Quero...dormir...chorar...contigo
desejo que esta noite dure por uma vida
O sol já dorme....
em silêncio por uma vez num século
nos oceanos profundos......
calmos melancólicos e vermelhos
Carícias ardentes feitas em desejos.....
numa noite feita de amor.
Desejos de um corpo cansado que dorme...
magia de sonhos e desejos contidos
onde eu contemplo-te na minha noite quente
no fim do tempo .....
onde perder a fé torna-se um crime
desejo que esta noite dure por uma vida.
Que Deus permaneça sempre em mim
e as trevas à minha volta desapareçam
nas margens de um oceano solar longínquo.
Como eu desejo pôr-me com o sol para..
Dormir .....chorar ...viver contigo..
numa noite ou dia quente longínquo no corpo......
onde não existe dia ou noite,
apenas o sol da meia noite.!!
Lutar por ti, meu amor, vale sempre a pena
por um homem carinhoso, amoroso como tu
que toca a minha alma e não somente o meu corpo
que entra pelos meus olhos com o coração livre.
Que olha no fundo da minha alma como ninguém,
olha e vê o reflexo do meu amor e carinho
tu és grande para invadir os meus sonhos e
torná-los uma doce realidade, com o coração.
Que este amor que seja vivido por inteiro com
os corpos de um encontro total, tornando a união
em êxtase, prazer, gemidos afagantes de amor
e que os teus abraços sejam o meu abrigo.
Que a voz a ser ouvida seja a do coração, da alma
dos nossos corpos e os meus e os teus lábios
sejam mudos de beijos, mudos, sem palavras.
Ganhando a emoção de dois corpos num só!
Dizes-me meu amor......
que estou gelada e fria
talvez.....talvez...
eu apenas não consigo sentir
e dizer os meus sentidos
sinto frio, frio.... mais frio
não consigo alcançar minha alma
só consigo sentir tristeza ...
quantas mentiras e memórias
desaparecem ......e tornam-se verdades
dentro do vazio da minha alma
não pararia de correr......
mas eu sou forçada a desistir
É tão difícil .......
ver o meu rosto no frio do espelho
Eu só quero .....
saber no me que tornei mas....
mal posso escrever estas linhas
na parede das minhas orações
soando como uma culpa.....
ouvi ..e senti....
elas morrem em harmonia com a ganância e traição
Quero que sejas meu .......
e dês vida ao meu coração..
ao meu corpo frio, gelado de dor...
vivo com as memórias, lançadas em melodias
Como eu posso fugir.....fugir desta dor sem fim ...!!!!
Somos......
Somos apenas duas almas perdidas
Perdidas num mundo cruel e desumano
Muitas vezes capazes ou...
Incapazes de distinguir entre céu ou inferno.
Entre a dor e o desalento...
Abraço de aço, de esperança.
Máscara de ferro, sorriso de alegria,
Campo verde, jardim florido.
Cinzas quentes dos fantasmas.
Cobertos dor e desamor....
Somos apenas duas almas perdidas...
Sentidas e afogadas nadando num aquário
Pequeno e profundo à espera para sermos salvos ....
Ano após ano, com os mesmos medos...mágoas...
Dores, desamores, desilusões que encontramos e perdemos.....
Nos velhos lugares que passamos e recordamos...
Somos duas almas perdidas...
perdidas sem corpo..sem mente .!
Tu és como um fogo que queima
Através da chuva e do vento
Como uma tempestade que ilumina
O meu coração.....
Uma vela ....uma chama na minha alma
Um amanhecer ......
Dentro da minha vida
Um paraíso tão intenso e verdadeiro
Que só o meu coração consegue explicar
Mais forte que meras palavras ditas......
Ou escritas no papel......
Sinto a tua pele na minha,
Gritando de amor, de desejo...
De fogo ardente feito em labaredas ..
Fogueira que mantemos acesa durante todos estes anos.!
Senhor..
Tu sabes que não valho nada
não sou digna do teu amor
Que sou lama, de onde todos fogem
ou têm medo de sujarem-se.
Só Tu sabes as minhas misérias
as minhas faltas, as minhas dores
Aumenta a minha fé, nos dias de chuva
a esperança nos dias de sol.."obrigado "!
Cama velha partida, coberta de argila.
Barro esquecido, da alma perdida.
Coração entregue na fogueira da vaidade.
Corpo despedaçado, rasgado de dor.
Mente acordada no silêncio da noite.
Ossos partidos com o machado do sofrimento.
Veias de sangue cheias de veneno fatal.
Feridas expostas onde só vê quem quer ver..!!!
As noites quentes e frias de inverno
passados a lareira ,vinho no copo
com ar livre de prazeres das noites frias
de inverno nos reserva, onde é bom descobrir .
Amar num jantar feito ao luar numa noite
de inverno, sentados num cobertor
de lã de ovelha, quentinhos, juntinhos
estamos, sentimos o corpo a queimar.
Fogo da paixão que arde como as labaredas
da lareira acesa , queima o corpo, une-se o beijo
aroma de pinho, carvalho, sombreiro a arder
uma mistura de perfumes perfeitos da natureza.!!!
Senhor ...
que este dia seja envolto de esperança,
de milagres, de amor, de piedade, de fé,
de gratidão...que sejamos capazes de sentir
o Teu sopro e fazer a Tua vontade...!!
Grita..
grita o silêncio
como uma tempestade de nada.
De nada grita o silêncio
o silêncio foge de nada.
De nada anda o tempo
perdido na tempestade.
A morte chegou no tempo
no tempo certo a horas.
Deu as boas vindas à morte
escondida a morte estava.
Escondida da tempestade
horas certas, horas do tempo.
Tempo fora de horas, talvez
chegue a morte no tempo.!!
Noite de inverno.....
numa aldeia lá para trás das serras e montes
A rua está escura e fria, a água corria devagar
por debaixo da ponte velha, gasta e sentida
as fragas da rua estão escorregadias da geada.
Vaguei por caminhos sombrios e vazios das
ruas desertas, geladas e frias,
aldeia serrana deserta
fria sem gente, ouve-se ao longe o uivar do lobo
do latir dos cães presos em casa,
currais e cortiças.
Ando pelo adro da igreja onde já foi um cemitério
sinto arrepios das almas em dor, corre a água da fonte
onde eu já bebi esta água gelada e fresca no verão e
fico a olhar, hoje com sede e já não consigo beber
desta água que passa e passou pelos mortos do cemitério.
Rua da aldeia fria gelada,
sombras à solta marcadas de dor
casas caídas de barro, de lama, de fragas e caminhos
amores perdidos, esquecidas por caminhantes Del Rei
afinal foi uma aldeia importante em tempos, em tempos.
Hoje vazia, deserta, sem alma, sem gente, sem escola
sem comboio, onde os velhos ficam à lareira sozinhos
esquecidos a recordar os tempos de juventude já perdida.!!
Bendito o dia e a noite
Bendito o sol e a lua
Bendita a esperança e o amor !
Maldito o ódio e egoísmo
Maldito sofrimento e fome
Maldita solidão e abandono!
O tempo é um pássaro
um jardim cheio de flores
um coração sem dono
com a força de viver um amor.
Verdade de mim entristecida
paisagem de um tempo infinito
desejo-te sem fim e quero-te
queima a alma em redor na fogueira.
Da verdade, da vaidade e compreensão
espera reforçada, fogo, água num
deserto sem boca de lábios salgados
das noites quentes, dias assombrados.!!
A loucura de um poeta é muitas
vezes feita de avareza e luxúria
em cada palavra grita, grita, grita.
Grito ousado em cada palavra escrita
incapaz de silenciar a dor das palavras
escritas no papel da sua alma.
Alma negra de sofrimento, de emoção
da sua inspiração poética e dolorosa
o corpo reage e morre sem brilho, sem luz.!!!
Onde, onde ...
Onde vais buscar a inspiração
Onde está o que te inspira
Onde está a tua poesia
Onde estão os teus poemas
Onde estão os teus pensamentos.
Tento tantas vezes ver entre tantos
Tento sentir olhando o que tu vês
Tento amar da mesma maneira
Tento esquecer o que acabaste de dizer
Tento criar, sonhar, viver e escrever.!!
Salva-me, salva-me
desta dor e sofrimento.
Salva-me, salva-me
das lágrimas de desespero.
Salva-me, salva-me
dos soluços que gritam.
Salva-me, salva-me
das mágoas e desilusões.
Salva-me, salva-me
dos desenganos e desamores.
Salva-me, salva-me
que o meu último suspiro
Salva-me, salva-me
seja na tua boca, meu amor.!!
Maldito sonho
Que se transformou em dor
Maldito quadro que ficou vazio
Malditas as marcas que ficaram na poeira
Maldito fantasma fugiu cheio de medo
Malditas lágrimas que escorrem para o mar
Maldito amor perdido e talvez esquecido
Malditas grades que me prendem sozinho
Maldito corpo feito de vaidade e desejo
Maldita sede e fome do abismo
Maldito inferno que me cobiça a alma
Maldita a vida, maldita a morte, maldita, maldita.!!!
Amanho as couves para a sopa
rego o jardim dos meus pecados.
Colho a salsa, coentros, louro
perfumes de aromas da minha alma.
Caril de frango com camarão e coco
sinto-me a viajar no tempo sem destino.
Bacalhau com broa de milho e azeite puro
vejo-me a almoçar em família na minha casa.
Acompanho com um copo de vinho tinto
vou a caminho da igreja para rezar o terço.
Rego a horta e o jardim da alma e do corpo.!!
Amor feito....
com um copo de vinho do porto
mãos agarradas à cama velha de ferro
chia, já gasta de gemidos, suaves e fortes
Sinto as tuas mãos agarrar as minhas.
Sensações loucas, travessas de um vendaval
boca que pediu o teu beijo, simples de desejo
abraço tremulo de emoção, respirar arfante
sentimento neutro da mesma certeza perfumada.
Flores mágicas de um jardim florido numa noite
num dia de inverno, quente e fria, onde chia, chia
a velha cama de ferro, florida de amor e esperança
feita com um copo ou dois de vinho do porto.!!
Vau de memórias....
Chegou o soldado da guerra, onde tantas não
tiveram a mesma sorte, ó minha mãe,
meu filho estás vivo, como rezei por ti meu amor,
meu anjo, pedi tanto a Deus que voltasses vivo.
não estou vivo minha mãe, estou morto
por dentro, podre e sem coração
meu filho esquece a guerra, agora estas comigo
em casa só isso é que interessa , dá-me um beijo meu querido filho
Mãe tu não sabes em quem eu me tornei, um monstro
não filho tu és sangue do meu sangue,carne da minha carne
não mãe matei homens, mulheres...
não sou digno do teu amor minha mãe..
Filho já passou a guerra acabou....
e o que ficou para traz ficou,
tens de recomeçar a tua vida ,
casa meu filho com uma mulher
que te ame mais ainda que eu e esquece...
tudo que vives-te filho
enquanto aquele soldado contava a sua história
passou uma velhinha de saia redonda preta ate aos pés ..
olho para o chão e vejo agua correr e pensei que é isto .
e seguiu viagem...ela tinha feito xixi a nossa frente
o soldado ria a gargalhada da cara estúpida...
que eu e o meu irmão fazíamos
tinha 10-dez ou 11-onze anos na altura o soldado...
já devia ter mais de 70-setenta
tinha estado na primeira guerra mundial era um homem sofrido pelas memorias da guerra
com quem eu e o meu irmão gostávamos de ouvir, ele já faleceu seguiu o conselho da
sua mãe foi feliz a sua maneira teve filhos, netos e bisnetos ganho uma medalha pelos
serviços feitos na guerra..descansa em paz soldado da aldeia, perdida nas serras.!!!
O tio manel o seu burro está coxo
está coxo, mas ele tem de trabalhar.
Está velho coitado, tem de pedir a reforma
já pediu mas não lha deram, dizem que é muito novo.
Somos muito novos para a reforma...
mas velhos demais para trabalhar
Vamos os dois morrer à fome se não formos
trabalhar, nesta terra onde ninguém dá nada
"tiram-nos é tudo, tio manel."..!!!
Quero estar nos teus braços
desnudando a minha alma
alucinada de amor e paixão
atrevida, maliciosa e pura
Prisioneira de todos ....
os meus desejos contidos
sonhos, suspiros e gemidos
carinhos alucinantes e ardentes
Onde pernoitas em mim
feitas em memórias e saudade
corpo ausente de solidão,
palavras ocultas, livres e soltas
nos teus braços meu querido
quero desnudar a minha alma.!
"Soluços da alma"
"Gritos de dor"
"Lágrimas de agonia"
"Corpo da vaidade"
"Mente louca"
"Sádica masoquista"
"Devoradora gasta"
"Desprotegida abandonada"
"Deserta da solidão "!
Há momentos em que o coração está abatido
Existem sentimentos quando a alma está perdida
As lágrimas são cristais perfumados que caem
de um rosto triste, sombrio e sem brilho.
Deito-me na minha cama à noite, coberta de dor
coberta de lágrimas, de tanto sofrimento.
Sete palmos de terra... barro
lama... pedras ou fragas.
Para tapar o excremento do sofrimento onde...
a terra-mãe que me chama para acalmar a dor do alento.