidos no silêncio Lírios perfumados palidez dos caminhos noites de sonho entre as páginas gastas Veneno oculto arrastado nos ossos angústia escrita sobre a almofada Escuridão do rosto da morte matada, morta, esquecida, perdida..!!!
Cala-me com a tua boca com o teu beijo salgado e doce deixa-me apenas respirar
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Cala-me com a tua boca com o teu beijo salgado e doce deixa-me apenas respirar para que sussurre ao teu ouvido o meu grito silencioso murmurante.!!
Casa majestosa e velha... Melodia em silêncio provocada pelo vento Folhas de todas as cores espalhadas pelo chão
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Casa majestosa e velha... Melodia em silêncio provocada pelo vento Folhas de todas as cores espalhadas pelo chão Despertam qualquer lamento naquela casa velha Escura e mal-acabada, outrora fora uma casa charmosa Agora não tem cor, paredes gastas, descascadas Apagadas pelo tempo, distante, sozinha, vazia Já sem dono ou talvez tenha sombra de quem Foi bela e amada, agora é escura, triste nesta noite Chuvosa, sem meio, sem fim, destruída sem ilusões!
Escombros que tirei dos ombros onde dificultavam-me o caminho de fragas, pedras, soltas, caídas,
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Escombros que tirei dos ombros onde dificultavam-me o caminho de fragas, pedras, soltas, caídas, espalhadas pelos trilhos da vida Palavras duras, frias, sentidas sentidas na pele, dor como uma chaga olhar transparente emoções gravadas marcadas, perdidas, esquecidas Infinito céu na ausência do véu coberto das memórias do sonho encantamento sentido, tempo nu Murmura o vento com palavras desfeitas de dor da quimera silêncio traz uma lágrima encantada dia iluminado sem almas em tormento.!!!
Sussurros, delírios Noite quente, ardente Meia luz,vinho tinto
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Sussurros, delírios Noite quente, ardente Meia luz,vinho tinto Aventura despertar Ser e fazer, amar Levantando o coração Onde está a razão.!!
Neste céu encantado onde descansa A minha mente destruidora de sonhos Sem choro, sem lamento, com sentimento
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Neste céu encantado onde descansa A minha mente destruidora de sonhos Sem choro, sem lamento, com sentimento Seca os rios das lágrimas perdidas Deitadas ao mar de alegria no momento Fúria avassaladora água alimentada de esperanças renovadas em busca de calor , voos noturnos em forma de manifestações de amor, Caminhos que trazem o fulgor da manhã Noites de esferas perdidas, adormecidas Campos de ilusões sem imaginação, sem mistérios Em busca da liberdade que fica prisioneira na mente!
Luas perdidas, esquecidas encantadas, sentidas sereias transformadas
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Luas perdidas, esquecidas encantadas, sentidas sereias transformadas embaladas pelas ondas do mar Deixo o vento por alguns instantes levar as palavras escritas em sonhos no meio de ilusões, pensamentos de amor.. Amo-te hoje e amanhã pois eu ... vejo-me no teu reflexo e tu estás em mim como o néctar das flores, onde as abelhas procuram o pólen para o mel... Luas que brilham na noite escura onde se perderam e encontraram-se dois corações..!
Senhor.. Ainda que eu ande pelos.. vales do deserto, da tempestade, da sombra
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Senhor.. Ainda que eu ande pelos.. vales do deserto, da tempestade, da sombra cercada por inimigos eu não temerei mal algum.!
Senhor Faz de mim uma penitente.. Uma mãe de família, uma mulher
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Senhor Faz de mim uma penitente.. Uma mãe de família, uma mulher Uma simples escrava da minha alma Uma obediente e humilde serva Aumenta-me a fé que foge-me entre os dedos A esperança, as dúvidas, as sombras .. Eu sei Senhor, que contigo estou em paz Aumentai a minha fé que encontra-se perdida Eu quero que ela volte sem ela não sou nada Apenas um pedaço de carne apodrecida...!
O teu amor alimenta-me... e dá-me forças para continuar!
Rosas, camélias, orquídeas por que serão tão belas e lindas estas flores?
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Rosas, camélias, orquídeas por que serão tão belas e lindas estas flores? Serão como as cartas de amor... São elas que nos fazem ver a lua e a sorrir lindas de ler, fazem-nos chorar e rir… Escritas com amor... e saudade... Cartas de amor… Quem as não têm...